28/10/2009

"O universo aberto"

Se há algo porque tenho aversão, este algo são o determinismo religioso e o determinismo genético. O primeiro por colocar o ser humano numa posição de títere (marionete, fantoche, bonifrate) de alguma divindade manipuladora, que o controla conforme seus caprichos e vontades; o outro, por dar legitimidade à ordem social existente. A xenofobia e a guerra, por exemplo, de acordo com este tipo de determinismo defendido pela Sociobiologia darwinista seriam conseqüências inevitáveis de um instinto tribal de posse de um território e de um instinto bélico cujo objetivo seria a propagação dos genes. Segundo esta vertente darwinista, há genes para todo gosto e propósito: genes do altruísmo, genes da religiosidade, genes da violência, genes do egoísmo, genes da homossexualidade etc.
O ser humano parece não se contentar em assumir suas próprias responsabilidades socais num mundo que se mostra em perene conturbação, daí serem comum atribuições deste tipo inclusive na religião. Porém neste caso o papel dos genes cabe aos demônios: demônios da doença, demônios do alcoolismo, demônios da prostituição, demônios da dissolução dos bons costumes, demônios do fracasso financeiro, entre muitos outros.
Em seu livro “O Universo Aberto: argumentos a favor do indeterminismo ”, Karl Popper tenta mostrar que nem mesmo a validade da física clássica nos imporia qualquer doutrina determinista acerca do mundo. Ele resume muito bem sua postura contra o determinismo com as seguintes palavras: “Nenhuma boa razão foi até agora apresentada contra a abertura do nosso universo ou contra o fato de coisas radicalmente novas estarem constantemente a emergir dele; e nenhuma boa razão foi até agora dada que tivesse lançado dúvidas acerca da liberdade e criatividade humanas, uma criatividade que é restringida e inspirada também pela estrutura interna do mundo” (p. 129, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 1988).
Fica patente que a defesa do determinismo genético é uma clara pretensão de determinada vertente darwinista (principalmente a turma “evo psy”) em fazer valer a ideologia fincada pelo naturalista inglês Charles Darwin, que via a mente humana apenas como resultado da Seleção Natural. Lembrando que foi a partir desta doutrina que surgiu o darwinismo social o qual deu ampla margem à Eugenia defendida por Adolf Hitler.
Isso também explica em partes porque me recuso a ser manipulado por esta ideologia camuflada de ciência, que atua em frente e por trás dos bastidores acadêmicos a fim de fazer valer seus falsos ideais da racionalidade.

É isso!

27/10/2009

Porque não sou darwinista...

Para Richard Dawkins e outros que trilham pela mesma vertente dogmática da Teoria da Evolução, ser darwinista não é uma questão de escolha, mas de lógica: “É absolutamente seguro dizer que, se você encontrar alguém que afirme não acreditar na evolução, esta pessoa é ignorante, imbecil ou insana (ou maligna, mas eu prefiro não considerá-la assim”, afirmou ele numa dada entrevista. O “acreditar na evolução”, para Dawkins, necessariamente implica em acreditar, por exemplo, que coisas não-vivas originaram organismos vivos e que os vírus, as plantas e os animais estão todos inter-relacionados. Em outras palavras significa acreditar na “evolução” nos moldes tais quais foram concebidos pelo naturalista inglês Charles Darwin.

Todavia, mesmo que uma pessoa veja como convincente a idéia de ascendência comum, isto é, que todos os organismos tiveram um mesmo ancestral (o Michael Behe, por exemplo),
se ela não se converter ao darwinismo, ou seja, se não rastejar pelo "templo sagrado de Darwin", ainda assim não escapará de um rótulo qualquer, em geral o de religioso. A Teoria da Evolução para esses darwinistas está acima de qualquer suspeita e apenas um fundamentalista religioso pode duvidar dela. Assim, a questão deixa o campo científico e passa a ser uma questão fé. Em outras palavras, dogma.”

O paradoxo é simplesmente jibóico: ao mesmo tempo em que condenam os críticos de serem fundamentalistas religiosos, eles mesmos seguem à risca aquilo que tanto atacam. Daí o caráter escancaradamente ideológico do darwinismo. Construíram suas próprias prisões epistemológicas e nelas permanecem presos como os grandes arautos da racionalidade e do saber. São os “iluministas iluminados” pelo brilho da falsa ciência.
E assim caminha humanidade...

Isso explica em partes porque me recuso a beijar os pés de Darwin e rolar pelos falsos tapetes dessa falsa ciência.

É isso!

23/10/2009

TEDEÍSMO: PERGUNTAS E RESPOSTAS

O QUE SIGNIFICA “TEDEÍSMO”?
O termo “TEDEÍSMO” é um neologismo criado a partir da sigla TDI – Teoria do Desenho Inteligente. Linguisticamente segue um critério há muito presente em nossa língua, como em FNM – “FENEMÊ” (nome de um antigo caminhão), em que se faz uso da pronúncia das letras que compõem a sigla TDI, ou seja: TE/DE/I = TEDEÍSMO. Tal vocábulo, portanto, não tem nenhuma implicação teológica ou religiosa. A idéia é simplesmente facilitar o diálogo entre darwinistas (ou evolucionistas), criacionistas com aqueles que se encontram “na terceira margem do rio”, metaforicamente os TEDEÍSTAS.

Já em relação à substituição de “design” por “desenho” trata-se de uma adequação lingüística ao vernáculo português, da mesma forma como fizeram os espanhóis: Teoría del Diseño Inteligente.

O QUE É O TEDEÍSMO?
O Tedeísmo argumenta que as máquinas biológicas (por exemplo: a visão, a coagulação do sangue, o transporte celular, os cílios, o flagelo, o sistema imunológico etc.), por sua complexidade irredutível, tem que ter sido planejadas – seja por Deus ou por alguma outra inteligência superior.

O TEDEÍSMO ESTÁ FUNDAMENTADO NOS LIVROS CONSIDERADOS SAGRADOS?
Não!
As raízes intelectuais da Teoria do Desenho Inteligente são diversas. Platão e Aristóteles, por exemplo, articularam ao seu tempo versões primitivas da teoria do desenho inteligente, da mesma forma como fizeram os grandes nomes da ciência moderna. O conceito de planejamento inteligente apenas começou a se afastar do seio da comunidade científica no princípio do século XX, após o neodarwinismo afirmar ser capaz de explicar o surgimento da complexidade biológica por meio de um processo NÃO-inteligente denominado Seleção Natural, que atuaria sobre mutações aleatórias.

Todavia, durante décadas recentes novas pesquisas e descobertas no campo da física, cosmologia, bioquímica, genética e paleontologia têm levado um número crescente de cientistas e teóricos da ciência a duvidarem da capacidade explicativa do neodarwinismo em relação à complexidade biológica, enfatizando o planejamento inteligente como a explicação mais plausível do ponto de vista científico.

QUEM TERIA SIDO O PLANEJADOR, SEGUNDO O TEDEÍSMO?
O Tedeísmo em nenhum instante discorre acerca da natureza do Planejador, nem faz qualquer tipo de especulação concernente ao seu nome, mas apenas se é possível ou não detectar o plano na natureza. E, como diz Michael Behe:

“Para se deduzir que houve um plano não é preciso ter um candidato para o papel de planejador. Podemos chegar à conclusão de que um sistema foi planejado pelo simples exame do mesmo, e podemos ter muito mais certeza sobre o planejamento em si do que sobre o planejador. Em vários dos exemplos dados acima, a identidade do planejador não era óbvia. Não temos ideia de quem arrumou a engenhoca no pátio de sucata, ou a armadilha de gavinhas, ou por quê. Não obstante, sabemos que todas essas coisas foram planejadas por causa da organização de componentes independentes para atingir certo fim.
A inferência de que houve um plano pode ser feita com bastante segurança, mesmo que o planejador seja figura muito remota.”

[...]

É possível concluir que alguma coisa foi planejada sem que saibamos absolutamente a identidade de quem a planejou. No que diz respeito ao procedimento, o plano primeiro precisa ser compreendido para que se possa f azer alguma outra pergunta sobre o planejador. A dedução de que algo foi planejado pode sermantidacom toda firmeza possível neste mundo, mesmo que não se saiba nada sobre o planejador” (“A Caixa Preta de Darwin”. Zahar Editor, 1997, p. 199).

No Tedeísmo a posição religiosa de seus proponentes NÃO tem qualquer relevância para a manutenção do seu status epistêmico. Obviamente, como é de praxe com todas as teorias que pretendam explicar a origem do Universo e da vida, o Tedeísmo tem sim implicações filosóficas e teológicas, mas isso também se observa em outras teorias, como a Teoria do Big Bang e a própria Teoria da Evolução. Assim, o fato de alguém acreditar, PELA FÉ, que o Planejador tenha sido o Deus da Bíblia ou o Alá do Alcorão, isso apenas refletirá sua crença pessoal, o que não diz absolutamente nada dos postulados do Tedeísmo. No darwinismo, por exemplo, existe determinada vertente que professa uma posição teísta, como é o caso de Francis Collins e Newton Freire-Maia, ambos cristãos. Embora o Tedeísmo seja agnóstico quanto à natureza do Planejador, isso não significa que seus proponentes não possam ter suas próprias crenças (ou descrenças).

O TEDEÍSMO É COMPATÍVEL COM A EVOLUÇÃO?
Isto vai depender do que se quer dizer com o termo “evolução”. Com o sentido de “mudanças através do tempo”, não há um conflito interno entre a Teoria da Evolução e a Teoria do Desenho Inteligente. O que o Tedeísmo contesta é que mecanismos cegos, como a Seleção Natural agindo sobre as mutações, sejam capazes de dá conta da imensa complexidade do Universo e dos seres vivos.

O TEDEÍSMO É O MESMO QUE CRIACIONISMO?
Não!
O Tedeísmo tem por finalidade detectar – empiricamente – se o “aparente desenho” da natureza, o qual é reconhecido virtualmente por todos os biólogos, seja de fato um desenho verdadeiro (produto de uma causa inteligente) ou se é apenas o resultado de um processo não direcionado como a Seleção Natural. Já o criacionismo fundamenta suas teses numa interpretação literal do relato bíblico do Gênesis. O Tedeísmo é estritamente agnóstico quanto a identidade do Planejador. Em outras palavras: não está preocupado em identificar a natureza do Planejador, mas apenas em detectar empiricamente o PLANO na natureza. Portanto, o Tedeísmo não tem por objetivo defender qualquer relato considerado sagrado.

Honestos críticos do Desenho Inteligente reconhecem que há sim distinção entre Tedeísmo e Criacionismo. O historiador da ciência Ronald Numbers, da Universidade de Wisconsin, é um crítico da Teoria do Desenho Inteligente, no entanto, de acordo com a Associated Press, ele “concorda que o rótulo criacionista não deve ser aplicado ao Tedeísmo".

Então por que os darwinistas insistem em afirmar que ambos são da mesma estirpe?

Segundo Dr. Numbers, isto ocorre porque eles (os darwinistas) acreditam que esta seja “a maneira mais fácil de desprestigiar a Teoria do Desenho Inteligente”. Em outras palavras: trata-se de uma estratégia retórica dos darwinistas a fim de tentar suprimir o mérito científico e filosófico do Tedeísmo.

HÁ PESQUISADORES ERUDITOS NA COMUNIDADE CIENTÍFICA QUE APOIA O TEDEÍSMO?
Sim (veja, aqui, a relação completa dos dissidentes do darwinismo)
A Teoria do Desenho Inteligente é composta por doutores da ciência, pesquisadores, teóricos e um bom número de universidades, escolas, institutos de pesquisas em todo o mundo. Entre tais pessoas estão incluídas:
Michael Behe (bioquímico da Universidade de Lehigh);
Scott Minnich (microbiólogo da Universidade de Idazo);
Paul Chien (biólogo da Universidade de San Francisco);
Dean Keyton (biólogo emérito na Universidade Pública de São Francisco);
William Dembski (matemático da Universidade de Baylos); e,
Henry Schaefer (químico quântico da Universidade de Geórgia).

PESQUISAS SOBRE O TEDEÍSMO PUBLICADAS EM PERIÓDICOS E MONOGRAFIAS SÃO REVISADAS POR OUTROS CIENTISTAS?
Não obstante a acirrada hostilidade impetrada pelos defensores do neodarwinismo contra os cientistas que apóiam o desenho inteligente, ainda assim muita coisa tem sido lançada em publicações revisadas por outros cientistas. Por exemplo: “A Inferência de Desenho!” (de William Dembski) e “A Caixa Preta de Darwin” (de Michael Behe). No âmbito dos periódicos, Michael Behe tem defendido o conceito de “complexidade irredutível” no periódico “Filosofia da Ciência”, publicado pela Universidade de Chicago. Outro periódico revisado, no qual se enfatiza a teoria do desenho, é “Progresso em Complexidade, Informação e Desenho”, composto por um conselho de 50 especialistas de diferentes áreas científicas relevantes, sendo que a maioria tem afiliação universitária. E, por fim, os trabalhos dos teóricos do Tedeísmo estão começando a ser citados por companheiros em periódicos revisados como a "Revisão Anual sobre Genética".

POR QUE A ASSOCIAÇÃO AMERICANA PARA O AVANÇO DA CIÊNCIA (AAAS) PUBLICOU UMA RESULUÇÃO CONTRA O DESENHO INTELIGENTE?
Em 2002, o comitê da AAAS publicou uma resolução acusando a Teoria do Desenho Inteligente de não ser científica. Este processo deu-se com todas as armas, menos com aquelas relacionadas à ciência. Prova disso é que, após tal resolução ser publicada, perguntou-se aos membros do Comitê da AAAS quais livros e artigos escritos por cientistas do Desenho Inteligente eles teriam lido antes de tomarem tal resolução, e a resposta foi simplesmente que o assunto havia sido analisado por todo o grupo. Outros membros apenas disseram que havia lido cuidadosamente fontes identificadas na Internet. Em outras palavras, os membros do comitê da AAAS aparentemente votaram apenas para declarar a Teoria do Desenho Inteligente como não-científica sem pesquisar eles mesmos os livros acadêmicos e artigos apresentados pelos cientistas que fazem parte dessa teoria. Não custa lembrar que um bom número dos cientistas que apóiam o Tedeísmo é membro da AAAS, de modo que o Comitê da AAAS claramente não falou por todos os membros de sua organização.

É isso!

09/07/2009

Memes, fadas e gnomos


Em que reside, afinal, os “memes” criados pelo ideólogo ateísta Richard Dawkins?

Como é sabido, os genes são encontrados em locais exatos nos cromossomos, sendo uma entidade observável bem definida nos planos biológico, químico e físico, mas, e os memes, onde estão eles? Ou melhor: o que são eles?

- Nos cérebros, diram “as viúvas de Darwin, as quais assumiram novas núpcias com Dawkins!

Sim, mas, qual seria exatamente a aparência de um meme? É possível detectá-lo empiricamente? Como podem ser descritos em termos biológicos, químicos e físicos? Qual a evidência sólida, observácional para os memes, que nos levaria a aceitá-los como necessário e efeitivo a fim de explicar o desenvolvimento cultural? Resumindo:
por que eles são mais importante de que um aparelho para desentortar bananas?

Em seus principais livros, Dawkins sempre faz menção dos hipotéticos “memes” como “replicadores culturais”, que podem explicar desde melodias até idéias, "slogans", modas do vestuário, maneiras de fazer potes ou construir arcos e, principalmente, a crença em Deus. Sobre este aspecto, enfatiza Dawkins em “O Gene Egoísta”, publicado pela Editora
Martins Fontes:

”Considere a idéia de Deus. Não sabemos como ela se originou no "fundo" de memes. Provavelmente originou-se muitas vezes por "mutação" independente. De qualquer forma, ela é realmente muito antiga.

Como se replica? Pela palavra escrita e falada, auxiliada por música e arte estupendas. Por que tem um valor de sobrevivência tão alto? Lembre-se que "valor de sobrevivência" aqui não significa valor para um gene no "fundo", mas valor para um meme num "fundo" de memes.

A pergunta realmente significa: o que há com a idéia de um deus que lhe dá estabilidade e penetração no ambiente cultural? O valor de sobrevivência do meme para deus no "fundo" resulta de sua grande atração psicológica. Ele fornece uma resposta superficialmente plausível para questões profundas e perturbadoras a respeito da existência. Ele sugere que as injustiças neste mundo talvez possam ser corrigidas no próximo.

Os "braços eternos" oferecem uma proteção contra nossas próprias deficiências, a qual, como o placebo do médico, não é menos eficiente por ser imaginária. Essas são algumas das razões pelas quais a idéia de Deus é copiada tão facilmente por gerações sucessivas de cérebros individuais. Deus existe, mesmo se apenas sob a forma de um meme com alto valor de sobrevivência ou de poder infectante no ambiente fornecido pela cultura humana.”

O que leva, afinal, pessoas que se dizem “racionais” e que costumam abominar a religião por acreditar que ela seja anti-racional, CRER numa jibóica tolice desta estirpe?

A resposta me parece até simples demais: é que os “memes” servem como desculpa ou pretexto a fim de tentar explicar o universal fenômeno religioso por um viés "científico."

Como se sabe, nunca foi encontrado povos ateus. O ateísmo sempre existiu de maneira errática e de forma isolada. A crença em Deus (ou deuses) é, pois, um fenômeno universal e atemporal. E é bom que se diga que isso nunca foi problema para os “ateus clássicos”, os quais viveram (e ainda vivem) sua filosofia de vida por motivos estritamente pessoais, sem necessidade de fazer dele um concorrente para a religião.

Com os “memes”, Dawkins tentar dar uma roupagem científica à crença religiosa que ele tanto abomina. É mais ou menos algo parecido com aquilo que os cientistas de Hitler tentaram fazer em relação aos judeus e outras minorias consideradas “inferiores”. Ou seja, tentar encontar respaldo “científico” para justificar uma opção ideológica. Dawkins, que se recusa a aceitar a crença religiosa como um fenômeno não suscetível de ser explicado sob a égide da Seleção Natural, busca com os “memes” dar uma resposta “científica” ao que considera “pior do que um vírus”, ou seja, exatamente a religião.

Obviamente (e isso faz parte da estratégia), além da religião ele inclui outros elementos da cultura como passíveis de serem “ mimetizados”. Do contrário, a cousa ficaria às claras.

Seja como for, conduzindo ao extremo a hopótese dos “memes”, e levando em conta que não podem ser detectados em laboratórios ou em tubos de ensaio, ou seja, não podem passar pelo crivo da ciência empírica, pode-se concluir com a mesma “lógica dawkinsniana” que existe um meme para a fé nos próprios memes. Se não for assim, mandem os livros sobre lógica ao
Index Librorum Prohibitorum.


É isso!

Darwin por ele mesmo: os órgãos rudimentares


Não é de hoje que os darwinistas fazem menção dos chamados “órgãos vestigiais” como prova da evolução; todavia, como bem escreve Michael Behe, o argumento não convence. E ele explica o porquê: "o fato de não termos ainda descoberto um uso para uma determinada estrutura não implica que esse uso não exista. As amígdalas foram outrora consideradas órgãos inúteis, embora uma função importante na imunidade tenha sido descoberta para elas. A pélvis da píton poderia estar fazendo alguma coisa útil que ignoramos. Esse argumento aplica-se também em escala molecular: os pseudogenes da hemoglobina e outros pseudogenes, embora não sejam usados para fabricar proteínas, talvez sejam utilizados para outras coisas que ainda não sabemos quais são”.

Além das amígdalas, outro órgão que há muito serviu de muleta para os ultradarwinistas como prova de Evolução foi o apêndice; no entanto, recentemente a Sociedade Brasileira de Parasitologia divulgou uma notícia na qual afirma terem encontrado uma função para este órgão:

Cientistas dizem ter encontrado função do apêndice

Segundo estudo realizado na Duke University Medical School e publicado na revista Journal of Theoretical Biology, ele produz e protege os germes "bons" que atuam no intestino.

Os pesquisadores afirmam que a função do apêndice parece estar relacionada com a população de bactérias que habita e ajuda o sistema digestivo.

- O apêndice age como uma casa segura para esses microorganismos - afirmou Bill Parker, co-autor do estudo, à CNN.

Segundo o pesquisador, o apêndice também funciona como uma fábrica de bactérias, cultivando os germes "bons". Esta característica, no entanto, não é mais necessária em uma sociedade moderna e industrializada, de acordo com Parker.

- Se a flora intestinal de uma pessoa morre, ela pode ser repovoada facilmente adquirindo germes de outras pessoas - explicou o pesquisador. - Mas em tempos passados, quando epidemias de cólera eram freqüentes e a população era menor, o apêndice tinha sua função.

Há gerações o apêndice tem sido considerado uma parte supérflua do corpo humano, fazendo com que ele seja rotineiramente retirado, pois, quando inflamado, pode levar a pessoa à morte. De acordo com o Centro de Controle e Prevenções de Doenças dos EUA, 321 mil americanos foram internados com apendicite há dois anos.

Bem, tal argumento também fora muito bem aproveitado por Charles Darwin como uma verdadeira "prova" da MACROevolução gradualista. A seguir, vão alguns textos extraídos do seu livro menos conhecido “A Origem do Homem e a Seleção Sexual”, publicado Pela Hemus Editora em idioma português, com os quais ele trata da questão. Vejamos...

----

“Órgãos rudimentares — Este assunto, embora não intrinsecamente mais importante do que os anteriores, aqui será tratado mais amplamente, por muitas razões. Não se pode citar nenhum animal superior que não possua algum órgão num estágio rudimentar; e o homem não é exceção da regra.

Os órgãos rudimentares distinguem-se daqueles em formação, ainda que em alguns casos a distinção não seja fácil. Os primeiros, ou estão completamente fora de uso — como as mamas dos quadrúmanos machos ou os incisivos dos ruminantes que não penetram mais as gengivas — ou são de uma utilidade tão irrisória para os seus atuais possuidores, a ponto de com dificuldade fazerem crer que se tenham desenvolvido nas condições presentes.

Nesta última condição os órgãos não são estritamente rudimentares, mas tendem para esta direção. Por outro lado os órgãos nascentes, embora ainda não completamente desenvolvidos, são muito úteis para quem os possui e são suscetíveis de ulterior desenvolvimento.

Os órgãos rudimentares são altamente variáveis. Isto é em parte compreensível,
porquanto são inúteis ou quase inúteis e conseqüentemente não estão ulteriormente sujeitos à seleção natural. Depois muitas vezes se suprimem completamente; contudo, quando isto acontece, podem ocasionalmente reaparecer por reversão — fato este digno de atenção.
Os motivos principais que fizeram com que os órgãos se tornassem rudimentares parecem ter sido o não-uso naquele período da vida em que o órgão é sobretudo usado (o que sucede em geral durante a maturidade) bem como a herança num período correspondente da vida.

[...]

Em muitas partes do corpo humano foram observados rudimentos de diversos músculos; e não poucos músculos, que regularmente estão presentes em alguns animais inferiores, podem às vezes aparecer no homem de forma muito reduzida. Cada um de nós tem observado a faculdade própria de muitos animais, em particular dos cavalos, de mover ou de contrair a pele, mediante o panniculus carnosus. Resíduos deste músculo se encontram em estado eficiente em várias partes do nosso corpo; por exemplo, o músculo da testa com o qual se levantam as pálpebras.

[...]

Aqueles que acreditam no princípio da evolução gradativa não admitirão de súbito que na sua for¬ma presente o sentido do olfato seja apanágio do homem desde as origens, conforme o é presentemente. Numa forma enfraquecida e assaz rudimentar o homem herdou esta faculdade de algum antepassado distante, ao qual fora muito útil e que era por ele continuamente usada.

[...]

O sistema uro-genital apresenta várias estruturas rudimentares, mas por um aspecto importante estas diferem dos casos anteriores. Neste caso não se trata do resíduo de uma parte, que não pertence à espécie em nível eficiente, mas de uma parte que num sexo é eficiente, ao passo que no outro não constitui senão um mero rudimento. Não obstante isto, como nos casos anteriores, a presença destes rudimentos é igualmente difícil de se explicar com a teoria da criação se parada de cada uma das espécies.

[...]
A esta altura desejo dar somente alguns exemplos destes rudimentos. É sobejamente sabido que nos machos de todos os mamíferos, inclusive o homem, encontram-se mamas rudimentares. Em alguns casos estas se desenvolveram bem e têm emitido uma copiosa quantidade de leite. A identidade essencial nos dois sexos é igualmente revelada pela extensão da simpatia em ambos durante o ataque de sarampo.

A vesícula prostatica observada em muitos mamíferos machos agora por toda parte é conhecida como homóloga ao útero feminino, junto com o canal conexo. É impossível ler a notável descrição deste órgão feita por Leuckart e a sua argumentação, sem que se reconheçam o acerto das conclusões. Isto é particularmente claro no caso dos mamíferos em que o verdadeiro e próprio útero feminino se bifurca, de vez que nos machos a vesícula se bifurca também. Aqui poderiam ser acrescentadas algumas outras estruturas rudimentares próprias do sistema reprodutivo .

[...]

Para poder compreender a existência de órgãos rudimentares supusemos somente que antepassados primitivos deviam possuir as partes em questão num estado perfeito e que, com a mudança dos costumes de vida, estas se foram gradativamente reduzindo, seja pelo simples não-uso, seja pela seleção natural daqueles indivíduos menos carregados de partes supérfluas, com o concurso de outros agentes anteriormente indicados” (p. 15-38).
[...]

“Estes diversos casos de reversão estão em relação tão estreita com aqueles dos órgãos rudimentares mencionados no primeiro capítulo, que muitos deles poderiam ter sido introduzidos cá e lá de maneira indiferente. Assim, um útero humano provido de chifres se pode dizer que representa, num estado rudimentar, o mesmo órgão de certos mamíferos numa condição normal. Algumas partes que no homem são rudimentares, como o cóccix em ambos os sexos e as mamas no sexo masculino, estão sempre presentes; ao passo que outras, como o furo supracondilóide, só aparecem, ocasionalmente e por esta razão poderiam ser introduzidos no parágrafo da involução. Estas diversas estruturas reversíveis, como aquelas estreitamente rudimentares, revelam de modo indiscutível a descendência do homem de formas inferiores” (p. 57).


É isso!

-------
Fonte:
Charles Darwin. “A Origem do Homem e a Selação Sexual”. Tradução: Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca. Hemum, Livraria Editora LTDA. São Paulo, 1974.

Darwin por ele mesmo: as mulheres


Em uma de suas peças, o dramaturgo grego, Eurípedes, que viveu bem antes de Cristo (485? a.C. – 406 a.C.?), colocou na boca da personagem Hécuba estas palavras: “Por causa de nossos costumes, nós, mulheres, não temos permissão para encarar os homens.”

Nos tempos bíblicos, em Israel, a mulher sofria inúmeras restrições. Diz-se que havia uma oração específica na qual o homem dava graças a Deus por não ter nascido cachorro ou mulher. E na antiga Grécia, a mulher vivia exclusivamente em função do marido. Ocupava seu tempo fiando, tecendo e cuidando dos afazeres domésticos e dos filhos. Na prática, pode-se afirmar que era a primeira entre as escravas. Recebia muito pouca instrução. Estava sempre confinada nos gineceus. Quando o marido recebia visitas, ela só podia aparecer quando chamada por ele. Já em Roma, o homem era o senhor absoluto do lar, o juiz de todas as questões familiares, o pater famílias. Não obstante tivesse condição de vida melhor do que à da mulher grega, a romana sofria dos mesmos preconceitos e discriminações. Ela era apenas uma possessão do homem, a quem deveria submeter-se incondicionalmente, satisfazendo todos os seus caprichos.

Bem, embora Charles Darwin tenha vivido num período bem recente historicamente, mesmo em sua época a mulher era igualmente vítima do machismo e do preconceito da sociedade patriarcal. Aqui mesmo no Brasil, lá pelos idos de 1850, a mulher só saía à rua acompanhada e em dias preestabelecidos; o mais tempo ficavam enclausuradas em suas casas, bordando, cozendo e, nas palavras escritor Manuel Proença: “falando mexericos”. Ou seja, a mulher não tinha uma participação ativa na sociedade. Não podia trabalhar fora. Não podia votar. Não podia reivindicar seus direitos. Enfim, vivia em exclusivamente em função do marido e dos filhos.

Portanto, não tenciono com este tópico atribuir a Darwin alguma exclusividade sobre o machismo. Absolutamente. A sociedade daquele momento era predominantemente machista, incluindo a igreja. Todavia, o que pesa sobre Darwin foi o fato dele tentar justificar a “inferioridade” da mulher por intermédio de argumentos que denominou de “científicos”. Tanto ele, quanto Galton, Spencer Broca entre outros tentaram encontrar na natureza elementos que confirmasse o homem como superior ao “sexo frágil.” Broca, por exemplo, fez uso dos estudos crânios para concluir que a mulher, da mesma forma que o negro e o índio tinha um cérebro menor que o do homem, e por isso, era mentalmente inferior a este.

Darwin, por sua vez, apelou para os mecanismos ditos evolutivos, como a seleção natural, para chegar à mesma conclusão que Broca. Em seu livro menos conhecido “A Origem do Homem e a Seleção Natural”, traduzido em português pela Hemus Editora, ele destila sem cerimônia seu “machismo evolutivo”, afirmando que a mulher é inferior ao homem inclusive em suas capacidades mentais. A seguir, vão alguns dos textos nos o grande Darwin dá mostra de que idéias científicas muitas vezes precisam ser analisadas com critérios e parcimônia. O que hoje é “cientificamente verdadeiro”, amanhã poderá ser apenas preconceito do passado ou outra visão errônea da realidade. Vejamos, pois, um pouco mais deste “outro Darwin”:

”O homem é mais corajoso, belicoso e enérgico e possui um espírito mais inventivo. O seu cérebro é muito maior, sem dúvida, mas ainda não se conseguiu constatar se é ou não proporcional às suas maiores dimensões”

As crianças masculinas e femininas assemelham-se, como a prole de tantos outros ani¬mais cujos adultos diferem notavelmente; também elas se parecem mais com a fêmea do que com o macho adulto.
No fim a fêmea assume, porém, alguns caracteres distintivos e na formação do crânio parece assumir um caráter intermediário entre o menino e o homem (p. 641).

“Entre os povos civiliza¬dos, o costume de bater-se pela posse da fêmea há muito tempo que cessou; por outro lado, em geral os homens trabalham mais do que as mulheres pela comum existência e assim a sua maior força se conservou” (p. 647).

Diferenças no poder mental dos dois sexos — É provável que a seleção sexual tenha desempenhado um papel importantíssimo nas diferenças desta natureza. Sei que alguns estudiosos duvidam da existência de tal diferença, mas ela é pelo menos provável em face da analogia com animais inferiores que apresentam outros caracteres sexuais secundários. Ninguém duvidará que o touro tem um comportamento diferente daquele da vaca, o javali daquele da porca, o garanhão daquele da égua e, como todos sabem, os machos dos grandes símios daquele das suas fêmeas. A mulher parece diferir do homem na atitude mental, sobretudo em razão da maior ternura e da menor dose de egoísmo; isto se verifica também entre os selvagens, conforme demonstra uma conhecida passagem das Viagens de Mungo Park e pelas observações feitas por muitos outros viajantes".

[...]

Em geral se crê que a mulher supera o homem na intuição, na maneira rápida como entende as coisas e talvez na imitação, mas pelo menos algumas dessas faculdades são características das raças inferiores e por conseguinte de um estágio de civilização mais baixo e já ultrapassado (p. 647, 648).
A distinção principal nos poderes mentais dos dois sexos reside no fato de que o homem chega antes que a mulher em toda ação que empreenda, requeira ela um pensamento profundo ou então razão, imaginação, ou simplesmente o uso das mãos e dos sentidos. Se houvesse dois grupos de homens e mulheres que mais sobressaíssem na poesia, na pintura, na escultura, na música (trate-se da composição ou da execução), na história, nas ciências e filosofia, não poderia haver termos de comparação. Baseados na lei do desvio da média, tão bem ilustrada por Galton em seu livro Hereditary Genius, podemos também concluir que, se em muitas disciplinas os homens são decididamente superiores às mulheres, o poder mental médio do homem é superior àquele destas últimas (p. 649).

“Estas faculdades, como também o gênio, devem ter-se desenvolvido no homem em parte por meio da seleção sexual, isto é, pela luta com machos rivais, e em parte através da seleção natural, ou seja, pelo êxito na luta contínua pela existência; visto que em ambos os casos a luta se terá dado durante a idade madura,
os caracteres obtidos devem ter sido transmitidos de maneira mais perfeita à prole masculina do que à feminina.

Isto se enquadra plenamente na hipótese da modificação e do fortalecimento de muitas das faculdades mentais com a seleção sexual; mediante tal hipótese, sustenta-se que no início elas sofreram uma mudança considerável durante a puberdade e, além disso, que os eunucos possuem tais qualidades em grau inferior durante toda a vida.
Desta maneira o homem se tornou finalmente superior à mulher. Realmente é uma sorte que nos mamíferos prevaleça a lei da transmissão igual dos caracteres de ambos os sexos, porque, se assim não fosse, o homem se teria tornado tanto superior à mulher nos dotes mentais quanto o pavão o é em relação à própria fêmea, no que se refere à plumagem ornamental” (p. 650).
“Devemos lembrar que a tendência dos caracteres adquiridos por um dos dois sexos em idade madura em transmitir-se ao mesmo sexo na idade correspondente e a tendência dos caracteres adquiridos precocemente no sentido de se trans¬mitirem a ambos os sexos, constituem regras que, embora se encontrem comumente, nem sempre devem ser consideradas válidas. Se assim o fossem, poderíamos concluir (mas isso ultrapassaria os limites a que me propus) que os efeitos hereditários da educação juvenil de rapazes e moças devem transmitir-se a ambos os sexos de igual modo, de forma que a atual desigualdade das qualidades mentais entre os sexos não poderia ser anulada por uma igual educação juvenil, nem pode ela ter sido causada por uma educação juvenil diferente. Para que fosse capaz de alcançar o mesmo nível do homem, quando em idade quase adulta, a mulher deveria praticar a energia e a perseverança e exercitar ao máximo a razão e a imaginação; provavelmente poderia então transmitir tais qualidades às filhas adultas. Seja como for, as mulheres não poderiam alcançar estes resultados, a menos que durante muitas gerações aquelas que excedem nas supraditas qualidades se casassem e dessem ao mundo mais filhos do que as outras."

Com respeito à força corpórea, já temos visto que, embora os homens não combatam pelas suas mulheres, pois que tal forma de seleção já está superada, na maturidade eles devem sustentar uma dura luta para manter a si mesmos e a família; e isto vem contribuir para conservar e aumentar as suas qualidades mentais e conseqüentemente a atual desigualdade entre os dois sexos” (p. 651).

“Alguns observadores competentes atribuíram em parte a prática incrivelmente espalhada do infanticídio ao desejo que as mulheres tinham de conservar um aspecto agradável” (p. 664).


É isso!

Fonte:
Charles Darwin. “A Origem do Homem e a Selação Sexual”. Tradução: Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca. Hemum, Livraria Editora LTDA. São Paulo, 1974. (p. 710-712).

"A Síndrome de Darwin"


É amaplamente sabido que as idéias de Darwin quando aplicada ao ser humano fora responsável por inúmeras ideologias racistas, dentre as quais a pior de todas elas: a Eugenia. O próprio Darwin ao introduzir sua teoria ao homem, não deixou dúvida quanto à existência de dois grupos distintos: o homem civilizado e intelectualmente “superior” e o “selvagem” com sua capacidade mental "reduzida". Obviamente Darwin “estava” no primeiro grupo.

Mas as idéias de Darwin não ficaram restritas à Europa. Em praticamente em todo o mundo Ocidental, ela vingou e deixou suas marcas. Aqui mesmo no Brasil o darwinismo social teve forte influência entre médicos e escritores, como o grande Monteiro Lobato. Já nos Estados Unidos o darwinismo social chegou ao seu estado mais temível, sendo amparado inclusive por lei. Durante décadas uma quantidade enorme de mulheres consideradas portadoras de alguma patologia hereditária foi violentamente impedida de gerar filhos, tendo como pretexto o bem-estar da sociedade. Isso sem falar na influência do darwinismo em regimes totalitários como o nazismo.

Pois bem. Um outro grupo que também fora fortemente atingido pela “síndrome de Darwin”, foi o portador da condição tecnicamente conhecida como "trissomia 21", ou mais popularmente a “síndrome de Down.”

Para quem não sabe, a expressão “síndrome de Down” tem esse nome em homenagem ao do médico inglês John Angdon Down, que descreveu esse distúrbio genético numa publicação de 1866. E, aos que também desconhecem, o médico Down fora inicialmente influenciado pelos estudos de Darwin. Tomando como base o livro “A Origem das Espécies”, ele inferiu que aquelas características sindrômicas eram um retorno a um tipo racial oriental primitivo relacionado ao habitante da Mongólia, daí ter apelidido o termo de “mongolismo” ou "idiotia mongolóide", o primeiro, aliás, usado até nos dias de hoje.

Em “O Polegar do Panda”, Gould faz menção de uma frase de Down na qual ele confirma sua tentativa de classificar os “débeis mentais” num “sistema natural:"

"Mantive a minha atenção dirigida por algum tempo para a possibilidade de criar uma classificação dos débeis mentais, organizando-os em torno de vários padrões étnicos — em outras palavras, construindo um sistema natural”(p. 146).

Mais recentemente, sob o rótulo de “Sociobiologia”, o darwinismo social refloresceu através dos genes. Os sociobiologistas fazem uso da falácia genética para tentar explicar uma vasta gama de comportamentos humanos específicos. Para eles, há genes para os mais variados gostos e exigências: genes da guerra, genes da violência, genes da religiosidade, genes do homossexialismo, gene do altruísmo etc. etc. etc. O determinismo genético chegou a tal ponto que o ideólogo Richard Darwkins criou um conceito metafísico ("memes") para explicar, por exemplo, o porque da religião ser um fenômeno de natureza universal.

Assim, mesmo em pleno século XXI, o darwinismo social teima em resistir ao mais abalizado argumento do “politicamente correto”. E o mais dramático e espantoso de tudo isso, é que tal ideologia segue adiante tendo à reboque a camuflagem de ciência...

A ciência?


É isso!

08/07/2009

Darwin por ele mesmo: A ESPIRITUALIDADE HUMANA


No seu “A Origem das Espécies”, Darwin passa comodamente ao largo das implicações de sua teoria para com o homem. Todavia, no seu livro menos conhecido “A Origem do homem”, ele penetra na questão e aí, suas opiniões deixam pouca margem de dúvida.

Neste livro Darwin escancara sem a menor timidez todo seu apreço pelo materialismo filosófico. Stephen Jay Gould discorre abertamente sobre esta questão, em seu livro “Darwin e os grandes enigmas da vida”:

“Dois extraordinários livros de anotações de Darwin podem conter a resposta para texto e comentários mais extensos .
[...]
Os chamados M e N notebooks foram escritos em 1838 e 1839, enquanto Darwin reunia as notas que formariam a base para seus ensaios de 1842 e 1844. Neles se acham os pensamentos de Darwin sobre filosofia, estética, psicologia e antropologia.

Ao relê-los, em 1856, Darwin classificou-os como "cheios de metafísicas sobre a moral". Muitas de suas declarações mostram que esposava mas temia expor princípios de algo que sabia ser muito mais herético que a própria evolução: o materialismo filosófico — o postulado de que a matéria é tudo na existência e de que todos os fenóômenos mentais e espirituais são subprodutos dela.Nenhuma noção poderia ser mais inquietante para as arraigadas convicções do pensamento ocidental do que a declaração de que a mente — por mais complexa e poderosa que seja — é um simples produto do cérebro.”
[...]
"As notas provam que Darwin se interessava por filosofia e que estava ciente de suas implicações. Sabia que a principal característica a distinguir sua teoria de todas as outras doutrinas evolucionistas era seu inflexível materialismo filosófico. Outros evolucionistas falavam em força vital, dirigismo histórico, luta orgânica, e na irredutibilidade essencial da mente — uma armadura de conceitos que a cristandade tradicional podia aceitar como meio-termo, já que permitia a um Deus cristão trabalhar pela evolução, e não pela criação. Darwin falava apenas em variação ao acaso e seleção natural."

“Nas notas, Darwin aplicou resolutamente seu materialismo à teoria da evolução de todos os fenómenos da vida, inclusive ao que ele próprio chamou de "a própria cidadela" — a mente humana.”
[...]
“Essa crença era tão herética que Darwin chegou a contorná-la em The Origin ofSpecies (A Origem das Espécies, 1859), onde aventurou-se apnas ao crítico comentário de que "a origem do homem e sua história será esclarecida".
Só trouxe suas crenças à luz quando não pode escondê-las mais, em Descent of Man (A Descendência do Homem, 1871) e em The Expression of the Emotions in Man and Animais (A Expressão das Emoções em Homens e Animais, 1872). Alfred Rusell Wallace, o co-descobridor da seleção natural, nunca foi capaz de aplicá-la à mente humana, por ele considerada como a única contribuição divina à história da vida. Darwin, entretanto, transpôs 2000 anos de filosofia e religião no mais extraordinário epigrama do chamado M notebook...” ("Darwin e os Grandes Enigmas da Vida". Martins Fontes. (p. 14).

Bem. Discute-se muito se Darwin era ateu, agnóstico ou se mantinha, ainda que latentemente, algum resquício da crença em Deus.

Discussão à parte, é sabido que Darwin ao embarcar em sua viagem no navio Beagle, mantinha uma postura rigidamente criacionista. Sabe-se também que ao retornar dessa viagem, ele ainda mantinha a mesma posição. A mudança de postura, muito mais do que resultado daquilo que ele viu, observou e anotou em sua viagem, deveu-se primordialmente à influência de autores ideologicamente materialistas como Lamarck e Spencer. Ao discorrer, por exemplo, acerca de como o homem passou a acreditar em Deus (ou deuses), ele faz menção, entre outros, de Herbert Spencer:

"De maneira semelhante H. Spencer, em seu trabalho genial publicado em “Fortnightly Review”, de 1.° de maio de 1870, pg. 535, explica as primeiras formas da crença religiosa no mundo, mediante o fato de o homem ser levado a considerar-se como urna dúplice essência, física e espiritual, por meio de sonhos, sombras e outras causas. Dado que se supõe que a essência espiritual existe depois da morte e que é poderosa, a mesma é propiciada com dons e se invoca a ajuda dela. Mais adiante o autor demonstra que depois de um longo período é de se supor que os animais ou os objetos que deram o nome aos primeiros antepassados ou fundadores de uma tribo representam efetivamente os progenitores da própria tribo e, imaginando que existem in natura ainda como espírito, são espíritos maus é mais espalhada do que a crença nos espíritos bons” (p. 117).

A seguir, o trecho completo do mesmo livro “A Origem do Homem”, no qual Darwin pondera sua visão acerca do grande enigma que é a espiritualidade humana.

"Não existe prova de que o homem originariamente fosse dotado da nobre fé na existência de um Deus onipotente. Pelo contrário, existe ampla prova, fornecida não por viajantes ocasionais, mas por homens que residiram por muito tempo entre os selvagens, de que existiram numerosas raças, e ainda existem, as quais não têm ideia de um ou de mais deuses, e que em sua língua não têm palavras para exprimir esta ideia. Naturalmente, o problema é de todo diverso daquele mais elevado, isto é, se existe um criador e governador do universo; a isto tem sido respondido em sentido afirmativo pêlos intelectos mais elevados que já existiram.Se contudo sob o termo "religião" incluímos a crença em agentes invisíveis ou espirituais, então o caso é completamente diferente, isto porque tal crença parece universal para as raças menos civilizadas. (p. 116).

Note-se que, para Darwin, enquanto a crença em Deus fazia parte da cultura “civilizada” (ou seja, à sua própria cultura) a crença em “agentes invisíveis” era uma prática apenas de pessoas “incivilizadas”. A idéia adapta-se perfeitamente à aspiração ideológica de Darwin, que via na cultura européia o modelo de “progresso da evolução humana”. Mas, sigamos...

"Tampouco é difícil compreender como é que isto acontece. Foi só as importantes faculdades da imaginação, da admiração e da curiosidade, juntamente com o poder da razão, se desenvolverem parcialmente, que o homem pretendeu naturalmente que estava já entendendo o que estava acontecendo em volta dele e procurou vagamente indagar sobre a própria existência. Conforme M'Lennan observou: "Algumas explicações dos fenômenos da vida o homem as deve ter encontrado por si só e, a julgar pela sua universalidade, parece que as hipóteses mais simples e que foram as primeiras a povoarem a mente do homem foram as seguintes: os fenômenos naturais são atribuíveis à presença — nos animais, nas plantas, nas coisas e nas forças da natureza — de certos espíritos que incitam a agir, espíritos estes que os homens estão cônscios de que possuem".

Conforme mostrou Tylor, é também provável que os sonhos tenham sido os primeiros a dar origem à ideia dos espíritos, visto que os selvagens de fato não distinguem entre as impressões subjetivas e objetivas. Quando um selvagem sonha, crê que as imagens que lhe aparecem provenham de longe para se deterem diante dele; ou então: "o espírito do sonhador divaga durante suas viagens e volta para casa com a lembrança daquilo que viu". Mas enquanto as faculdades da imaginação, da curiosidade, da razão, etc. não tiverem alcançado um desenvolvimento completo na mente do homem, os seus sonhos não levarão a crer nos espíritos mais do que um cão acredita. (p. 116).

Perceba a conotação racista de Darwin para com àqueles considerados “selvagens.” Segundo ele, a crença dos “selvagens” iguala-se ao estado mental de um cão. Isto é ainda mais visível na continuação do texto a seguir:

"A tendência que os selvagens possuem de imaginar que os objetos naturais e as causas são animados de essências espirituais ou viventes talvez possa ser ilustrada por um pequeno fato que certa vez presenciei: o meu cão, um animal adulto e muito sensível, num dia quente e tranquilo achava-se num prado; a uma pequena distância uma leve aragem de vez em quando movia uma sombrinha aberta; se alguém tivesse estado aí por perto o cão nem teria ligado para este detalhe. No entanto, toda vez em que a sombrinha se movia ligeiramente, o cão arreganhava os dentes e latia. Creio que deve ter perguntado, de maneira rápida e inconsciente, se o movimento sem causa aparente não estaria indicando a presença de algum estranho agente animado, e que nenhum forasteiro tinha o direito de estar no seu território. A crença em agentes espirituais poderia facilmente levar à fé numa ou mais divindades. Com efeito, os selvagens atribuem aos espíritos as mesmas paixões, o mesmo amor pela vingança ou então as mais simples formas de justiça bem como os mesmos sentimentos que eles mesmos experimentam” (p. 117).

Sob este aspecto parece que os habitantes da Terra do Fogo se acham numa situação intermediária, visto que, quando o cirurgião a bordo do "Beagle" abateu um pato selvagem novo, York Minster exclamou na maneira mais solene: "Oh, Sr. Bynoe, muita chuva, muita neve, muito vento", e isto era evidentemente uma punição atribuída ao fato de ter desperdiçado alimento destinado aos homens. Ademais, contou como durante muito tempo se levantaram temporais e caiu muita chuva e muita neve, quando seu irmão matou "um homem mau". Contudo nunca conseguimos descobrir se os habitantes da Terra do Fogo acreditavam numa coisa igual à que nós chamamos de Deus, ou se praticavam ritos religiosos, e Jimmy Button com orgulho justificável sustentava altivamente que em sua terra não campeava o espírito do mal”

Agora, observem isto:

"Esta última afirmativa é a mais notável, pelo fato de que nos selvagens a crença nos espíritos maus é mais espalhada do que a crença nos espíritos bons.” (p. 117, 118)

Ou seja, para Darwin os “selvagens” estavam num estágio tão inferior que suas crenças eram muito mais direcionadas a espíritos maus do quem a espíritos bons. Tal assertiva cai como uma luva na evolução como progresso, cousa que Darwin compartilhava à modo de Spencer. Mas, prossigamos com Darwin...

"O sentimento da devoção religiosa é muito complexo, consistindo de amor, de uma completa submissão a um ser superior elevado e misterioso, de um forte senso de dependência, de medo, de reverência, gratidão, esperança no futuro, e talvez de outros elementos. Nenhum ser poderia experimentar uma emoção tão complexa sem avançar nas suas faculdades intelectuais e morais pelo menos até um certo nível moderadamente elevado. Não obstante, vemos um pálido sinal de aproximação a este estado da mente no profundo amor que um cão tem por seu dono, associado com a completa submissão, modo e talvez outros sentimentos.

O comportamento que um cão tem quando volta ao seu dono e, como posso acrescentar, também o de um símio para com o seu guarda amado, depois de transcorrida uma ausência, é muito diferente daquele que externa para com os seus próprios companheiros. Nesse último caso os transportes de alegria às vezes parecem ser menores e o senso de paridade se revela em toda ação. O prof. Braubach vai tão longe a ponto de sustentar que um cão considera o seu dono como um Deus .

As mesmas elevadas faculdades mentais que inicialmente levaram o homem a crer em agentes espirituais invisíveis e depois no fetiquismo, no politeísmo e, finalmente, no monoteísmo, levá-lo-iam infalivelmente a várias e estranhas superstições e hábitos, até que os seus poderes racionais ficam escassamente desenvolvidos.”
(p. 118).
É bom lembrar que não há consenso de que o politeísmo apareceu antes do monoteísmo. Mas isso para Darwin é interessante pois corrobora a idéia de que o homem ascendeu de um “estágio inferior” para à plena “civilização”, já que apenas os povos "civilizados" é que partilham da crença monoteísta, que denota progresso evolutivo.

E, para finalizar:

"Causa pavor pensar em muitos destes hábitos e superstições — como o sacrifício de seres humanos a uma divindade sedenta de sangue, as provas do veneno e do fogo com pessoas inocentes, a magia, etc.; contudo é bom que ocasionalmente se reflita nestas superstições, porquanto nos mostram que preito de gratidão infinita devemos nós ao aumento da razão, à ciência, ao conhecimento acumulado. Conforme muito bem observou Sr. J Lubbock: "Nunca é demasiado dizer que o horrível temos de um mal desconhecido pende como uma densa nuvem sobre a vida dos selvagens e causa inibição para todo prazer". Estas miseráveis e indiretas consequências das nossas faculdades superiores podem ser compa-radas com os erros causais e ocasionais dos animais inferiores” (p. 188, 119).

Note-se como Darwin, em seu espírito capitalista, mostra-se jiboicamente hipócrita. Ela critica os rituais dos chamados “selvagens”, mas ignora a brutalidade com a qual sua nação, a Inglaterra, fez uso para destruir e aniquilar povos inteiros mediante a força de seu imperialismo. Este é o Darwin naturalmente sem disfarce.

Fonte:
Charles Darwin. “A Origem do Homem e a Seleção Sexual”. Tradução: Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca. Hemus Livraria Editora LTDA. São Paulo, 1974. (p. 641-712).


É isso!

O darwinismo "na prática"

Em seu livro “A Miséria do Historicismo”, Karl Popper, refutando a ingênua pretensão de T. H. Huxley em atribuir à Evolução o status de “lei”, reduz o darwinismo a seu papel realmente merecido:
"A hipótese tem, melhor dizendo, o caráter de um enunciado histórico particular (singular ou específico).” Sendo assim, para Popper tal hipótese (a hipótese evolutiva) tem a rigor, o mesmo status do enunciado histórico do tipo: "Charles Darwin e Francis Galton possuíam um mesmo ancestral – ambos eram netos de uma dada pessoa”. Já em sua “Autobiografia Intelectual”, ele denomina o darwinismo de “Programa Metafísico de Pesquisa”. E explica o motivo: “É metafísico por não ser suscetível de prova” (p. 180).
Bem. Numa certa ocasião, quando indagado sobre quais seriam as aplicações práticas da Teoria da Evolução, um desses darwinistas deslumbrado com o maravilhoso mundo Darwin e fascinado pela palavra “diploma”, citou como exemplo de aplicação prática do darwinismo o "melhoramento genético”.

E, lamentavelmente tenho que confessar: "ele tem razão"!

Como é de conhecimento público, os postulados darwinistas tem sido um zero à esquerda para a prática da Medicina, por exemplo. No que diz respeito à criação de novos medicamentos, como antibióticos, tem sido tão útil quando aparelho para desentortar bananas. E, no que se refere à elaboração de novas vacinas, sua utilidade pode ser legitimamente comparada à água em pó. A única “contribuição” darwinista neste âmbito pode ser resumida no seguinte enunciado: "as bactérias que não morreram eventualmente vão suplantar as bactérias mortas.” Uma conclusão, sem dúvidas, jibóica!

Dito isto, voltemos ao que de prático nele se observa, ou seja, o tal “melhoramento genético” (dê-se aqui a devida relevância às aspas).

Todavia, ao escrever “melhoramento genético” não me refiro ao tipo de melhoria que é feita a fim de se obter melhores qualidades dos animais quanto à sua produtividade etc. Ora, não seria muito justo denominar à “contragosto” os antigos agricultores de darwinistas. Sim, afinal, muito antes de Darwin usar cueiro, e numa época em que não havia nenhum conhecimento de genética (e outros menos complexos ainda), já se fazia criteriosa seleção entre animais domésticos com o intuito de se conseguir raças mais fortes e produtivas.

Se hoje o melhoramento genético nesta área está mais sofisticado, é conseqüência óbvia do acúmulo de conhecimento com e o não menos óbvio conseqüente aumento da tecnologia no campo relacionado. Não tem, portanto, nenhuma relação com qualquer postulado darwinista. O próprio Darwin se utilizou dessa prática realizando cruzamentos com diferentes espécies de pombos. E, foi a partir dessa experiência que extrapolou suas idéias criando o conceito de “melhoria” social entre os homens. E é exatamente sobre esse tipo de “melhoria” (vide aspas) a que me referi.

Quando quiseram colocar em prática o darwinismo, os resultados foram os mais dramáticos e calamitosos possíveis. O próprio Darwin, a seu tempo, tencionou isso. Nélio Bizzo, um profundo conhecedor da obra do naturalista inglês, fala abertamente acerca disso, resumindo muito bem como funcionou “a prática" do darwinismo no âmbito sicial:

"Darwin e seu primo Francis Galton, juntamente com uma série de pensadores seus contemporâneos, acreditavam que a “raça” humana poderia ser melhorada se fossem evitados “cruzamentos indesejáveis”. A sociedade era vista com uma clara divisão: de um lado, os membros “superiores”, sadios, inteligentes, ricos e, obviamente, brancos; do outro lado, os membros “inferiores”, mal nutridos, doentes, pobres, de constituição racial duvidosa. Estes deveriam ser impedidos de se reproduzirem, pois acabariam por “rebaixar toda a raça”. A evolução biológica do homem poderia ser “acelerada”, limitando-se os mesmos rituais de seleção “vistos” na natureza. Os mais aptos, evidentemente, estavam entre os indivíduos das classes dominantes.

Darwin chegava até a prever a completa extinção de raças inteiras, consideradas “inferiores”. Escreveu pouco antes da morte, numa carta de 1881:

“Eu poderia esforçar-me e mostrar o que a seleção natural fez e ainda faz para o progresso da civilização, mais do que aquilo que pareceis admitir. Lembrai-vos do perigo que correram as nações européias, alguns séculos atrás, de serem esmagadas pelos turcos e de quanto este idéia nos parece ridícula hoje em dia. As raças mais civilizadas, que chamamos de caucásicas, bateram os turcos em campo raso na luta pela existência. Fazendo um relance sobre o mundo, sem olhar num porvir muito longínquo, quantas raças inferiores serão em breve eliminadas pelas raças que têm um grau de civilização superior!”

Se lembrarmos do jovem naturalista na Austrália, veremos que era este o raciocínio que utilizou para prever o futuro do canguru: seria dizimado pelos magricelas galgos ingleses. Se esta previsão estava errada, desgracadamente Darwin acertou com relação aos “civilizados”: assassinaram impiedosamente os povos primitivos que não aceitaram a submissão ao seu domínio.

No “Origem do homem”, deixava muita claras suas posições racistas: ”A seleção permite ao homem agir de modo favorável, não somente na constituição física de seus filhos, mas em suas qualidades intelectuais e morais (sic). Os dois sexos deveriam ser impedidos de desposarem-se quando se encontrassem em estado de inferioridade muito acentuada de corpo ou espírito”. E mais adiante:”Todos aqueles que não podem evitar uma abjeta pobreza para seus filhos deveriam evitar de se casar, porque a pobreza não é apenas um grande mal, mas ela tende a aumentar; (...) enquanto os inconscientes se casam e os prudentes evitam o casamento, os membros inferiores da sociedade tendem a suplantar (em número) os membros superiores. Como todos os animais, o homem chegou certamente ao seu alto grau de desenvolvimento atual mediante luta pela existência, que é conseqüência de sua multiplicação rápida; e, para chegar a um mais alto grau ainda, é preciso que continue a ser mantida uma luta rigorosa (...). Deveria haver concorrência aberta para todos os homens e dever-se-iam fazer desaparecer todas as leis e todos os costumes que impedem os mais capazes de conseguir seus objetivos e criar o maior número possível de crianças."

O grande Charles Darwin não declara expressamente a que grupo pertencia. Mas pelo fato de ter tido dez filhos e de ser uma pessoa rica, deduz-se facilmente...

É comum dizer-se que Darwin não afirmou que o homem descendia do macaco. Darwin dizia coisa muito pior. Seu racismo não o abandonava. Afirmava que o homem descendia dos selvagens! E não parava aí. Dizia que preferia descender de um forte e valente macaco, do que ter um desses selvagens como ancestral.A aplicação de sua teoria ao homem, ou, mais propriamente, e extensão ao organismo humano dos valores burgueses de propriedade privada e acumulação, resultou no que se chamou eugenia.

O melhoramento da raça através de recomendações da eugenia eram os ideais do nazismo. O Estado Nazista não era portanto nada mais do que um Estado capitalista onde a melhoria do corpo dos cidadãos fazia parte da estratégia global de aumento do produtividade.Hitler garantia procriação aos cidadãos alemães e possuíssem cabelos loiros, boa estrutura, queixo bem formado, nariz fino a arrebitado, olhos claros e profundos e pele rosado. Os homens selecionados poderiam ingressar na tropa de elite, a SS, e poderiam ter o número de filhos que desejassem, sem precisar casar. O Estado cuidaria de criar e educar tais crianças, segundo os ideais do nazismo.
A trajetória do nazismo é bem conhecida. As Câmaras de gás e os seis milhões de assassinatos, também... O que pouco se fala é que os Estados Unidos também adotavam políticas eugenistas na mesma época.

No Congresso de Eugenia de Nova Iorque, em 1933, foi proposta a esterilização em massa dos alcoólatras, criminosos e loucos. Tal medida “limparia” a sociedade norte-americana de toda “escória humana”, em poucas gerações. No Brasil, a Liga Brasileira de Higiene Mental propôs, em 1934, que se formassem tribunais eugênicos, para classificar os indivíduos, reforma eugênica dos salários (os brancos deveriam ganhar mais) e seguro-paternidade eugênico, assegurando assistência à criança branca.A eugenia de forma alguma foi característica exclusiva do nazismo. Esteve, e está, presente nas nações capitalistas com pretensões hegemônicas. Os “brancos de esperma”, as pesquisas de fecundação artificial etc., são prova disto.” (Nélio Vicenzo Bizzo. Editora Brasiliense: “O que é Darwinismo”, p. 67-71).

Está aí um exemplo prático do uso do darwinismo. De resto sobram deslumbramento, fascinação, paixão, imaginação, diplomas e a MICROevolução.


É isso!

A “Ida” dos que não foram


“Respeitável público!

Preparem os seus corações para o inusitado, o insigne, o esplendoroso e o deslumbrantemente admirável. Mais impressionante que a viagem do homem à Lua, mais formoso que a Mona Lisa e mais raro que o Cálice Sagrado (rufam os tambores), lhes apresento o magnificente... (suspiros, espanto e concentração)...

Darwinius masillae! A descoberta que irá revolucionar tudo o que se sabia até aqui sobre a evolução do Homem (aplausos, delírios e desmaios).

Parece um tanto exagerado, mas quem acompanhou os noticiários no dia em que foi apresentado o fóssil “Ida”, não terá dificuldade em confessar o excesso, ou, no mínimo, abster-se de opinar. Nem mesmo o Google escapou à incrível histeria. A impressão que se tinha é que o próprio fóssil andava e soletrava Dar-win. Faltou apenas o lançamento de uma superprodução de Hollywood sob a direção de Steven Spielberg.

Mas, afinal, por que todo esse exagerado alarde? Como explicar este espetáculo orquestrado a favor do lançamento de um simples fóssil até então completamente desconhecido?

Bem. Todo mundo sabe que o maior problema do darwinismo residiu exatamente nos fósseis. O próprio Darwin havia reconhecido isso em seu livro “A Origem das Espécies”. Desde então tem havido um esforço faraônico com o intuito de encontrar fósseis que pudessem sustentar a veracidade do gradualismo. Nesta aventura inglória, muitos absurdos foram cometidos, por exemplo, inúmeras falsificações, das quais a mais conhecida, a do homem de Piltdown.

Em conseqüência disso, qualquer ossinho encontrado em algum lugar remoto, já é motivo de se fazer rolhas, de champanha, espocar em laboratórios em todo o mundo. E, quando a descoberta vai além de um dente ou de uma mandíbula, nesse caso ararancam-se gritos de "Eureka!" de cem mil gargantas. Assim, não é tão difícil descobrir os motivios pelos quais o fóssil “Ida” se tornou mais popular que muitas estrelas do cinema e da televisão. E o fato de acreditarem que tal fóssil seja o elo que mais explicaria a evolução humana, realmente teve um peso enorme em todo esse show. No entanto, quem já bebeu um bom vinho e já leu Shakespeare, sabe que a vida é feita também de ilusão. Todo este espetáculo hollywoodiano, como uma verdade, passará como o vento e evaporará como a neblina...

...mas ainda restará a esperança, que, para um “bom darwinista” sempre é a última que morre.


É isso!

Darwin, a sereia e o lobisomem


Ou:
Mitologia Darwiniana

Se há algo que incita à curiosidade são os mitos!
Durante toda a história, as narrativas imaginárias estiveram tão presentes entre os povos quanto à necessidade de alimentar e o desejo de amar. Não há povos sem mitos. Mesmo o homem moderno, em pleno esplendor do conhecimento, ainda este cultiva seus próprios mitos e crias suas próprias fábulas. Os mitos são, portanto, universais e atemporais.

Normalmente este tipo de narrativa (aqui incluo as lendas, as fábulas e contos populares) sugere uma verdade ou reflexão de ordem moral, com intervenção de deuses, semideuses, entidades inanimadas, heróis, pessoas comuns e toda sorte de animais. Quanto a estes últimos, é curioso observar a freqüência com que eles aparecem amalgamados com o homem. Na antiga mitologia grega, por exemplo, seres meio-animais, meio-homens, existiam em abundância: os centauros, as amazonas, as sereias, os sátiros, a Esfinge que procede do Egito, o Minotauro que recorda a civilização de Creta etc. Esse mesmo fenômeno era também muito frequente entre os antigos egípcios. Muitas de suas divindades foram representados por seres meio-homem e meio animal. Por exemplo: Rá, que era representado por um homem com cabeça de falcão. Igualmente: Tefnut, retratada como uma mulher com cabeça de leoa; Seth, representado por um homem com a cabeça de um tipo impreciso de animal; Hátor, às vezes representada com rosto de mulher e orelhas de vaca; Bastet, uma mulher com cabeça de gata; Sebek, um homem com cabeça de crocodilo.

Aqui mesmo no Brasil encontramos o famoso Lobisomem, que nada mais é do que uma mistura de lobo com homem.

Não há dúvidas, portanto, que existe um fascínio do homem pelos animais. Os seres míticos criados a partir dessas bizarras misturas nos remetem de algum modo a esta realidade. E o mais interessante é que essa fascinação pelos bichos não perde seu vigor mesmo com o advento da plena modernidade. Todavia, ao contrário de outrora, hoje esse estranho fenômeno recebe o nome de "ciência."

O mundo que muitos darwinistas construíram a partir dos supostos ancestrais do homem nos conduzem diretamente ao fabuloso universo das lendas.

E o irônico é que – progressivamente – o feio vai adquirindo uma gradual beleza. Aos poucos os hipotéticos ancestrais vão ganhando sempre uma aparência mais próxima do homem moderno. O Neandertal, por exemplo, de acordo com o fértil imaginário darwinista, é quase semelhante fisicamente ao europeu moderno. Porém, nota-se algumas diferenças, como o tamanho do nariz, da cabeça, o formato do rosto etc. Em relação aos Australopithecus, há todo um esforço em representá-los como seres do tipo metade homem e metade macaco. Quanto mais recente for a hipotética espécie hominídea mais bela fisicamente ela vai se tornando, culminando esses traços no homo sapiens. Quem atentamente observar, por exemplo, a representação do famigerado “Hobbit”, notará uma feição bem semelhante aos das personagens da série “Planeta dos Macacos.” . E o dramático: tais representações são artisticamente criadas a partir de simples ossos, como uma mandíbula.

E assim os mitos permanecem tempo adentro. Mudam os nomes, as caras e as narrativas, mas seu teor fantástico permanece atestando que o homem necessariamente precisa deles para preencher suas duras existências.

É isso!

07/07/2009

“Frases feitas” para darwinistas


O brasileiro é especialista em cunhar frases feitas. Para cada assunto, há sempre uma expressão na ponta da língua. Por exemplo: “jogar verde para colher maduro”, “comer gato por lebre”, “fazer de gato e sapato” etc. Segundo Alceu Maynard Araújo (“Folclore Nacional”), a frase feita evita o circunlóquio. Ela nada tem de perífrase, porque com poucas palavras, diz tudo, ou melhor, faz entender o que se quer dizer... Entretanto há os que não “entendem patavina” ou “não sabem pataca de qualquer coisa.”


Bom, como ninguém é de ferro, resolvi reunir algumas das mais conhecidas “frases populares” e outros não menos destacados provérbios da mesma estirpe, porém, dando-lhes uma conotação tipicamente darwinista. Sim, afinal, humor nunca é demais! Vejamos no que vai dá...


“Onde Judas perdeu as botas.” – Lugar onde estão os fósseis intermediários darwinistas.

"Um pé lá outro cá.” - Pessoa que aderiu à crença darwinista mas que não consegue esquecer à anterior.

“Maria vai com as outras.” – Pessoa que professa a crença darwinista apenas porque lhe disseram que se trata da mais racional.

“Virou casa da mãe Joana.” – Reunião de ultradarwinistas onde se discutem a influência das idéias de Darwin na sociedade de um modo em geral.

“Botar no chinelo.” - E o que Michael Behe faz em seu livro “A Caixa Preta de Darwin”.

“Pôr a barba de molho.” – Ter que esperar o elo que finalmente provará a Teoria da Evolução como incontestável.

“Meter os pés pelas mãos.” – Um darwinista tentando explicar a evolução gradual dos sistemas irredutivelmente complexos.

“Comer gato por lebre.” – Acreditar que um dente de porco seja um elo evolutivo.

“Vira-casaca.” – Criacionista que aderiu à crença darwinista.

“É um cão velho.” – O gradualismo ortodoxo darwinista.

“Ficar com água na boca.” – Darwinista lendo a explicação de Behe sobre a Complexidade Irredutível.

“Jogar verde para colher maduro.” – Darwinista explicando uma de suas falácias por meio de uma linguagem científica.

“Queimar as pestanas.” – Ateu darwinista durante à noite lendo a Bíblia em busca de contradições.“

Sem pestanejar.” – Um darwinista lendo “A Caixa Preta de Darwin.”

“Ficou xavié” (desapontado). – Darwinista após ler que o último elo evolutivo não se passava de uma farsa.

“Caiu na rede é peixe.” – Qualquer tipo de osso fóssil que pode ser manipulado a fim de provar a teoria da evolução como verdadeira.

“Em boca fechada não entra mosca.” – Darwinista que prefere não comentar sobre a evolução gradual dos sistemas de complexidade irredutíveis.

“Levantar com o pé esquerdo.” – Darwinista que dormiu pensando em Darwin e acordou sonhando com Adauto Lourenço.

“O bom filho à casa torna.” – Criacionista após uma longa temporada pelo darwinismo.

"Não atirar pérolas aos porcos.” – Um criacionista aconselhando o outro a não debater com um darwinista.

“A união faz a força”. – Francis Collins e Richard Dawkins assumindo o compromisso de defender a teoria da evolução do “neocriacionismo.”

“Apressado come cru.” – Darwinista que depositou sua confiança na última novidade evolutiva.

“Roupa suja lava-se em casa.” – Um darwinista após discutir com outro acerca de picuinhas evolutivas internas.

“Quem não tem cão caça com gato.” – Um darwinista se utilizando da microevolução a fim de provar que a macroevolução ocorre em tempo real.

“Devagar se vai ao longe.” – Lema de uma campanha a favor do gradualismo.

“Dos enganos vivem os Escrivães.” – Professor darwinista ensinando a seus alunos como uma ameba virou gente.

“Periquito come milho, papagaio leva à fama.” – Título de um livro onde se atribui a Darwin o mérito de ter sido o primeiro a cunhar a expressão “seleção natural.”

“De boas intenções, o inferno está cheio.” – Um darwinista teísta para um darwinista ateu após este querer lhe convencer sobre o “caráter científico” dos “memes” de Dawkins.

“Há males que vêm por bem.” – Um darwinista consolando o outro após saber que o “Hobbit” era um homem acometido de uma enfermidade, e não uma nova espécie como se supunha.

“Antes só do que mal acompanhado.” – Darwinistas fundamentalistas e ateus criticando os evolucionistas teístas.

“Muito falar, pouco acertar.” – Conclave da turminha “evo psy.”

“Saber esperar é uma grande virtude.” – Um darwinista incentivando o outro a não desanimar diante da ausência de fósseis.

“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade.” – Lema central da Teoria da Evolução.

“Ficar com o rabo entre as pernas.” – Um darwinista após ser indagado sobre qual seja a função do rabo do cavalo.

“Zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades.” – Resultado de uma briga entre grupos rivais de cientistas darwinistas.

"A ocasião faz o ladrão" - Cientista darwinista que falsificou um fóssil a fim de provar a TE como verdadeira.

"Em terra onde não há carne, urubu é frango." - Darwinista deslumbrado após encontrar um dente fóssil.

"As necessidades unem, as opiniões separam." - Churrasco entre darwinistas ortodoxos e evolucionistas teístas.

"Casa onde falta pão, todos brigam e ninguém tem razão." - Reunião entre grupos distintos de darwinistas onde se discutem o número de fósseis que comprovam a ancestralidade comum universal.

"De tostão por tostão se chega-se ao milhão." - Darwinistas que vivem do "negócio dos fósseis."

"Na vida é assim: uns armam o circo, outros batem palma." - Os espertalhões darwinistas e seus fãs bajuladores.

"Quem conta com a panela alheia, arrisca-se a ficar sem ceia." - Darwinistas que buscam em outros campos respaldos para suas idéias evolucionistas, como faz a turminha "evo psy."

“Muito riso, pouco siso.” – Um darwinista me criticando por ter publicado esta brincadeirinha.


É isso!

08/04/2009

A imensa complexidade dos vírus


Motor molecular descoberto em vírus. Vide:




Sabemos que os seres vivos têm que superar os mesmos tipos de problemas físicos encontrados pelos engenheiros. Todavia, os vírus, por definição, não estão vivos: precisam de um hospedeiro para sua replicação. A par disto, pergunto:

1 - Como é possível ter evoluído gradualmente uma bio-nanotecnologia de tão alta precisão como são os vírus?

2 - Como teria se desenvolvido, do ponto de vista MACROevolutivo, motores tão potentes, tão compactos e tão supereficientes como estes?

Vai aqui algo sobre esta interessantíssima desoberta. Não vou postar em inglês, mas em espanhol, para facilitar à leitura (estou um tanto “pachorrento” para tentar traduzir o texto):

“Las cubiertas proteínicas protectoras (cápsides) de los virus son extraordinarios ejemplos de ingeniería biológica de materiales. Estos contenedores sumamente regulares, automontados con dimensiones nanométricas tienen un diseño minimalista, pero combinan unas complejas funciones pasivas y activas. Además de la protección química, están involucrados en el empaquetado selectivo y en la inyección del material genético vírico".

[…]

“…extraordinariamente dinámica pero lo suficientemente elástica y resistente para resistir fácilmente la presión conocida de empaquetamiento del ADN (~ 60 atmósferas). Así, estas cápsides no sólo proporcionan un escudo químico, sino también una significativa protección mecánica para sus contenidos genéticos. Las cubiertas víricas son un ejemplo extraordinario de una solución de la naturaleza a un difícil problema de ingeniería de materiales: se automontan para formar fuertes cubiertas de una geometría definida de una forma precisa usando una cantidad mínima de diferentes proteínas."


É isso!

06/04/2009

DCL - Descendência Comum Limitada


Descendência Comum Limitada, ao contrário da Descendência Comum Universal, é um fenômeno cientificamente comprovado, sendo também um fato consumado. A DCL designa o conceito de que muitas variedades distintas de organismos similares dentro das diferentes espécies, estão relacionadas por ascendência comum. 

Um exemplo clássico de DCL diz respeito aos famosos tentilhões das Ilhas Galápagos, em que o padrão de distribuição biogeográfico de tais aves sugere fortemente que todas elas comportam um ancestral comum. Outro exemplo refere-se às muitas variedades de moscas de frutas do Hawai. 

Ressalvando que isto não implica na aceitação da Descendência Comum Universal, ou seja, a idéia de que todos os organismos estão relacionados por ascendência comum única.

Na DCL (Descendência Comum Limitada), portanto, o conjunto de mudanças morfológicas dá-se no interior de um grupo de seres vivos da mesma espécie ao longo do tempo, ou seja, ocorre intra-espécies. 

Na DCL as adaptações têm que ver, usando a própria linguagem darwinista, apenas com a sobrevivência do mais apto, e não que o aparecimento do mais apto. 

É notório que até o momento, as mudanças biológicas observadas favovorcem uma visão polifilética da história da vida, na qual muitas linhagens de animais ou plantas se desenvolveram separadamente (sem conexões genealógicas) durante a mesma história da vida. 

Lembrando que mudanças microevolutivas na freqüência dos genes não foram vistas como capazes de converter, por exemplo, um réptil em um mamífero ou converter um peixe num anfíbio. Não foram observados mudanças suficientes para sustentar que TODOS os organismos estão relacionados por uma ascendência comum universal. A aceitação desta tese é essencialmente uma opção fundamentada não em dados empíricos, mas no profundo anseio de se afirmar o materialismo como a única e melhor explicação para a história da vida. 

É isso!

Por que a África?


Estando a folhear um livro a que se pode denominar “tipicamente darwinista”, deparei-me com um capítulo denominado ”Por que a África? O autor é Robert Foley, e o título do livro “Os Humanos antes da Humanidade: Uma perspectiva Evolucionista”, publicado pela Editora Unesp. Em todo o capítulo, o autor discute os motivos pelos quais a África teria sido a região de onde teria se originado o homem. Em sua análise, o autor afirma que o conhecimento sobre a evolução humana seria determinado não pela realidade evolucionária, mas por acidentes geológicos: “Talvez, então, a história africana que contamos não passe de uma ilusão”(p. 145). 

Foi neste contexto que me veio à mente os primeiros conceitos de evolução humana segundo os pioneiros do darwinismo. Lembrei-me então do naturalista alemão Ernst Haeckel e de seu modelo de “árvore da evolução humana”, tal qual é vista nesta ilustração acima, de autoria de Ernest Haeckel.

Recordei-me de outros antigos cientistas contemporâneos de Darwin, tais quais Galton, Spencer, Broca etc. E, finalmente, veio-me à lembrança as próprias idéias de Darwin acerca das “raças humanas”. Assim, somando todo este legado evolucionista, não foi difícil de “hereticamente” hipotecar algo sobre o porquê ter sido a África a escolhida como sendo o “berço da humanidade”. 

É claro, de acordo com os darwinistas os fósseis foram determinantes esta eleição continental. Contudo, o mesmo Foley pede cautela sobre isso: “Quando se trata do registro de fósseis, o ceticismo é sempre uma atitude saudável, e muita cautela é decerto necessária quanto à visão de que a área que melhor preserva os fósseis deveria também ser a área que crias as melhores condições para a especiação” (p. 146).

Ademais, é conhecido o fascínio de muitos dos antigos cientistas por formas intermediárias as quais pudessem provar os diversos estágios porque teria passado a evolução. Gould (o “O Sorriso do Flamingo”) discorrendo, por exemplo, sobre as idéias de Edward Tyson (“Apresentando um macaco”) comenta: 

“Os cientistas buscavam formas intermediárias com avidez (e inquie¬tude); a descoberta de Tyson produziu uma confirmação bem-vinda de uma teoria estabelecida — a cadeia do ser —, não um desafio baseado numa ideia radicalmente diferente — a evolução —, a qual não seria ampla e seriamente discutida por mais um século. A obra de Tyson recebeu poucos comentários porque era confortadora e não polemica.
Alem disso, o uso de Tyson do método comparativo não o caracteriza como um modernista esclarecido, mas surge também do seu compromisso com a cadeia do ser. 
Quando se deseja colocar um aniinnl entre um macaco e um humano, o que mais se pode fazer além de catalogar a sua semelhança relativa com cada um? (p. 249). 

Tayson foi um dos que abriram caminho para as perigosas idéias do darwinismo social, em que o africano fora posto como o intermediário mais próximo entre o homem e o chimpanzé. Quem conhece, por exemplo, não conhece a história de Ota Benga, negro africano o qual fora trazido de sua pátria e posto em uma jaula para apreciação pública, a fim de demonstrar uma estreita relação entre os negros e os macacos?

Darwin, embora fosse abolicionista (o que apenas refletia os próprios interesses da Coroa inglesa), sempre via nos negros uma raça incivilizada e bem inferior aos brancos na suposta escala evolutiva. Desta forma, eleger a África como o berço da humanidade, o local onde os supostos ancestrais hominídeos se transformaram em bípedes, embora tenha de algum modo certa conotação poética, pode ser, na verdade, apenas o resultado de uma mentalidade arraigada no preconceito, em que o “civilizado branco europeu” estava em termos evolutivos muito mais avançado dos que os “incivilizados africanos”. A história me oferece bons exemplos de que talvez eu esteja certo. Senão, vejamos alguns:

CHARLES DARWIN
“O hiato será então mais amplo, porque compreenderá a distância entre o homem, que terá alcançado, como podemos esperar, um estágio de civilização superior ao do caucásico, e um símio como o babuíno, e não como acontece atualmente, a distância entre o negro, ou o australiano, e o gorila"
(Descent of Man, 1871, p. 201).

THOMAS HUXLEY
“Nenhum homem racional, conhecendo os fatos, acredita que o Negro médio é igual, e menos ainda superior, ao homem branco. E, se isto é verdade, é simplesmente inacreditável que, quando todas as suas dificuldades forem removidas e o nosso parente prognata tiver uma oportunidade justa e nenhum favor, assim como nenhum opressor, ele venha a ser apto a competir vantajosamente com seu rival dotado de maior cérebro e menor mandíbula, numa disputa que seja entre pensamentos e não entre mordidas” (Em “Lay Sermons”).

ERNEST HAECKEL
“Um exame crítico imparcial confirma, igualmente, aqui a lei de Huxley: as diferenças psicológicas entre o homem e os antropóides são menores do que as que existem entre estes e os símios inferiores. Este fator psicológico corresponde exatamente às investigações anatômicas, que nos permitiram conhecer as diferenças de estrutura do córtex cerebral — esse "órgão da alma" —, cuja importância não se pode negar. A elevada significação desta circunstância torna-se mais clara quando se consideram as extraordinárias diferenças da vida psíquica dentro da mesma espécie humana. Vemos no cume um Goethe ou um Shakespeare, um Darwin e um Lamarck, Spinoza e Aristóteles, e, no mais baixo da escala, encontramos os weddas e os akkas, os australianos e os drávidas, os bosquímanos e os patagões. A vida psíquica apresenta diferenças infinitamente maiores, quando se compara , aqueles espíritos geniais e esses representantes degradados da humanidade, do que entre estes e os antropóides” ( Em “A Origem do Homem"). 

JAMES WATSON
"Não há razão firme para crer que as capacidades intelectuais de pessoas geograficamente separadas evoluam de maneira idêntica. Nosso desejo de considerar poderes iguais de raciocínio como uma herança universal da humanidade não vai se prestar a isso”( Em "Avoid Boring People" Evite Pessoas Chatas)”.

Teria muitos outros exemplos, mas estes por si são suficientes para escancarar o vil preconceito histórico contra o negro.


É isso!

A eterna ladainha darwinista


Ladainha, entre outras cousas, significa: enumeração ou relação fastidiosa, lengalenga.

É comum quando instados a apresentar evidências a favor da teoria da evolução, a garotada de Darwin em geral sempre faz uso do mesmo lengalenga (ou ladainha). Segundo Enézio de Almeida isto se dá porque todos eles aprenderam biologia dos mesmos e poucos livros-texto. Enézio faz menção dos exemplos mais corriqueiros de ladainhas (respostas) usadas pelos darwinistas ao serem questionados acerca das "evidências". São elas:

1 - As mariposas de Manchester (Biston betularia) em troncos de árvores, mostrando como a camuflagem e as aves predatórias produziram o exemplo mais famosos de evolução por seleção natural.

2 - A árvore da vida, reconstruída de um amplo e crescente corpo de evidência fóssil e molecular.

3 - Estruturas ósseas semelhantes em asa de morcego, nadadeira de golfinho, a perna de um cavalo e uma mão humana que indicam a sua origem evolutiva num ancestral comum.

4 - Figuras ou fotografias de embriões mostrando que os anfíbios, répteis, aves e seres humanos são todos descendentes de um animal tipo peixe.

5 - Archaeopteryx, um fóssil de ave com dentes nas suas mandíbulas e garras nas suas asas, o elo perdido entre os répteis antigos e as aves modernas.

6 - Os tentilhões de Darwin nas ilhas Galápagos, treze espécies separadas de uma quando a seleção natural produziu diferenças nos seus bicos, e que inspirou Darwin a formular a sua teoria da evolução.

7 - Moscas de frutas com um par extra de asas, mostrando que as mutações genéticas podem fornecer a matéria-prima para a evolução.

8 - Desenhos de criaturas tipo macacos-antropóides evoluindo em humanos, mostrando que nós somos apenas animais e que a nossa existência é um subproduto de causas naturais sem propósitos.

9 - Um balão de vidro de laboratório contendo uma simulação da atmosfera primitiva da Terra, no qual descargas elétricas produzem os tijolos construtores químicos das células vivas.

É isso!

Seleção Natural: significado e significante


Segundo Ferdinand de Saussure, o pai da lingüística moderna, um signo lingüístico é composto de significante + significado. Diz ele:
“O que o signo lingüístico une não é uma coisa e um nome, mas um conceito e uma imagem acústica” (Saussure, 1972).
A imagem acústica não é o som material, ou seja, a coisa meramente física, mas o seu correlato psíquico, isto é, aquilo que transmite um conceito ou idéia. Para ele, uma coisa necessariamente liga-se à outra. O signo seria, por esta definição, o conjunto: conceito + imagem acústica vinculada. O conceito, portanto, seria o significado, e a imagem acústica o significante. Assim, o significado boi tem, dependendo da língua, diferentes significantes. Não é a mesma coisa para um brasileiro e para um indu. Este tem no boi um animal sagrado.
Mas, que relação esta história de signo lingüístico tem com a Seleção Natural de Darwin, ou melhor, de Wallace?
Bom. A expressão Seleção Natural, como é sabido, foi formulada para explicar certos fenômenos ocorridos na natureza entre os seres vivos. Grosso Modo: as mudanças porque as espécies passaram ao longo do tempo. Vejamos como Darwin definiu a Seleção Natural:

“Devido a esta luta, as variações, por mais fracas que sejam e seja qual for a causa de onde provenham, tendem a preservar os indivíduos de uma espécie e transmitem-se ordinariamente à descendência logo que sejam úteis a esses indivíduos nas suas relações infinitamente complexas com os outros seres organizados e com as condições físicas da vida. Os descendentes terão, por si mesmo, em virtude deste fato, maior probabilidade em persistir; porque, dos indivíduos de uma espécie nascidos periodicamente, um pequeno número pode sobreviver. Dei a este princípio, em virtude do qual uma variação,por insignificante que seja, se conserva e se perpetua, se for útil, o nome de seleção natural, para indicar as relações desta seleção com a que o homem pode operar. Mas a expressão que M. Herbert Spencer emprega: «a persistência do mais apto», é mais exata e algumas vezes mais cômoda" (A Origem das Espécies, p. 76, edição brasileira).

Vamos agora colocar “ordem na casa”:
1 - Os seres vivos mudam ao longo do tempo, e isso ninguém pode negar;
2 – Se não fosse inventada a expressão Seleção Natural os seres vivos continuariam mudando da mesma forma, e isso também ninguém pode negar.
Ordem posta, vejamos...
A expressão Seleção Natural, portanto, nada mais é do que um simples significante, em que, a partir de uma imagem cria-se um conceito, isto é, um significado. Se, em vez da expressão Seleção Natural fosse usada em seu lugar qualquer outra expressão para se referir a esta mudança, o significado não mudaria, mas mudaria a imagem acústica, ou seja, o tipo de mudança ocorrido entre os seres vivos ao longo do tempo. Se no lugar de Seleção Natural fosse usada, por exemplo, a palavra “metamorfose”, o significante, ou seja, a imagem acústica teria de algum modo alguma mudança. Um índio, por exemplo, sabe que a natureza muda, no entanto, ele não tem a mínima noção do que seja Seleção Natural. Todavia, se se começasse a divulgar em sua língua que tais mudanças seriam chamadas de “beno- beno”, com o passar do tempo a imagem acústica seria assimilada segundo o que se queria denotar com o uso de tal termo. Agora, se se atrelasse a esta expressão “beno-beno”, além do significado de mudança física, o sentido de “mudança espiritual”, a imagem acústica, isto é, o significante, no decorrer do tempo também mudaria. E, se se desse a esta fictícia expressão, além dos significados de mudança física e mudança espiritual, outro qualquer tipo de mudança, a imagem acústica, ou seja, o significante, continuaria mudando sucessivamente de acordo com o que se queira dizer com ele.

Assim se deu com a expressão Seleção Natural. Muito mais do que expressar a simples mudança física ocorrida nos seres vivos ao longo do tempo, foi atrelada a ela outro significante, além daquele que se refere às mudanças físicas. Tais significantes variam muito dependendo inclusive da postura filosófica de cada um daquelas que nela acreditam. Um evolucionista teísta, por exemplo, não vê a Seleção Natural da mesma forma que um evolucionista ateu. De algum modo o teísta vai, ainda que latentemente, empurrar Deus em algum lugar e em algum momento no suposto processo evolucionário, em que a Seleção Natural fora determinante. O criacionista, por sua vez, não duvida que exista Seleção Natural, mas a imagem acústica que tem dela é bem distinta daquela nutrida pelo evolucionista teísta e pelo evolucionista ateu. Para a natureza, portanto, a expressão Seleção Natural é rótulo neutro. Em outras palavras, não tem valor algum. Se em vez de Seleção Natural, Darwin ou Wallace chamasse seus conceitos de “bala de estalo”, “amplo horizonte”, “tutti frutti”, “tico-tico” etc., os darwinistas defenderiam tal conceito da mesma forma como defendem, hoje, o emprego da expressão “Seleção Natural”, uma vez que tal expressão, seria, neste jargão específico, consagrada com tal sentido. Todavia, o significante “Seleção Natural”, em conseqüência de seu caráter e origem essencialmente materialistas (no sentido ideológico da palavra), sempre vai carregar em si uma imagem acústica que vai além daquela oficialmente utilizada na mídia e nos livros didáticos, ou seja, aquela que apenas indica variação aleatória nos diversos organismos. Junto com ela segue junto todo um conceito filosófico cuja raiz vai além, muito além daquilo que se pode observar na natureza.


É isso!

Darwin estava errado


Ou:
"Outono darwinista"

“Darwinista é como corinthiano: sofre muito mas ainda assim continua vestindo a camisa.”

"Têm-se representado algumas vezes sob a figura de uma grande árvore as afinidades de todos os seres da mesma classe, e creio que esta imagem é assaz justa sob muitas relações. Os ramos e os gomos representam as espécies existentes; os ramos produzidos durante os anos precedentes representam a longa sucessão das espécies extintas. A cada período de crescimento, todas as ramificações tendem a estender os ramos por toda a parte, a exceder e destruir as ramificações e os ramos circunvizinhos, da mesma forma que as espécies e os grupos de espécies têm, em todos os tempos, vencido outras espécies na grande luta pela existência. As bifurcações do tronco, divididas em grossos ramos, e estes em ramos menos grossos e mais numerosos, tinham outrora, quando a árvore era nova, apenas pequenas ramificações com rebentos; ora, esta relação entre os velhos rebentos e os novos no meio dos ramos ramificados representa bem a classificação de todas as espécies extintas e vivas em grupos subordinados a outros grupos. Sobre as numerosas ramificações que prosperavam quando a árvore era apenas um arbusto, duas ou três unicamente, transformadas hoje em grossos ramos, têm sobrevivido, e sustentam as ramificações subseqüentes; da mesma maneira, sobre as numerosas espécies que viviam durante os períodos geológicos afastados desde longo tempo, muito poucas deixaram descendentes vivos e modificados. Desde o primeiro crescimento da árvore, mais de um ramo deve ter perecido e caído; ora, estes ramos caídos, de grossura diferente, podem representar as ordens, as famílias e os gêneros inteiros, que não têm representantes vivos e que apenas conhecemos no estado fóssil.

Da mesma forma que vemos de onde aonde sobre a árvore um ramo delicado, abandonado, que surgiu de qualquer bifurcação inferior, e, em conseqüência de felizes circunstâncias, está ainda vivo, e, atinge o cume da árvore, da mesma forma encontramos acidentalmente algum animal, como o ornitorrinco ou a lepidossercia, que, pelas suas afinidades, liga, sob quaisquer relações, duas grandes artérias da organização, e que deve provavelmente a uma situação isolada ter escapado a uma concorrência fatal.Da mesma forma que os gomos produzem novos gomos, e que estes, se são vigorosos, formam ramos que eliminaram de todos os lados os ramos mais fracos, da mesma forma creio eu que a geração atua igualmente para a grande árvore da vida, cujos ramos mortos e quebrados são sepultados nas camadas da crosta terrestre, enquanto que as suas magníficas ramificações, sempre vivas e renovadas incessantemente, cobrem a superfície” (Charles Darwin – “A Origem das Espécies”, p. 146, 147).

-

"Cientista diz que modelo da árvore da vida de Darwin é equivocado
Londres, 22 jan (EFE).- A árvore da vida do naturalista britânico Charles Darwin, que mostra como as espécies estão inter-relacionadas ao longo da história da evolução, é equivocada e deveria ser substituída por um símbolo melhor, diz um biólogo do principal centro científico da França.
"Não temos provas de que a árvore da vida seja uma realidade", afirma Eric Bapteste, biólogo da Universidade Pierre e Marie Curie, de Paris, em declarações à revista "New Scientist".
Darwin projetou em 1837 uma árvore imaginária para mostrar como as espécies podiam ter evoluído, árvore que veio rapidamente a simbolizar a teoria da evolução por meio da seleção natural.
No entanto, a genética moderna demonstrou que representar a história da evolução em forma de árvore pode confundir, e muitos cientistas argumentam que seria mais realista usar uma espécie de bosque impenetrável para representar as inter-relações entre as espécies.
Os testes genéticos realizados com bactérias, plantas e animais revelam que as espécies se inter-relacionam entre elas muito mais do que se pensava, com o que os genes não passam apenas para a descendência pelos galhos da árvore da vida, mas se transferem também de algumas espécies para outras.
Os micróbios trocam material genético de forma tão promíscua que é difícil distinguir alguns tipos de outros, mas também as plantas e os animais se cruzam com muita regularidade, e os híbridos resultantes podem ser férteis.
Segundo alguns cálculos, 10% dos animais criam regularmente híbridos por meio do cruzamento com outras espécies. EFE" (
Abril)
"Evolutionary biologists say crossbreeding between species is far more common than previously thought, making a nonsense of the idea of discrete evolutionary branches..."

"For much of the past 150 years, biology has largely concerned itself with filling in the details of the tree. "For a long time the holy grail was to build a tree of life," says Eric Bapteste, an evolutionary biologist at the Pierre and Marie Curie University in Paris, France. A few years ago it looked as though the grail was within reach. But today the project lies in tatters, torn to pieces by an onslaught of negative evidence. Many biologists now argue that the tree concept is obsolete and needs to be discarded. "We have no evidence at all that the tree of life is a reality," says Bapteste. That bombshell has even persuaded some that our fundamental view of biology needs to change"


É isso!

"Veja" está cega


”Lembra-te de Darwin” é o título de um artigo do colunista André Petry, da revista Veja, numa clara referência à passagem bíblica do Eclesiastes: “Lembra-te do teu Criador” (Blog de O Globo). Tal artigo é uma nítida demonstração de que este periódico de alcance nacional não é apenas tendencioso na área política. Em outros âmbitos, ele perambula pelas mesmas beiradas do descrédito. Vamos aos detalhes:

"É assustador que, às vésperas do bicentenário do nascimento de Charles Darwin, pai da teoria da evolução, escolas brasileiras estejam ensinando criacionismo nas aulas de ciências”.

Já de início o tom encomiástico se faz sentir belamente ao “pai da teoria da evolução”. Erro histórico grave, a não ser, é claro, que se esteja atribuindo a Alfred Wallace o mero papel de “titio da evolução”. O autor visivelmente demonstra medo da concorrência acirrada do criacionismo ao seu magnífico darwinismo nas aulas de ciência.

"Já se sabia que as escolas adventistas fazem isso. A novidade é que o negócio está se propagando. Em instituições tradicionais de São Paulo, como o Mackenzie, inventou-se até um método próprio para o ensino. "Antes, usávamos o material que havia disponível no mercado", explica um dos diretores da escola, Francisco Solano Portela Neto".
Aqui posto uma notícia acerca do ex-diretor da Royal Society, Michael Reiss, o qual foi expulso após expressar sua opinião (Estadão):

"A proposta de um diretor da Royal Society, prestigiada instituição científica britânica à qual um dia pertenceu Charles Darwin, de incluir o criacionismo nas aulas de ciências nas escolas britânicas foi fortemente criticada por colegas. Em uma intervenção no Festival da Ciência, celebrado em Liverpool, o diretor de educação da Royal Society, Michael Reiss, defendeu ser contraproducente banir das aulas todas as teorias alternativas para a origem a vida e do universo, só porque não têm base científica.

Reiss, que, além de biólogo, é sacerdote da Igreja Anglicana, afirmou que com essa exclusão somente se consegue que muitas crianças, vindas de famílias religiosas, se distanciem da ciência. Reiss explicou que ele mesmo havia explicado o evolucionismo nas aulas até que compreendeu que "simplesmente esmagar" os alunos com a teoria da evolução não funcionava, em alguns casos."Me contentaria, agora, simplesmente se as crianças vissem o evolucionismo como uma forma a mais de compreender o universo", disse. As palavras de Reiss tiveram uma resposta imediata por parte dos membros da comunidade científica. "O criacionismo se baseia na fé e não tem nada a ver com a ciência, por isso não tem espaço nas aulas de ciência", disse Lewis Wolpert, biólogo da University College, de Londres.Por sua parte, John Fry, físico da Universidade de Liverpool, afirmou que as aulas de ciências "não são o lugar apropriado para discutir o criacionismo, que é uma teoria que se opõe a qualquer demonstração científica."De acordo com as diretrizes de educação fixadas pelo governo, o criacionismo não deve ser discutido em aulas de ciência, mas de religião”.

O criacionismo é ensinado como ciência da pré-escola à 4ª série.Não há problema em que o criacionismo seja dado nas aulas de religião, mas ensiná-lo em aulas de ciências é deseducador. Criacionismo é a explicação bíblica para a origem da vida. Diz que Deus criou tudo: o homem, a mulher, os animais, as plantas, há 6 000 anos. Quem estuda religião precisa saber disso. É uma fábula encantadora, mas não é ciência".

Sou da opinião do que o criacionismo e qualquer outro “ismo” seja ensinado, inclusive em aula de matemática ou lingüística computacional, desde, é claro, que se explique exatamente o que seja e o que pretende cada um desses “ismos”, incluindo aí o darwinismo e seu “irmão de sangue”, o materialismo filosófico.

Esse medo besta da “era das trevas” voltar e destruir a plena razão, não é digno de uma só “nota do Voltaire:

"Posso não concordar com nenhuma das vossas palavras, mas defenderei até a morte o vosso direito de enunciá-las".

Todavia, com um pouco de sutileza percebe-se que esta preocupação nada mais é do que o receio de que uma ideologia seja substituída por outra.

"É inaceitável que o criacionismo seja ensinado em biologia para explicar a origem das espécies. Em biologia, vale o evolucionismo de Darwin, segundo o qual todos viemos de um ancestral comum, há bilhões de anos, e chegamos até aqui porque passamos no teste da seleção natural."

Por que vale apenas o evolucionISMO, ou melhor, o EGOlucionismo? Sim, pois não basta optar por uma teoria se não se explica exatamente com ela funciona: suas virtudes, suas falhas e defeitos. Lembrando que recentemente o Conselho de Educação de Texas decidiu que a o darwinismo pode ser questionado em sala de aula.

"É a melhor (e por acaso a mais bela) explicação que a ciência encontrou sobre a aventura humana na Terra."

Ela até pode ser bela, mas ainda opto pelos contos dos irmãos Grimm!

"Quem contrabandeia o criacionismo para as aulas de biologia diz que, em respeito à "liberdade de pensamento", está "mostrando os dois lados" aos alunos."

Note-se o uso do verbo “contrabandear”, nitidamente numa referência a algo ilegal, ao mesmo tempo que nos dá a idéia de que se trata de um produto estrangeiro, americano, é claro. O tal articulista deve acreditar que o darwinismo nasceu tupiniquim, sendo também tupiniquim o próprio “pai da teoria da evolução”.

"Afinal, são escolas religiosas, confessionais, e os pais podem ter escolhido matricular seus filhos ali exatamente porque o criacionismo é visto como ciência. Pode ser, errar é livre, mas que embrutece não há dúvida."

Ensinar criacionismo embrutece?
O ateu, como diria Enézio, “posmoderno, xiita, fundamentalista, chique e perfumado a la Dawkins” deve acreditar que o darwinismo, além de ser belo e maravilhoso, é o caminho e a verdade e a vida, a luz que alumia a escuridão, o sal da terra, em suma: a libertação plena!: “Libertas Quae Sera Tamem!!!”

"Embrutece porque ensina o aluno, desde cedo, a confundir crença e superstição com razão e ciência."

Santo Deus!!!

Ah, então o processo pelo qual um serzinho bonitinho, invisível e inobservável que ao longo de bilhões e bilhões de anos evoluiu e se transformou no “pensador” de Auguste Rodin, é tão verídico quanto a estátua da liberdade!

"É desnecessário. Que cientistas saem de escolas que embrulham o racional com o místico?"

Só lembrando que o grande Karl Poper denominou o darwinismo, por sua incapacidade de ser falseado, de programa metafísico de pesquisa. Não que isto seja sinônimo de místico, mas, se evoluir mais um pouco certamente chega lá!

"Também é cascata, porque, fosse verdade, a turma estaria ensinando numerologia em matemática. Ensinaria alquimia em química, dizendo, em nome da "liberdade de pensamento", que é possível transformar zinco em ouro e encontrar o elixir da longa vida..."

Liberdade de pensamento não é sinônimo de ilusão de ótica ou de mensagens subliminares. Ensinar uma coisa não significa torná-la verdade.

"Há pouco, na Inglaterra, um reverendo anglicano defendeu o estudo do criacionismo na educação básica. Era diretor de educação da Royal Society. Queria colocar Deus no laboratório da escola. Cortaram-lhe o pescoço."

Faltou ao articulista dizer quem foram os carrascos que acionaram a guilhotina para decepar o pescoço do diretor da Royal Society. Me cortem o pescoço se eu disser que foi a turminha “Evo Psy”!!!

"A Suprema Corte americana já examinou o assunto. Mandou o criacionismo de volta às aulas de religião. No Brasil, terra do paradoxo, o atraso avança".

Além de tendencioso, o articulista não é dado à verdade dos fatos, do contrário teria discorrido sobre a decisão do conselho educacional de Texas que permitiu que a teoria da evolução fosse questionada pelos alunos em sala de aula.

"Darwin foi um gênio."

Os gênios costumam ter uma lâmpada com a qual os desejos são realizados. A de Darwin ainda não foi achada. Não se lhe solicitou os três desejos!

"Em seu tempo, não se sabia como as características hereditárias eram transmitidas de pai para filho. Nem que a Terra tem 4,5 bilhões de anos e que os continentes flutuam sobre o magma. No entanto, a teoria da evolução se encaixa à perfeição nas descobertas da genética, da datação radioativa, da geologia moderna."

Que maravilha de teoria! Note-se o “se encaixa à perfeição”.

Pelas babas de Darwin, é muita Antártica para pouca Brahma! E eu que pensei que ninguém iria superar a Brastemp!!!

"Só um cérebro poderosamente equipado, conjugado com muito estudo, pode ir tão longe."

Será que ele está se referindo a Darwin ou a Dawkins? Fiquei na dúvida!!!

"Confundido com criacionismo, Darwin parece um macaco tolo. É assustador."

Que medinho!!!

Veja, abre os olhos, pois os meus já abrir e não te compro mais!!!


É isso!


“Lombroso e o Espiritismo”


Por um “acaso” desses que um bom darwinista poderia explicar, deparei-me com um periódico religioso, intitulado “Revista Internacional de Espiritismo”, publicado neste mesmo mês de fevereiro de 2009, ANO LXXXIV, Nº 01. E, estando a folheá-lo indiscretamente fiz achar a seção “Ponto de Vista”, que, nesta edição, tinha o título: “Lombroso e o Espiritismo”, de autoria de Eliseu Mota Júnior. Causou-me arrepios, mas não pensem que foram os espíritos! O que me chamou a atenção foi o destaque que o autor concedia ao médico italiano Cesare Lombroso, autor, entre outros, do livro “O Homem Delinquente”. Lombroso também foi o criador da teoria da criminalidade inata e da disciplina antropologia criminal. Vejamos alguns trechos do referido artigo do referido periódico espírita:

"Com efeito, valendo-se da frenologia, parcialmente inspirado pelo evolucionismo darwiniano do final do Século XIX e depois de examinar exaustivamente inúmeros crânios de infratores vivos e mortos, em busca de alguma relação entre a formação craniana dessas pessoas e seus crimes, Lombroso inicialmente classificou os criminosos em natos, epiléticos, passionais, insanos e ocasionais, além dos matóides, alcoólatras e histéricos.De todas essas categorias, a mais polémica é a do criminoso nato que, segundo Lombroso, seria atávico por degeneração, com deformações e anomalias anatómicas, fisiológicas e psíquicas. Desse modo, por causa do atavismo, que é a presença hereditária de certos caracteres físicos ou psíquicos de ascendentes remotos em descendentes atuais, esse tipo de pessoa já nasce delinquente, fato que implica na aceitação do determinismo penal, verdadeiro dogma para os positivistas, com exclusão do livre-arbítrio, que é sustentado pêlos clássicos.

Mais tarde, influenciado pêlos citados estudos de Ferri e Garofalo, e depois de inabalavelmente convencido da realidade dos fenómenos espíritas, sobretudo após o seu encontro com a médium Eusápia Paladino, quando assistiu estupefato à materialização do Espírito da sua própria mãe, Lombroso teve de curvar-se à inexorabilidade do livre-arbítrio na base do móvel das ações humanas, inclusive as criminosas” (p .4).

Bem. Nada vou dizer sobre a exótica experiência espírita de Lombroso. Minha atenção volta-se para o próprio Lombroso em si, e de como um racista no sentido mais exato do termo, mereceu destaque numa publicação religiosa, e, detalhe: em pleno século XXI. E, ninguém melhor do que Stephen Jay Gould, para falar acerca deste ideólogo, o qual sabia "distinguir" os “criminosos” por seus traços anatômicos:

"A teoria de Lombroso não foi apenas uma vaga afirmação do caráter hereditário do crime — tese bastante comum em sua época — mas também uma teoria evolucionista específica, baseada em dados antropométricos. Os criminosos são tipos atávicos, do ponto de vista da evolução, que perduram entre nós. Em nossa hereditariedade jazem germes em estado letárgico, provenientes de um passado ancestral. Em alguns indivíduos desafortunados, esse passado volta à vida. Essas pessoas se vêem levadas, devido à sua constituição inata, a se comportar como um macaco ou um selvagem normais, mas esse comportamento é considerado criminoso por nossa sociedade civilizada.

Felizmente, podemos identificar os criminosos natos porque seu caráter simiesco se traduz por determinados sinais anatômicos. Seu atavismo é tanto físico quanto mental, mas os sinais físicos, ou estigmas, como os chamaria Lombroso, são decisivos. A conduta criminosa também pode surgir nos homens normais, mas reconhecemos o "criminoso nato" por sua anatomia. De fato, a anatomia identifica-se com o destino, e os criminosos natos não podem escapar a essa mancha hereditária: "Somos comandados por leis silenciosas que nunca deixam de atuar e que regem a sociedade com mais autoridade que as leis inscritas em nossos códigos. O crime... parece ser um fenómeno natural" (Lombroso, 1887, p. 667). Para que o argumento de Lombroso ficasse completo, não bastava reconhecer a presença de traços atávicos simiescos nos criminosos pois essas características físicas simiescas só poderiam explicar o comportamento bárbaro de um homem se os selvagens e os animais inferiores tivessem uma inclinação natural para a criminalidade. Se alguns homens parecem macacos, mas os macacos são bons, o argumento é falho. Assim, Lombroso devotou a primeira parte de sua obra mais importante (O homem criminoso, publicada em 1876) ao que podemos considerar a mais ridícula incursão ao antropomorfismo jamais publicada: uma análise do comportamento criminoso dos animais. Cita, por exemplo, o caso de uma formiga cuja fúria assassina levou-a a matar e esquertejar um pulgão; o de uma cegonha adúltera que assassinou o marido com a ajuda do amante; o de castores que se associaram para matar um congénere solitário; e o de uma formiga-macho que, sem acesso às fêmeas, violentou uma operária com órgãos atrofiados, provocando-lhe a morte em meio a dores atrozes; chega mesmo a afirmar que, quando o inseto come determinadas plantas, sua conduta "equivale a um crime" (Lombroso, 1887, pp. 1-18).

Então, Lombroso dá o seguinte passo lógico: compara os criminosos com os grupos "inferiores". "Eu compararia", escreveu um de seus seguidores franceses, "o criminoso com um selvagem que, por atavismo, surgisse na sociedade moderna; podemos achar que nasceu criminoso porque nasceu selvagem" (Bordier, 1879, p. 284). Lombroso aventurou-se pelo terreno da etnologia para identificar a criminalidade como um comportamento normal entre os povos inferiores. Escreveu um pequeno tratado sobre os dinka do Alto Nilo. Nele, referiu-se às profusão de tatuagens que esse povo faz no corpo, e ao seu alto grau de resistência à dor — na puberdade, quebram os incisivos com um martelo. Sua anatomia normal exibia uma série de estigmas simiescos: "seu nariz... não só é achatado mas também trilobado como o dos macacos". Seu colega G. Tarde afirmou que alguns criminosos "teriam sido a aristocracia moral e o orgulho de uma tribo de peles-vermelhas" (in Ellis, 1910, p. 254). Havelock Ellis destacou o fato de que, com frequência, os criminosos e os indivíduos pertencentes a grupos inferiores não sabem o que é enrubescer. "A impossibilidade de enrubescer sempre foi considerada um traço concomitante do crime e da falta de vergonha. Os idiotas e os selvagens raramente enrubescem. Os espanhóis costumavam declarar o seguinte a respeito dos índios sul-americanos: 'Como confiar em homens que não sabem enrubescer?'" (1910, p. 138). E o que ganharam os inças por terem confiados nos espanhóis?Lombroso engendrou praticamente todos os seus argumentos de forma a torná-los imunes à contestação; portanto, do ponto de vista científico, eram todos inócuos. Embora mencionasse abundantes dados numéricos para conferir um ar de objetividade à sua obra, esta continuou sendo tão vulnerável que até mesmo os membros da escola de Broca se opuseram à sua teoria do atavismo. Toda vez que Lombroso topava com um fato que não se enquadrava nessa teoria, recorria a algum tipo de acrobacia mental que lhe permitisse incorporá-lo ao seu sistema.

Esta atitude fica muito evidente no caso de suas teses a respeito da depravação dos povos inferiores pois, repetidas vezes, viu-se à frente de relatos que falavam do valor e da capacidade daqueles a quem pretendia denegrir. Ele distorceu todos esses relatos para que se adaptassem ao seu sistema. Se, por exemplo, tinha de aceitar um traço favorável, associava-o a outros que pudesse depreciar. Citando a autoridade um tanto distante de Tácito, concluiu o seguinte: "Ainda que a honra, a castidade e a piedade possam existir entre os selvagens, a impulsividade e a indolência são características sempre presentes entre eles. Os selvagens têm horror ao trabalho contínuo, de forma que somente a seleção ou a escravatura conseguem forçá-los ao trabalho metódico e ativo" (1911, p. 367). Vejamos o elogio que, de má vontade, faz da raça, inferior e criminosa, dos ciganos:”São vaidosos, como todos ss delinquentes, mas não têm medo ou vergonha. Tudo o que ganham é gasto com bebidas e ornamentos. Podem andar descalços, mas suas roupas são sempre de cores vivas ou enfeitadas com fitas; podem não usar meias, mas ostentam sapatos amarelos. São tão pouco previdentes quanto o selvagem ou o criminoso... Devoram carne quase podre. São dados a orgias, encanta-lhes o barulho, e fazem grande alarido nos mercado. Matam a sangue frio para roubar, e já se suspeitou que praticassem o canibalismo... É preciso observar que esta raça, moralmente tão baixa e tão incapaz de qualquer desenvolvimento cultural e intelectual, uma raça que nunca conseguiu se dedicar de forma contínua a nenhuma indústria, e cuja poesia jamais superou a lírica mais elementar, criou na Hungria uma arte musical maravilhosa: mais uma prova de que, no criminoso, podemos encontrar a genialidade mesclada ao atavismo (1911, p. 40)" - (Stephen Jay Gould: “A Falsa Medida do Homem”, Editora Martins Fontes, p. 122-125).

Embora pesoalmente tenha respeito por toda forma de crença, não posso concordar que homens como Lombroso mereçam destaque positivo seja religiosa ou filosoficamente. Sim, devemos nos lembrar deles, mas com o intuito de fazer conhecidos sua sideologias perversas, alertando para que elas não renasçam e se desenvolvam em nosso meio. Do contrário, o pensamento religioso ou filosófico não passa de mera alienação. Grande alienação!


--


Em tempo: Um fenômeno curioso que tenho notado é a tendência de darwinistas aderirem ao espiritismo. Por quê? Seria apenas pelo fato de Allan Kardec ter se utilizado da filosofia evolucionista para construir sua filosofia espiritualista? Interessante que neste mesma edição da revista supracitada, há outro artigo intitulado: “Criacionismo ou Evolucionismo?” em que se lê: "Aceitamos a teoria da evolução das espécies proposta por Darwin, por ser um raciocínio muito bem elaborado em observações e experiências” [...] “Aceitamos apenas um ponto sob a ótica criacionista, de que tudo foi criado por Deus, portanto, o Espiritismo não é extremista” [...] Portanto a posição espírita frente à temática é um Doutrina Evolucionista DEÍSTA” (p. 10).


É isso!

Charles Darwin e Thomas Malthus: confronto ideológico


Normalmente quando se fala em Charles Darwin, tem-se em mente a figura de um ilustre cientista inglês que revolucionou o pensamento biológico no fim do século XIX, o qual juntou-se ao navio de pesquisa Beagle, como naturalista e geólogo, para uma longa viagem ao redor do mundo, da qual coletou inúmeras informações que o levou a escrever a obra a que serviu como base à Teoria da Evolução. Este é o Darwin “oficial”, o autor de “A Origem das Espécies por meio da Seleção Natural”.

Porém, faz-se mister trazer à tona os fatos acerca de um outro Charles Darwin, de um Darwin desprovido de sua solenidade que a muitos causa tanto encantamento. E, ninguém melhor do que um célebre darwinista, para de início, lançar por terra o “mito do Beagle”:

“O mito do Beagle - o de que Darwin tornou-se um evolucionista por meio da observação simples e imparcial de um mundo inteiro estendido à sua frente durante uma viagem de cinco anos ao redor do mundo — ajusta-se a todos os nossos critérios românticos para a melhor das lendas: um jovem, livre dos empecilhos da sociedade inglesa e dos seus pressupostos limitadores, face a face com a natureza, exercitando a sua mente formidável e inexperiente com todos os desafios oferecidos por plantas, animais e rochas do globo todo. Ele parte da Inglaterra em 1831, com planos de se tornar um pároco de aldeia ao voltar. Retorna em 1836, tendo visto a evolução em estado bruto, compreendendo (embora vagamente) as suas implicações e comprometido com uma vida científica de pensador evolucionista. O catalisador principal: as ilhas Galápagos. Os atores principais: tartarugas, tordos-dos-remédios e, acima de tudo, treze espécies de tentilhões de Darwin — o melhor laboratório evolutivo que a natureza nos ofereceu.

Resumindo, então, Darwin chegou às Galápagos e delas saiu como criacionista, e o seu estilo de coleta durante toda a visita refletiu essa posição teórica. Vários meses depois, compilando as anotações em alto-mar, durante as longas horas da travessia do Pacífico, ele flertou brevemente com a evolução enquanto pensava nas tartarugas e nos tordos, não nos tentilhões. Mas ele rejeitou essa heresia e atracou na Inglaterra em 2 de outubro de 1836 na condição de criacionista que nutria dúvidas nascentes” (Stephen Jay Gould: “O Sorriso do Flamingo”. Editora Martin Fontes. 1ª edição, 1990. Tradução: Luís Carlos Borges. paginas: p. 323 e 330).

Esclarecimento feito, prossigamos...

Dentre os cinco “conceitos essenciais de Darwin”, três deles são de autoria do economista inglês Thomas Malthus, a saber:

1 – As populações podem crescer exponencialmente, isto é, numa progressão geométrica do tipo: 2, 4, 8, 16, 32, 64 e assim por diante. Resumindo: se todos os descendente de um casal de lobos sobrevivessem e se reproduzissem no mesmo ritmo, em poucos anos a terra estaria coberta deles.

2 – As populações não crescem exponencialmente e, aparentemente, a terra não está coberta de lobos.

3 – Por causa do grande número de descendentes e da ausência de espaço e alimento para todos, faz-se mister que exista uma “luta pela existência” (ou seja: uma competição), já que o número de indivíduos deve ser eliminado a cada geração.

Bem. É de conhecimento de todos que o grande “insight" de Darwin veio da leitura de “Essay on Population” (“Ensaio sobre a população”), publicado em 1798 pelo referido economista inglês.

Em "A Vida de um Evolucionista Atormentado: Darwin”, os darwinistas Adrian Desmond & James Moore relatam como isso se deu: “O homem condenado continuou a ler, ainda interessado em estatísticas humanas. No final do mês, ele pegou a sexta edição do Ensaio sobre o Princípio da População de Malthus — a polêmica descrição da humanidade que ultrapassava seu suprimento de alimento e dos fracos e imprevidentes que sucumbiam na luta pelos recursos disponíveis, Malthus raramente fora mais atual” (A Vida de um Evolucionista Atormentado: Darwin. Adrian Desmond & James Moore – Geração Editorial. São Paulo, 1995, p. 282-285).

Um outro darwinista, Nélio Bizzo, também confirma este evento: “No entanto, todas essas observações não eram suficientes para comprovar a ocorrência da evolução. Era necessário encontrar um mecanismo que explicasse como essas modificações ocorrem. Isso era essencial para questionar a idéia, predominante até aquela época, de que as espécies eram imutáveis.”Foi em 1838 que encontrou a chave do intricado problema, lendo o livro do economista inglês Thomas Malthus sobre populações” (Nélio Marco - “O que é Darwinismo” – Editora Brasiliense, 1989. p 13).

Agora vejamos isto do próprio punho de Darwin, em “A Origem das Espécies”:

“PROGRESSÃO GEOMÊTRICA DO AUMENTO DOS INDIVÍDUOSA luta pela existência resulta inevitavelmente da rapidez com que todos os seres organizados tendem a multiplicar-se. Todo o indivíduo que, durante o termo natural da vida, produz muitos ovos ou muitas sementes, deve ser destruído em qualquer período da sua existência, ou durante uma estação qualquer, porque, de outro modo, dando-se o princípio do aumento geométrico, o número dos seus descendentes tornar-se-ia tão considerável, que nenhum país os poderia alimentar.

Também, como nascem mais indivíduos que os que podem viver, deve existir, em cada caso, luta pela existência, quer com outro indivíduo da mesma espécie, quer com indivíduos de espécies diferentes, quer com as condições físicas da vida.

É a doutrina de Malthus aplicada com a mais considerável intensidade a todo o reino animal e vegetal, porque não há nem produção artificial de alimentação, nem restrição ao casamento pela prudência. Posto que algumas espécies se multiplicam hoje mais ou menos rapidamente, não pode ser o mesmo para todas, porque a terra não as poderia comportar.

Não há exceção nenhuma à regra que se todo o ser organizado se multiplicasse naturalmente com tanta rapidez, e não fosse destruído, a terra em breve seria coberta pela descendência de um só par. O próprio homem, que se produz tão lentamente, veria o seu número dobrado todos os vinte e cinco anos, e, nesta proporção, em menos de mil anos, não haveria espaço suficiente no Globo ondepudesse conservar-se de pé. Lineu calculou que, se uma planta anual produz somente duas sementes - e não há planta que tão pouco produza - e no ano seguinte cada uma destas sementes desse novas plantas que produzissem outras duas sementes, e assim seguidamente, chegar-se-ia em vinte anos a um milhão de plantas” (Charles Darwin. “A Origem das Espécies”, p. 78, 79).

Lembrando que o argumento de Malthus veio sessenta anos antes de o “A Origem das Espécies”. E, para finalizar, faço menção de uma frase escrita por Macbeth, em “Recuperando Darwin” , é claro, sem nenhuma intenção em ofender os admiradores do naturalista inglês:

“Darwin era um amador. Não ensinou numa universidade nem trabalhou em laboratório”.

É isso!

Darwin e Lamarck: confronto ideológico


Além de Thomas Malthus, outro nome que exerceu forte influência na obra de Darwin refere-se a Jean-Baptieste Lamarck, um naturalista francês que elaborou o conceito de herança de caracteres adquiridos. Em todo o seu livro “A Origem das Espécies”, Darwin remete constantemente à idéia de uso e desuso. Por exemplo: “Nos animais, o uso ou não uso das partes tem uma influência mais considerávelainda. Assim, proporcionalmente ao resto do esqueleto, os ossos da asa pesam menos e os ossos da coxa pesam mais no canário doméstico que no canário selvagem.Ora, pode incontestavelmente atribuir-se esta alteração a que o canário doméstico voa menos e marcha mais que o canário selvagem. Podemos ainda citar, como um dos efeitos do uso das partes, o desenvolvimento considerável, transmissível por hereditariedade, das mamas das vacas e das cabras nos países em que há o hábito de ordenhar estes animais, comparativamente ao estado desses órgãos nos outros países. Todos os animais domésticos têm, em alguns países, as orelhas pendentes; atribui-se esta particularidade ao fato de estes animais, tendo menos causas de alarme, acabarem por se não servir dos músculos da orelha, e esta opinião parece bem fundada" (p. 24).

E mais adiante:

"EFEITOS PRODUZIDOS PELA SELEÇÃO NATURAL SOBRE O AUMENTO DO USO OU NÃO USO DAS PARTES

Os fatos citados no primeiro capítulo não permitem, creio eu, dúvida alguma sobre este ponto: que o uso, nos animais domésticos, reforça e desenvolve certas artes, enquanto que o não uso as diminui; e, além disso, que estas modificações são hereditárias. No estado de natureza, não temos termo algum de comparação que nos permita julgar os efeitos de um uso ou de um não uso constante, porque não conhecemos as formas-tipo; mas, muitos animais possuem órgãos de que somente se pode explicar a presença pelos efeitos do não uso.

Não há, como o professor Owen o fez notar, anomalia maior na natureza do que uma ave que não possa voar; contudo, há muitas neste estado. O ganso de asas curtas da América Meridional deve contentar-se em bater com as asas a superfície da água, e estão elas, para ele, quase nas mesmas condições das do pato doméstico de Ailesbúria; demais, se é necessário acreditar M. Cunningham, estes patos podem voar quando são muito novos, enquanto que são incapazes de o fazer no estado adulto. As grandes aves que se nutrem sobre o solo, apenas voam para fugir ao perigo; épois provável que a falta das mesmas asas, em muitas das aves que habitam atualmente ou que, ultimamente ainda, habitavam as ilhas oceânicas, onde se nãoencontrava nenhum animal de presa, provêm do não uso das asas. O avestruz, éverdade, habita os continentes e está exposto a muitos perigos aos quais não pode subtrair-se pelo vôo, mas pode, bem como um grande número de quadrúpedes, defender-se dos seus inimigos a coices. Estamos autorizados a acreditar que um antepassado do gênero avestruz tinha hábitos semelhantes aos da betarda, e que, à medida que o tamanho e o peso do corpo desta ave aumentavam durante longas gerações sucessivas, o avestruz se serviu sempre mais das pernas e menos das asas, até que por fim se lhe tornou impossível voar" (p. 151, 152).
Há muitas outras citações do referido livro de Darwin diretamente relacionadas ao conceito de caracteres adquiridos de Lamarck. Fazendo uma síntise, pode concluir que:

1 – O que Darwin criticava em Lamarck não era sua concepção de hereditariedade, mas a importância que a vontade própria dos animais tinha sobre as mudanças orgânicas.

2 – A mudança dos hábitos, segundo Darwin, alterava os órgãos. Por exemplo: mudança na alimentação. Para Darwin, se um determinado animal fosse superalimentado, iria crescer e engordar. E, como conseqüência disso, seus filhos seria maiores e mais pesados. Se o tipo de alimentação fosse mudado, o animal poderia até alterar sua cor, de maneira que esta mudança passaria para os seus descendentes.

3 – Mudanças no clima também alteravam as características dos animais, segundo Darwin. Por exemplo, se o tempo ficasse mais frio os animais desenvolveriam pelagem mais grossa.

4 – Para Darwin toda característica, qualquer que fosse ela, era transmitida por hereditariedade.

5 – No conceito de Darwin, se as alterações não fossem hereditárias, não haveria evolução, pois na geração seguinte os descendentes nasceriam todos iguais, de modo que não poderiam por isto continuar ocorrendo competição e as diferenças adquiridas não se acumulariam.

6 – Mesmo após vinte anos de publicação de “As Origem das Espécies”, Darwin ainda continuava firmemente convencido dos efeitos hereditários das modificações orgânicas adquiridas durante a vida dos organismos. Finalizando, cito aqui as palavras do darwinista Nélio Bizzo (um profundo conhecedor da pessoa e obra de Darwin):

“Apesar de Darwin ter manifestado, como vimos, aversão às idéias de lamarck, jamais as contestou; pelo menos em seus elementos centrais. Muito pelo contrário: procurou desenvolve-las e sofisticá-las. Isto não pode ser atribuído a uma simples “fase” da vida do mestre. O ‘Origem” nasceu lamarckista e assim permaneceu. Este é um fato que os seguidores de Darwin omitiram deliberadamente.Algumas pessoas afirmam que Darwin passou a ser lamarckista só no final de sua vida, tentando explicar as variações dos seres vivos. No entanto, a opção não declarada por Lamarck já aparece no rascunho escrito em 1842, assim como no ensaio de 1844. Ele começava o ensaio dizendo: “Nos animais, o tamanho, vigor do corpo, o porte, idade da maturidade, características da mente e do temperamento são modificados ou adquiridos durante a vida do indivíduo e tornam-se características hereditárias. Há razões para crer que o grande desenvolvimento muscular adquirido através de um programa de exercícios, ou por outro lado seu atrofiamento pelo desuso, sejam também herdados” (Nélio Marco - “O que é Darwinismo” – Editora Brasiliense, 1989, p. 19).

Darwin, pois,"nasceu" larmarckista e morreu lamarckista. Não sei porque seus seguidores ignorem este fato!


É isso!

Charles Darwin e Ernst Haeckel: confronto ideológico


Para quem não sabe, Haeckel foi um dos maiores fraudadores no meio evolucionista. No seu tempo foi grandemente influente na Alemanha de Hitler. Suas idéias foram bem recebidas pelos “cientistas nazistas”. A sua “Embriologia”, entretanto, há não muito tempo foi descoberta fraudulenta.
Ele fora amigo de Darwin, que o tinha em grande estima. Por exemplo, em seu “A Origem das Espécies”, Charles Darwin faz menção da sua “Morfologia Geral”, obra esta na qual Haeckel elaborou sua maior farsa. "O professor Haeckel, na sua Morfologia Geral e noutras obras recentes, ocupou-se com a sua ciência e talento habituais do que se chama a filogenia, ou linhas genealógicas de todos os seres organizados. É sobretudo nos caracteres embriológicos que se apóia para restabelecer as suas diversas séries, mas auxiliase também dos órgãos rudimentares e homólogos, bem como dos períodos sucessivos em que as diversas formas da vida têm, supõe-se, aparecido pela primeira vez nas nossas formações geológicas. Assim começou um árduo trabalho e mostrou-nos como deve ser tratada a classificação no futuro” (p. 495).
No seu “A Descendência do Homem” (ou “A Origem do Homem”) Darwin também faz menção de Haeckel: "Haeckel nos lembra que não somente as medusas mas muitos moluscos flutuantes crus-láceos e até pequenos peixes oceânicos compartilham da mes¬ma aparência vítrea, muitas vezes acompanhada de cores pris¬máticas, dificilmente podemos duvidar que também os pássa¬ros pelágicos e outros inimigos as tenham” (p. 310).

O mesmo Haeckel, que praticamente idolatrava Darwin, escreveu também um livo intitulado “A Origem do Homem”, que tenho aqui em mãos, e do qual posto o seguinte trecho, em que ele declara sua satisfação em ter contactado três vezes com Darwin, e no qual discorre sobre o conceito de evolução progressiva, conceito este bem utilizado pelos nazistas:

“Entre os filósofos, ninguém impôs melhor a influência da nossa concepção do mundo que o grande pensador inglês Herbert Spencer, um dos raríssimos sábios contemporâneos que sabem igualar os mais vastos conhecimentos em história natural com a especulação filosófica mais profunda.Spencer pertence àquele antigo grupo de filósofos da natureza que, antes de Darwin, havia encontrado na doutrina evolucionista a chave que deveria permitir a resolução do enigma do universo; ele figura também entre esses evolucionistas que concedem, com razão, a maior importância à herança progressiva, a esta tão discutida transmissão das qualidades adquiridas.Spencer, tal como eu, combateu, desde o primeiro momento, com a maior energia, a teoria do plasma germinal de Weismann, que nega o importantíssimo fator da evolução, procurando se explicar apenas pela "força todo-poderosa da seleção". Na Inglaterra, a teoria de Weismann teve grande êxito, tendo aparecido como "neodarwinismo", opondo-se à nossa concepção de fenómenos evolutivos, caracterizada como "neolamarquismo". Estas afirmações não são de modo algum justificadas; Darwin estava tão convencido do alto teor da herança progressiva, como o seu grande precurssor, Jean Lamarck, e como Herbert Spencer.Tive o prazer de contatar três vezes com Darwin, e sempre verificarnos, sobre esta questão undamental, critérios completamente conformes. Participo da convicção de H. Spencer, de que a herança progressiva é um fator indispensável da teoria monista da evolução e um dos seus elementos mais importantes. Negando-a, como Weismann, cai-se no misticismo, e, neste caso, melhor seria aceitar o mistério da "criação isolada de cada espécie". A própria antropogenia oferece uma infinidade de provas do que defendo.

Se, entretanto, olharmos de um ponto de vista muito geral o atual estado da antropogenia, e se abarcarmos com um só olhar todas as provas empíricas, teremos indiscutivelmente de afirmar: a descendência do homem, a partir de uma série de primatas terciários extintos, não é uma hipótese vaga, mas um fato histórico. Este processo, naturalmente, não pode ser demonstrado por métodos exatos; como também não podemos provar os números fenómenos físicos e químicos que, no decurso 44 de vários milhões de anos, conduziram progressivamente, desdea forma mais simples e desde o primitivo protozoário, até ao gorila e ao Homem.Entre os filósofos, ninguém impôs melhor a influência da nossa concepção do mundo que o grande pensador inglês Herbert Spencer, um dos raríssimos sábios contemporâneos que sabem igualar os mais vastos conhecimentos em história natural com a especulação filosófica mais profunda.Spencer pertence àquele antigo grupo de filósofos da natureza que, antes de Darwin, havia encontrado na doutrina evolucionista a chave que deveria permitir a resolução do enigma do universo; ele figura também entre esses evolucionistas que concedem, com razão, a maior importância à herança progressiva, a esta tão discutida transmissão das qualidades adquiridas.Spencer, tal como eu, combateu, desde o primeiro momento, com a maior energia, a teoria do plasma germinal de Weismann, que nega o importantíssimo fator da evolução, procurando se explicar apenas pela "força todo-poderosa da seleção". Na Inglaterra, a teoria de Weismann teve grande êxito, tendo aparecido como "neodarwinismo", opondo-se à nossa concepção de fenómenos evolutivos, caracterizada como "neolamarquismo". Estas afirmações não são de modo algum justificadas; Darwin estava tão convencido do alto teor da herança progressiva, como o seu grande precurssor, Jean Lamarck, e como Herbert Spencer.

Tive o prazer de contatar três vezes com Darwin, e sempre verificarnos, sobre esta questão fundamental, critérios completamente conformes. Participo da convicção de H. Spencer, de que a herança progressiva é um fator indispensável da teoria monista da evolução e um dos seus elementos mais importantes. Negando-a, como Weismann, cai-se no misticismo, e, neste caso, melhor seria aceitar o mistério da "criação isolada de cada espécie". A própria antropogenia oferece uma infinidade de provas do que defendo.Se, entretanto, olharmos de um ponto de vista muito geral o atual estado da antropogenia, e se abarcarmos com um só olhar todas as provas empíricas, teremos indiscutivelmente de afirmar: a descendência do homem, a partir de uma série de primatas terciários extintos, não é uma hipótese vaga, mas um fato histórico. Este processo, naturalmente, não pode ser demonstrado por métodos exatos; como também não podemos provar os números fenómenos físicos e químicos que, no decurso 44 de vários milhões de anos, conduziram progressivamente, desdea forma mais simples e desde o primitivo protozoário, até ao gorila e ao Homem.

O mesmo acontece, porém, com todas as variedades históricas. Todos cremos na existência de Lineu e de Laplace, de Newton e de Lutero, de Malpigio e de Aristóteles, ainda que não se possa demonstrar, de maneira exata, a sua existência, no sentido da história natural moderna. Estamos persuadidos da existência destes génios e de muitos outros, porque conhecemos as obras que deixaram, e porque vemos a influência que exerceram na história da civilização. E estes argumentos indiretos não valem menos do que aqueles que nos serviram para estabelecer a história dos antepassados do homem.

Dentre todos os mamíferos jurásicos, apenas um osso, o maxilar inferior, chegou até nós; Huxley expôs, com muita oportunidade, as causas deste fenómeno. Todos admitimos que estes animais tinham igualmente uma mandíbula superior, e outros ossos, ainda que não possamos prová-lo diretamente.

A chamada "escola exata" considera a evolução das espécies como uma hipótese não demonstrada, e deveria crer, para ser consequente consigo mesma, que a mandíbula inferior era o único osso que possuíam aqueles estranhos animais.Permitam-me, para terminar, que faça uma rápida concessão, perante o futuro, que se aproxima. Estou firmemente convencido de que não somente a ciência do século XX aceitará, nas suas linhas gerais, a nossa doutrina transformista, como até a considerará como a mais importante conquista do espírito da nossa época. Os seus raios deslumbrantes dissiparam as espessas nuvens da ignorância e da superstição que, até hoje, projetavam uma obscuridade impenetrável no mais importante de todos os problemas: a origem do homem, da sua natureza real, e do seu lugar na natureza. A influência incalculável da antropogenia natural, em relação a todos os ramos da ciência e da civilização, terá os mais felizes resultados.Essa grande obra, começada no nosso século por Lamarck e continuada por Darwin, será definitivamente uma das conquistas mais maravilhosas do espírito humano. E a filosofia monista, que baseamos no evolucionismo, favorecerá poderosamente o conhecimento das verdades naturais, ao mesmo tempo que com a sua utilização prática se obterá os melhores resultados. O sólido fundamento empírico deste monismo nos é fornecido pela zoologia filogênica” (p. 44, 45, Global Editora, 1989).

Darwin, portanto, mantinha uma postura permanentemente ligada aos grandes ideólogos racistas e eugenistas, tais como: Galton, Spencer, Malthus, Haeckel, Broca etc.

É isso!




"Vox populi, non vox Darwin"


Por que mesmo em pleno século XXI a rejeição popular ao darwinismo é avassaladora? Por que Darwin não consegue emplacar no âmbito popular e mesmo entre os professores de ciência?Por que mesmo com o Evolucionismo Teísta de Francis Collins o povo permanece cético da teoria evolutiva? Por grande parte dos professores de ciência também rejeitam a teoria evolutiva tal qual é proposta pelo neodarwinismo?

No ano passado o Estadão on-line publicou uma matéria intitulada: 30% dos docentes ingleses são a favor do criacionismo, na qual se afirmava: “Mais de um quarto dos professores de ciências das escolas públicas da Grã-Bretanha acredita que o criacionismo deveria ser ensinado com a Teoria da Evolução nas escolas, de acordo com uma pesquisa realizada com profissionais do ensino fundamental e médio do país. Foram ouvidos 923 docentes e outros 65% discordaram da inclusão das explicações religiosas para a origem do Universo no currículo escolar". Segundo a matéria: “Os 29% que se disseram a favor concordaram com a frase apresentada pela pesquisa: "O criacionismo deveria ser ensinado nas aulas de ciências com as teorias do Big Bang e da Evolução ." A maioria dos professores (73%), no entanto, respondeu que o tema poderia ser debatido em sala de aula ao se falar sobre evolução e Big Bang”. Comentando esta pesquisa, o ideólogo inglês Richard Dawkins, íncone do ateísmo dogmático da atualidade, expressou sua decepção, classificando o resultado da pesquisa como uma "vergonha nacional". Até mesmo acadêmicos darwinistas têm opiniões, assim, digamos um tanto não-convencionalmente-darwinista, como é o caso do ex-diretor de educação da Royal Society, Michael Reiss, o qual fora obrigado a renunciar ao cargo em setembro por causa da polêmica causada pelas suas opiniões a favor do ensino do criacionismo nas escolas. Conforme a mesma matétria:

“Reiss comentou a pesquisa e disse que as aulas de ciências nas escolas oferecem "uma fantástica oportunidade" para que os estudantes de todas as idades sejam apresentados ao pensamento científico sobre as origens do universo e da evolução da vida. "Alguns estudantes apresentam crenças criacionistas. A tarefa daqueles que ensinam ciências é, portanto, ensinar a ciência garantindo que tais estudantes sejam tratados com respeito." Reiss diz que o criacionismo não deveria ser tratado como equívoco, mas como visão de mundo. "O simples fato de uma determinada coisa não ter fundamento científico não me parece ser razão suficiente para justificar a exclusão do tema de uma aula de ciências." (Estadão).

Voltando ao popular, no ano passado, numa outra pesquisa realizada pelos USA Today/Gallup e publicada no jornal "USA Today" (Folha) e que tinha por título: Americanos acreditam tanto na evolução quanto no criacionismo, foi constado que “um quarto dos americanos escolheu as duas teorias como possível resposta, revelou uma consulta divulgada hoje”. "Do total, diz a folha, 25% dizem que tanto a teoria criacionista quanto a da evolução são definitivamente ou provavelmente certas". Da amostragem geral, a maioria dos americanos expressou uma forte crença no criacionismo, segundo a qual Deus criou os humanos em sua forma atual, durante um período de tempo compreendido nos últimos 10 mil anos. Sessenta e seis por cento disseram acreditar no criacionismo, dos quais 39% afirmaram que definitivamente era certo, enquanto 27% disseram que provavelmente era. Mas 53% disseram acreditar na evolução, teoria científica segundo a qual os humanos se desenvolveram de formas menos avançadas de vida durante milhões de anos. Dezoito por cento expressaram que a evolução era definitivamente certa, enquanto 35% responderam que provavelmente era.

Os resultados foram retirados de uma pesquisa do USA Today/Gallup com um universo de 1.007 pessoas, entrevistadas entre 1º e 3 de junho. A pesquisa tem margem de erro de 3% (vide link 2).

Outra interessante pesquisa, também realizada na terra onde se fecundou o evolucionismo, e onde nasceu o seu ícone máximo, Charles Darwin, a Teoria da Evolução também não é unanimidade. Metade dos britânicos não aceita teoria da evolução, noticiou o site da BBC. Segundo matéria, numa pesquisa conduzida pelo Instituto MORI e no qual se entrevistou 2000 pessoas, “mais da metade da população britânica não aceita a teoria da evolução”. Além disso, diz o jornal, mais de 40% dos entrevistados acreditam que o criacionismo, ou o chamado "projeto inteligente" deveriam ser ensinados nas aulas de ciências das escolas. De acordo com a BBC: Os pesquisadores perguntaram aos entrevistados o que melhor descrevia sua visão da origem e desenvolvimento da vida, ao que 22% responderam criacionismo, 17% optaram pelo desenho inteligente, 48% escolheram a teoria da evolução, de Charles Darwin, e o resto não soube o que responder. O projeto inteligente é o conceito de que algumas criaturas têm características tão complexas que sua existência é melhor explicada por um "projeto inteligente" do que pela seleção natural.Quarenta e quatro por cento optou pelo criacionismo, 41% votou pelo projeto inteligente e 69% defenderam que a teoria darwinista permaneça no currículo escolar. Um dos que encomendou a pesquisa declarou: "Muitas pessoas esperavam que o público optasse pela teoria da evolução, mas muita gente parece acreditar em uma teoria alternativa para a origem da vida. "Segundo o jornal, as conclusões causaram surpresas em meio à comunidade científica (Guardian).


É isso!

05/04/2009

A causa profana de Darwin


Dentre os muitos eventos esperados na comemoração dos 200 anos do nascimento de Charles Darwin, um deles se referiu ao lançamento de vários livros ligados à vida e obra do naturalista inglês, dos quais destaca-se “A Causa Sagrada de Darwin” ("Darwin's Sacred Cause"), dos evolucionistas Adrian Desmond e James Moore, conhecidos por seus muitos trabalhos acerca do autor de “A Origem das Espécies”. Segundo o site de notícia Reuters (vide link abaixo):

“Um novo livro sobre Charles Darwin diz que um ódio passional à escravidão foi fundamental para que ele desenvolvesse a sua teoria da evolução. A teoria foi contra a suposição de muitos à época de que negros e brancos eram de diferentes espécies.

[...]

Os autores do livro, Adrian Desmond e James Moore, também acreditam que ele será um dos mais polêmicos, porque explora o que chamam de humanitarismo de Darwin e contesta a noção de que suas conclusões tenham sido resultado apenas da busca científica.

"Deve haver razões para ele ter chegado a imagens da origem comum da evolução quando não havia precedentes para tanto na zoologia de seu tempo", disse Desmond à Reuters. "Isso vem do antiescravagismo."

"Ninguém duvida que as ilhas Galápagos, os tentilhões, as preguiças gigantes e as tartarugas gigantes tenham sido absolutamente fundamentais para seus pontos de vista e para o que ele estava interessado."

"Mas é preciso observar um certo princípio norteador. Cada navio levava mais de um naturalista naqueles tempos -- por que nenhum deles chegou a essa idéia da origem comum, ainda que a maioria deles tivesse exatamente a mesma evidência?"
Moore disse que o livro não pretendia simplificar o argumento para "sou contra a escravidão, portanto sou evolucionista". E acrescentou: "Esse não é um argumento reducionista. Estamos ressaltando que era preciso que Darwin acreditasse em uma 'ciência da fraternidade' para ver a origem comum. Não podemos descobrir de onde mais ele teria tirado isso."

[...]

Desmond e Moore argumentam que o seu ponto de vista é importante porque mostra que Darwin foi movido por desejos e necessidades humanas, e lança nova luz sobre trabalhos atacados até hoje por serem considerados moralmente subversivos”
(Abril)

A galera de Darwin, comemorou a notícia como se fosse o álibi perfeito que, finalmente, depõe a favor de um Darwin totalmente isento de qualquer nódoa de racismo e preconceito. 

Bom, com o intuito de "estragar" esse falso júbilo darwinístico exponho aqui particularidades de um Darwin totalmente desprovido daquele encantamento quase religioso.


Segundo Nélio Bizzo, um profundo conhecedor dos originais do naturalista inglês, ”Darwin era um cidadão orgulhoso de sua nacionalidade”. O mesmo Darwin constantemente se refere à sua nação, a Inglaterra, como o ápice da civilização. E, como é amplamente conhecido, a Inglaterra daquela época mantinha uma postura firme contra o tráfico negreiro, obviamente por ser ele um impedimento à sua expansão industrial:

”Para o Brasil, a extinção do tráfico negreiro não foi um fato isolado na sua vida econômica: : ao contrário, ela correspondeu às exigências da expansão industrial da Inglaterra” (História do Brasil: Elza Nadai e Joana Neves, p. 164).

Sendo assim, parece evidente que a postura de Darwin contra a escravidão nada mais é do que uma conseqüência da postura da sua própria pátria. Não custa lembrar que Darwin fazia parte da elite inglesa, considerada a “nata” da sociedade vitoriana.

Nélio (um darwinista da USP) vai mais longe a respeito dos objetivos de Darwin, até surpreendendo:

“Sua tarefa parecia consistir em observar, reconhecer os ambientes economicamente importantes para a Coroa Inglesa. Já naquela altura as matérias-primas eram cada vez mais necessárias para um país que passava por uma revolução industrial” (Bizzo, “O que é Darwinismo”, p.52).”

Em relação ao caso do negro que ele defendeu em uma duas anotações no seu diário na Viagem do Beagle, quando nas proximidades do Rio de Janeiro, não o isenta muito de racismo contra os povos de origem  africana. Provavelmente se, em vez de um negro, Darwin estivesse presenciado a tortura de um animal qualquer, ele faria a mesma defesa em relação a este animal.  E por que chego a esta dura conclusão?

Simples!

Por acreditar ele que o negro estava num estágio inferior no processo evolutivo. Em muitos dos seus escritos ela “abre o coração” destilando sua real visão acerca dos africanos, dos índios e do todos aqueles aos quais denominou de “selvagens”. Por exemplo:

“Em algum período futuro não muito distante se medido em séculos, as raças civilizadas do homem exterminarão e substituirão, quase com certeza, as raças selvagens no mundo todo. Ao mesmo tempo, os macacos antropomorfos... serão sem dúvida exterminados. A brecha entre o homem e seus parentes mais próximos será ainda mais larga, pois ela se abrirá entre o homem num estado ainda mais civilizado, esperamos, do que o próprio caucasiano, e algum macaco tão inferior quanto o babuíno, em vez de, como agora, entre o negro ou o australiano e o gorila”(“A Origem do Homem, p. 201).

Em seu livro "Origem do Homem", por exemplo, o negro é sempre colocado como uma espécie inferior, selvagem e incivilizada. Por exemplo:

1 - Comparando-os aos símios:
”Num capítulo anterior vimos que as capacidades mentais dos animais superiores não diferem em qualidade, embora sejam de grau muito diverso, das capacidades mentais dos homens, especialmente das raças inferiores e bárbaras; e parece que também o seu senso do belo não é muito diferente daquele dos quadrúmanos. Com efeito, os negros da África transformam o rosto com rugas paralelas "ou cicatrizes sobre a superfície natural, porque estas horrendas deformações são consideradas atrativos pessoais"; do mesmo modo como os negros e os selvagens de muitas partes do mundo pintam o rosto com sinais vermelhos, azuis e brancos, assim parece que o macho do mandril africano adquiriu o seu focinho rugoso e vivamente colorido a fim de se tornar atraente para a fêmea ” (Origem do Homem, p. 625).

” Quando estão excitados os negros africanos começam a cantar: "Outro negro lhe responderá cantando, e os presentes, se tocados por essa onda musical, farão coro uníssono" . Também o símio exprime fortes sentimentos em diversos tons: a raiva e a impaciência, com os tons baixos; o medo e a dor, com os altos . As sensações e as ideias que a música desperta em nós, ou expressadas pela cadência oratória, por sua beleza e profundidade aparecem quais reminiscências de emoções e pensamentos de uma era remota” (p. 657).

2 – Subestimando seus dotes artísticos:
“Vimos que as faculdades musicais, que nunca estão inteiramente ausentes em nenhuma raça, são suscetíveis de um desenvolvimento pronto e eficaz; com efeito os hotentotes e os negros se tornaram excelentes músicos, apesar de nos seus países nativos raramente se praticar algo que possa ser considerado música” (p. 656).

ADRIAN DESMOND E JAMES MOORE 

Sobre os autores do livro inicialmente citado, faz-se mister realçar que foram eles os mesmos autores de uma das mais extensas biografias ac erca do naturalista inglês: "Darwin: a vida de um evolucionista atormentado", em que se lê:

“Assim, o peneiramento continuava, talvez menos violentamente mas não menos efetivamente. O trabalho de Galton sobre a hereditariedade mental convencera-o.

Os membros mais inteligentes dentro da mesma comunidade terão maior sucesso em relação aos menos inteligentes, e deixarão uma prole numerosa, e essa é uma forma de seleção natural.

O progresso agora dependia de “uma boa educação durante a juventude, época em que o cérebro é impressionável” combinado com “um alto padrão de excelência, inculcado pelos homens mais aptos e melhores” (p. 629)

”Ele havia pensado que nasciam apenas indivíduos suficientes para manter uma espécie estável. Agora aceitava que também as populações selvagens procriavam além de seus meios. Como os arquitetos da lei dos pobres, a natureza não exibia caridade; os indivíduos tinham de se restringir e lutar, como as gangues cada vez maiores de pessoas que viviam dos montes de lixo de Londres, com a fome sempre os olhando no rosto.

[...]

”Na natureza de Darwin, os muitos caíam para que os poucos pudessem progredir. A morte adquiria um novo significado — e havia bastante dela por toda a parte: com o aumento no número de desempregados e desabrigados, os estatísticos médicos estavam compilando seus “livros-caixa da morte” (estatísticas de mortalidade) entre os moradores dos bairros pobres.” 

Os livros-caixa da natureza estavam sempre abertos; o Ceifeiro sentava-se, coberto de negro, com a pena para riscar nomes permanentemente a mão. O progresso não era tanto um hino à beneficência divina quanto um canto fúnebre que acompanhava a luta selvagem. Tanto a ciência darwiniana quanto a sociedade da Lei dos Pobres estavam agora reformadas de acordo com as linhas competitivas de Malthus” 
(p.282 – 283).

[...]

”Mas Darwin acreditava que a guerra colonial era necessária “para fazer os destruidores se diversificarem” e se adaptarem ao novo terreno. A destruição estava se tornando parte integrante de sua concepção malthusiana da humanidade:


Quando duas raças de homens se encontram, elas agem precisamente como duas espécies de animais. — Elas lutam, comem-se uma à outra, trazem doenças uma para a outra etc,, mas, depois vem a luta mais mortal, a saber, a que faz a organização mais adequada, ou os instintos (isto é o intelecto no homem), ganhar o dia” (p. 285).

Os “mais fortes estão sempre extirpando os mais fracos” e os britânicos estavam vencendo todos. A expansão imperial encerrou o isolamento das raças indígenas e impediu seu desenvolvimento por outros caminhos. À medida que os brancos se espalhavam a partir do Cabo, as tribos negras eram forçadas a se unir no interior, fundindo raças e pondo fim a seu isolamento criador de espécies.

Se isto não houvesse acontecido, especulou Darwin, “em dez mil anos o negro provavelmente teria se tomado uma espécie distinta (p.285: “A Vida de um Evolucionista Atormentado: Darwin. Adrian Desmond & James Moore – Geração Editorial. São Paulo, 1995:.

Portanto, se a tentativa desses autores é endeusar Darwin, a própria obra deles depõe contra esta mesma tentativa. Mas vamos aguardar o livro, para não ficar naquele “não li e não gostei”.

Contudo, me parece clara a intenção de ADRIAN DESMOND E JAMES MOORE. Como a propaganda é alma do negócio, nada melhor do que tentar dissolver ou suprimir aquela imagem do darwinismo social tão atrelada à figura de Darwin. Todavia, essa tentativa há de satisfazer apenas os seus fiéis discípulos, tão carentes de consolo!


É isso!

Darwin e Spencer: confronto ideológico


Além de sua postura racista, Spencer ficou conhecido por cunhar a expressão ”Sobrevivência do mais apto”, da qual Charles Darwin fez uso para justificar o funcionamento de sua seleção natural: 
“Dei o nome de seleção natural ou de persistência do mais apto à conservação das diferenças e das variações individuais favoráveis e à eliminação das variações nocivas” (A ORIGEM DAS ESPÉCIES, p. 94).

Spencer via a sociedade como resultado de uma luta competitiva da qual apenas aqueles de “maior força moral” deveriam sobreviver. Do contrário, segundo este ideólogo, a sociedade se debilitaria. Esta idéia, aliás, bem aproveitada por Darwin, fora entendida para várias esferas da sociedade. Foi, por exemplo, usada para justificar moralmente os atos inescrupulosos dos capitalistas que controlavam as indústrias americanas. John D. Rockefeller, por exemplo, dizia que a riqueza que acumulara por meio da gigantesca Standard Oil Trust era “nada mais que a sobrevivência do mais forte... “. 

O nome de Spencer sempre aparece nas obras de Darwin. Em “A Origem das Espécies”, por exemplo, ele cita seis vezes o nome deste filósofo:

1 - "M. Herbert Spencer, numa memória (publicada pela vez primeira no Leader, Março de 1852, e reproduzida nos seus Essays em 1858), estabeleceu, com um talento e uma habilidade notáveis, a comparação entre a teoria da criação e o desenvolvimento dos seres orgânicos" (p. 11)

2 - "Lorde Spencer e outros demonstraram que o boi inglês aumentou em peso e em precocidade, comparativamente ao antigo boi" (p. 46).

3 - "Mas a expressão que M. Herbert Spencer emprega: «a persistência do mais apto», é mais exata e algumas vezes mais cômoda. Vimos que, devido à seleção, o homem pode certamente obter grandes resultados e adaptar os seres organizados às suas necessidades, acumulando as ligeiras mas úteis variações que lhe são fornecidas pela natureza. Mas a seleção natural, como veremos mais adiante, é um poder sempre pronto a atuar; poder tão superior aos fracos esforços do homem como as obras da natureza são superiores às da arte" (p.76).

4 - "M. Herbert Spencer responderia provavelmente que, desde que um organismo unicelular simples se torna, pelo crescimento ou pela divisão, um composto de muitas células, ou se está fixo a algumas superfícies de apoio, a lei que estabeleceu entra nação e exprime assim esta lei: «As unidades homólogas de toda a força diferenciam-se à medida que as suas relações com as forças incidentes são diversas» (p.141).

5 - "Este princípio, segundo M. Herbert Spencer, é que a vida consiste numa ação e numa reação incessante de forças diversas, ou que delas depende; estas forças, como acontece de contínuo na natureza, tendem sempre equilibrar-se, mas, desde que, por uma causa qualquer, esta tendência ao equilíbrio é ligeiramente perturbada, as forças vitais ganham em energia (p. 333).

6 - A psicologia será solidamente estabelecida sobre a base tão bem definida já por M. Herbert Spencer, isto é, sobre a aquisição necessariamente gradual de todas as faculdades e de todas as aptidões mentais, o que lançará uma viva luz sobre a origem do homem e sua história (p. 553).


O mesmo se dá em "A Origem do homem". Por exemplo:

1 - “Embora os primeiros vislumbres de inteligência, segundo Herbert Spencer, se tenham desenvolvido pela multiplicação e pela coordenação de ações reflexas, tanto assim que dificilmente podem ser distintos, como se dá com o caso de jovens animais que mamam, parece que os instintos mais complexos se originaram independentemente da inteligência (p.86).

2 - “O nosso grande filósofo Herbert Spencer recentemente explicou as suas idéias sobre o senso moral. Diz ele: “Creio que as experiências úteis, organizadas e consolidadas através de todas as gerações humanas passadas, têm vindo produzindo modificações correspondentes que, com a contínua transmissão e acumulação, tornaram-se em nós determinadas faculdades de intuição moral, correspondendo certas emoções, que não têm base aparente na experiência individual de utilidade, à conduta certa ou errada" (p.149).

3 - "De maneira semelhante H. Spencer, em seu trabalho genial publicado em «Fortnightly Review», de 1.° de maio de 1870, pg. 535, explica as primeiras formas da crença religiosa no mundo, mediante o fato de o homem ser levado a considerar-se como uma dúplice essência, física e espiritual, por meio de sonhos, sombras e outras causas" (p. 117).

4 - "Herbert Spencer observa que "a música suscita sentimentos latentes cujo significado desconhecemos ou, como diz Richter, nos fala de coisas que não vimos e que nunca veremos". Em contrapartida, quando um orador sente e exprime emoções vivas, o que acontece também na conversa comum, usa instintivamente cadências e ritmos musicais. Quando estão excitados os negros africanos começam a cantar: "Outro negro lhe responderá cantando, e os presentes, se tocados por essa onda musical, farão coro uníssono" (p. 657).

O próprio Spencer, antes de publicar suas idéias sobre eugenia, consultou a obra “Origem das Espécies”, livro-cabeça do evolucionismo. E isso ele deixou bem claro em sua Autobiografia: 

“Até o momento em que tive conhecimento das comunicações dos srs. Darwin e Wallace à Linniæan Society, eu considerava que a causa única da evolução orgânica fosse a hereditariedade das modificações produzidas pelo exercício das funções. A Origem das Espécies provou que eu estava enganado, que a maior parte dos fatos não podia ser devida a semelhante causa, (...) que aquilo que eu supunha ser a causa única podia no máximo ser uma causa parcial. (...) Não recordo se (diante disso) me senti vexado de não ter levado mais longe a idéia que exprimira em 1852, isto é, que entre os seres vivos a sobrevivência daqueles que são objetos de uma seleção é uma causa de desenvolvimento [da espécie]. Mas estou seguro de que, se experimentei tal sentimento, ele desapareceu logo diante do prazer que senti ao ver confirmada a teoria da evolução orgânica” (Herbert Spencer, Autobiographie. Naissance de l’évolutionnisme libéral, 1889, traduction de l’Anglais et résumés par Henry de Varigny, Paris, Félix Alcan, 1907, Chap. XXI).

E, de quebra, vai aí um comentário feito por Desmond e Moore, no qual citam a opinião de Spencer sobre a “nata” da burguesia inglesa, da qual Darwin estava bem inserido:

“Para um ascendente versátil ex-metodista como Spencer, as grandes e bem alimentadas famílias como os Darwin representavam a lâmina afiada do progresso — “a seleção da sua geração”. Isso era o que profetizava a sua teoria — uma teoria da ascensão humana que estava se movimentando cada vez mais em direção do próprio Darwin. Conceitos de progresso, população e evolução tornavam-se populares entre os livres-pensadores literários de Londres, uma rede social estava se formando e um dia ela serviria muito bem a Darwin”  ("Darwin: A Vida de um Evolucionista Atormentado", p. 423).

O verdadeiro Darwin nutria grande respeito pelos principais eugenistas de seu tempo, e, como bem demonstro com estas citações, ele fazia bom uso das obras deles. Isso certamente influenciou filosoficamente na elaboração de suas idéias. Pena que este outro Darwin fora substituído por uma espécie de padre Cícero às avesas.

É isso!

Homem de Neandertal: “a caminho da modernidade”


Após ter sido considerado um rude e ignorante simiesco, que vivia caçando animais gigantes na Idade do Gelo, o famigerado homem de Neandertal, a cada nova pesquisa mais recebe caracaterísticas de um verdadeiro homem moderno. 

Agora, depois de inúmeras pesquisas, descobriu-se que ele escovava os dentes, cantava sua própria música (muito similar ao RAP atual), dançava, aplaudia, tinha uma organização social, enterrava seus mortos, possuía uma linguagem semelhante à nossa etc. A mais recente “novidade” concede-lhe um traço bastante comum com a belíssima Julia Roberts: uma vasta cabeleira ruiva! 

Por tudo isso, parece que, caso lhe desse banho, lhe fizesse a barba, o vestisse à moda atual e o colocasse em qualquer cidade do hemisférico ocidental, não atrairia mais as atenções do que qualquer outro indivíduo!

Recentes pesquisas afirmam que ele compartilha 99,95% do seu DNA com o homem moderno. Portanto, uma mera diferença de 0,5%. 

Parece pouco e insignificante, porém, é o suficiente para fortalecer os objetivos dos darwinistas, que vêem no homem de Neandertal um grande aliado ao gradualismo ortodoxo na origem do homem!

Sobre as pesquisas que os darwinistas vêm realizando com o DNA de fragmentos de material genético obtidos de fósseis desses supostos hominídeos, é interessante que se faça alguns esclarecimentos:

Como é sabido há duas pesquisas realizadas concomitantemente sobre o Neandertal. Uma feita pelo geneticista sueco Svante Pääbo, do Instituto Max-Planck de Antropologia Evolutiva, na Alemanha; a outra, pelo pesquisador americano Eddie Rubin, do Instituto Conjunto do Genoma do Departamento de Energia dos EUA. É importante salientar que ambas as pesquisas têm apresentado resultados um tanto distintos! (O Globo)

Faz-se mister salientar ainda os seguintes esclarecimentos:

▪ Existem grandes margens de erro nas estimativas feitas pelos pesquisadores;

▪ Grande parte de todo o DNA já extraído dos fósseis de neandertais (que habitaram a Europa e o Oriente Médio e que teria se extinguido há 30 mil anos) é de um tipo especial. Trata-se do mtDNA, o DNA das mitocôndrias. Tal material genético só é passado de mãe para filha ou filho;

▪ 
Desta forma, as linhagens dele estão sujeitas a sumir facilmente, bastando apenas que uma mulher só tenha filhos homens para que seu tipo específico de mtDNA desapareça. Existem muitos cientistas que defendem a tese de que processos como esses teriam apagado o registro neandertal do mtDNA atual.

▪ O material genético desgasta bastante com o passar do tempo, e só existem duas cópias de DNA nuclear dentro de cada célula, enquanto há milhares de cópias de DNA mitocondrial". Isto fora dito por James Noonan, pesquisador do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, nos EUA, ao Jornal Folha de São Paulo.

▪ O DNA de fósseis muito antigos em geral é obtido junto com muitas sequências genéticas bacterianas, e é extremamente complicado fazer a separação da amostra.

E por fim:

▪ O seqüenciamento obtido ainda é pequeno para que alguém afirme de cara alguma coisas sobre características físicas dos neandertais.

▪ Até agora, os cientistas conseguiram decodificar apenas uma sequência de cerca de 1 milhão de pares-base, o que representa SOMENTE 0,03% do genoma do fóssil.

É isso!


O que é "evolução"


Quais os sdentidos da palavra evolução? Será que tal termo, biologicamente, refere-se sempre e apenas à Teoria da Evolução tal qual é entendida pelos neodarwinistas? 

Já de início faço saber que evolução e Teoria da Evolução são coisas fundamentalmente distintas. Em outras palavras, nem todas as acepções de evolução têm o mesmo sentido epistemológico. 

Nos livros de Biologia, são os seguintes os principais significados de evolução:

1 – Mudança concernente ao tempo; história da natureza; qualquer seqüência de eventos da natureza.

2 – Mudança nas freqüências de alelos no banco genético de uma população.

3 – Descendência comum limitada: a idéia de que grupos específicos de organismos têm descendido de um ancestral comum.

4 – A seleção natural atuando principalmente sobre variações e mutações aleatórias, para produzir descendência limitada com modificação.

5 – Descendência Comum Universal: o conceito de que todos os organismos têm descendido de um ancestral comum único.

6 – A tese do “relojoeiro cego”: a idéia de que todos os organismos têm descendido de ancestrais comuns apenas mediante processos materiais não guiados, desprovidos de inteligência, sem propósitos, como a seleção natural atuando sobre variações e mutações aleatórias; que os mecanismos de seleção natural, mutação e variação aleatória, e talvez outros mecanismos igualmente naturalistas, são suficientemente capazes de explicar a aparência de desenho nos seres vivos.

Agora, analisemos brevemente tais definições:

1 – Evolução como mudança em relação ao tempo.
 A natureza realmente tem uma história. Em outras palavras: não é estática

2 – Evolução como mudança na freqüência de genes. 
Tal definição está perfeitamente enquadrada no modelo MICROevolutivo. Há fartos exemplos de que isto acontece.

3 – A evolução como Descendência Comum Limitada (DCL)
Designa a cientificamente não controvertida idéia de que muitas variedades diferentes de organismos estão relacionadas por ascendência comum. Aceitar a evolução com este sentido, não implica em aceitar a evolução como descendência comum universal, ou seja, a idéia de que todos os organismos estão relacionados por uma ascendência comum única.

4 - A evolução como um mecanismo que produz mudança limitada e descendência com modificação
É a idéia de que o mecanismo de variação/seleção pode gerar pelo menos uma mudança biológica e morfológica limitada dentro de uma população. 

5 – A evolução como Descendência Comum Universal
Como diz Behe, em “A Caixa Preta de Darwin”: “Na pequena escala, a teoria de Darwin triunfou; hoje é tão polémica quanto a alegação de um atleta de que pode saltar por cima de uma valeta de um metro de largura. Mas é no nível da macroevolução — de grandes saltos — que a teoria provoca ceticismo. Numerosos estudiosos seguiram nas pegadas de Darwin, ao sugerir que enormes mudanças podem ser decompostas em passos pequenos, plausíveis, durante grandes períodos de tempo. Não surgiram, porém, evidências convincentes em apoio a essa tese” (p. 24, 25).

6 – Evolução como a tese do “rolojoeiro cego”
Tal tese sugere que o mecanismo neodarwinista (e outros relacionados) funciona como um substituto ao Planejador, realiza o mesmo papel do criador na explicação científica das origens biológicas. Trata-se de um dos significados de evolução que mais contém implicações metafísicas e visionárias.

Resumindo:
Os itens de 1 a 3 são factuais; o 4 é discutível pelo menos em relação a importãncia da Seleção Natural como mecanismo capaz de gerar mudanças; o 5 é uma inferência sem comprovação empírica e que não pode ser testada; o 6 só pode ser enrendido como consequencia do desespero da ideologia materialista em querer substituir o conceito de Planejamento por outro aparentemente de teor “científico”.

É isso!

--------

Referência bibliográfica:
“Los Significados de Evolucion”. De Stephen C. Meyer e Michel Newton Keas.

A árvore que despencou no chão


Era uma vez uma árvore frondosa, imponente e repleta de grandes e viçosos galhos. Todo aquele que tinha o raro privilégio de vê-la, ficava como que estático e extático tamanha era sua beleza e exuberância. Por isso ela atraía a atenção de pessoas do mundo todo, sendo ainda motivo de conversa desde os ébrios nos botequins até os doutos e mestres nos grandes centros universitários. Havia nela, por assim dizer, certo encantamento que a tornava  verdadeiramente única, ímpar e sem igual em toda face da terra. 

E toda essa singularidade residia no fato de seus galhos serem maravilhosamente compostos de uma infinidade de seres vivos, todos numa rígida e compassada inter-relação, numa progressiva evolução rumo à suprema perfeição. Nos galhos de baixo estavam os vermes, sendo por isso considerados os seres menos dignos de todo o arbusto; a seguir vinha os répteis, depois as aves e os mamíferos e, por fim, no seu mais alto cume, estava o homem, a obra máxima da seleção natural. 

O tempo passou e com ele cresceu o respeito e o apreço que se tinha por ela. Quem, por necedade ou negligência, ousava contestar sua relevância para a humanidade, logo era imediatamente silenciado ou obrigado a rever sua postura anátema. 

- Hereges malditos! diziam seus mais audaciosos defensores.

Mas as árvores envelhecem, e os vestígios do tempo foram lhe tornando a cada dia mais e mais frágil. Ademais, alguns mais céticos, que traziam em si certa desconfiança, na calada da noite resolveram investigar de perto o que realmente se passava com aquele majestoso vegetal. Essas inquirições tornaram-se freqüente e, aos poucos, descobriu-se que muitos dos seus galhos foram postos ali artificialmente por engenhosa habilidade humana, e não como conseqüência da ação invisível da seleção natural, como se supunha a unanimidade acadêmica. Porém, o receio falou mais alto. 

E o tempo continuou a passar. 

Foi então que, num belo dia, num desses dias em que o sol parece brincar de rei, a árvore, pela primeira e única vez balançou. Tal acontecimento trouxe  comoção mundial, e a notícia se espalhou aos quadrantes da terra. Milhares de pessoas vieram então vê-la, quiçá, pela última vez. Toda a imprensa  cercava o grande arbusto numa competição acirrada para ver quem conseguia o melhor ângulo, a melhor imagem. Todavia, eis que de repente, num lapso de tempo,  a grande árvore  despenca e, como água de cachoeira, desfalece no horizonte.

Houve choros, gemidos, lamentações e alguns até se lançaram em precipícios em profundo desespero. Mas nada se podia fazer. O grandioso vegetal estava por fim inerte ao chão. Logo vieram os especialistas, os quais, munidos das mais avançadas técnicas e equipamentos, tentavam descobrir a causa de a grande árvore ter capitulado. O resultado foi rápido e sucinto:

A árvore era uma grande farsa, e os seres que nela ornavam nada mais eram do que produtos da astuta imaginação de certo naturalista, o qual, desejoso de ver sua teoria estabelecida, conseguiu deslumbrantemente a proeza de tornar uma imagem um objeto real.

É isso!

A "religião" que Dawkins não vê


Numa entrevista concedida há algum tempo à revista Veja, o  ideólogo ateísta Richard Dawkins manifestou sua ojeriza à religião com as seguintes palavras:
“Penso que é possível argumentar que a fé é um dos maiores males do mundo, comparável ao vírus da varíola, porém mais difícil de erradicar.”

Mas, afinal, o que dizem as pesquisas sobre fé, espiritualidade, religião e cousas afins? Será que dão sustentação às teses do "cão de guarda de Darwin?"

Bem, vejamos...

Especificamente no que tange às MULHERESsegundo uma pesquisa publicada no site da BBC, as “mulheres que abandonam suas atividades religiosas têm três vezes mais chances de sofrer de ansiedade, depressão e alcoolismo."

De acordo com a BBC “especialistas, da Universidade de Temple, na Filadélfia, analisaram 718 adultos e concluíram que entre as mulheres que haviam deixado de freqüentar a igreja, 21% apresentaram sintomas de ansiedade, depressão e problemas relacionados ao excesso de bebidas alcoólicas” (BBC):

Numa outra pesquisa (realizada com 309 pacientes cardíacos pós-operatório) por pesquisadores da Universidade de Washington confirmou-se que “a fé religiosa pode proteger o bem estar psicológico, através de maiores esperanças e um maior suporte social durante experiências estressantes, como ser submetido à cirurgia cardíaca.”

Tais pesquisas chegaram à conclusão de “que o suporte social e a esperança, encontrados por quem adota o estilo de vida religioso, contribuíram bastante para a redução da depressão e da ansiedade. Foram considerados atos religiosos o agradecimento e o pedido de perdão em orações, a procura pelo suporte espiritual, sentimento de fraternidade com aqueles que dividem a mesma crença, purificação religiosa e pensamentos em benefícios da religião.” Uma das pesquisadores declarou:

"Essas novas pistas parecem ser a chave para a compreensão de como o estilo religioso de se lidar com situações pode ajudar o indivíduo a lidar com situações estressantes” (News Wise):

E, num outro estudo elaborado pelo doutor Dale Matthews, da Georgetown 
University de Washington, e que fora divulgado na Reunião da Academia Americana das Ciências, foi constatado que as pessoas religiosas têm melhor saúde do que aqueles que não estão preocupados com o divino.

O doutor Dale Matthews revisou 212 trabalhos publicados acerca da influência da religião na saúde. Em 70% dos estudos fora concluído que o fato de alguém ser religioso contribuía positivamente em relação à saúde. Apenas 7% dos trabalhos associavam de forma negativa a religião com a saúde (El Mundo):

Existem ainda muitas outras pesquisas que apontam os benefícios de uma espiritualidade sadia. Há estudos, por exemplo, que também atribuem efeitos benéficos da espiritualidade no caso dos idosos. Nos idosos a crença religiosa está associada com a diminuição de atitudes suicidas, consumo de álcool e estresse ( Seidlitz L, Duberstein PR, Cox C, Conwell Y. Attitudes of older people toward suicide and assisted suicide: An analysis of Gallup Poll findings. J Am Geriatr Soc 1995; 43: 993-98;  Bearon LB, Koenig HG. Religious cognition and use of prayer in health and illness. Gerontologist 1990; 30: 249-53).

A religião também está relacionada com a proibição do hábito de fumar, o que colabora para evitar a maior incidência de certas doenças como o câncer (Kaplan BH, Munroe-Blum H, Blazer DG. Religion, health and forgiveness. In Levin JS (ed.). Religion in aging and health. SAGE: Thousand Oaks, 1994. Pp. 52-77).

A religiosidade também promove mecanismos psicológicos diante do envelhecimento, da enfermidade e do sofrimento. Da mesma forma, liga-se com a alta estima e desejo de viver (Nelson PB. Intrinsic/extrinsic religious orientation of the elderly: Relationship to depression and self-steem. J Gerontol Nurs 1990; 16: 29-35;  Poloma MM, Pendleton BF. The effects of prayer and prayer experiences on measures of general well-being. J Psychol Theol 1991; 19: 71-83).

A boa religiosidade também promove esperança, sentido de transcedência e continuidade entre vida e morte ( Rosik CH. The impact of religious orientation in conjugal bereavement among older adults. Int J Aging Hum Dev 1989; 28: 251-60; Koenig HG. Religious behaviors and death anxiety in later life. Hospice J 1988; 4: 3-2; Azhar MZ, Varma SL. Religious psychotherapy as management of bereavement. Acta Psychiatr Scand 1995; 91: 233-35; Alvarado KA, Templer DI, Bresler C, Thomas-Dobson S. The relationship of religious variables to death depression and death anxiety. J Clin Psychol 1995; 51: 202-04).

Também tem sido usada como complementação à psicoterapia (Azhar MZ, Varma SL. Religious psychotherapy as management of bereavement. Acta Psychiatr Scand 1995; 91: 233-35; Waldfogel S, Wolpe PR. Using awareness of religious factors to enhance interventions in consultation-liason psychiatry. Hosp Comm Psychiatry 1993; 44: 473-77).

Numa matéria publicada no site comciencia.com.br, há menção ainda a outros estudos sobre o assunto:

“Estudos realizados em diferentes contextos sócio-culturais têm demonstrado que a espiritualidade tem relação com o comportamento e a predisposição ao vício. Esses estudos começaram em meados da década de 80, nos Estados Unidos. Atualmente, um dos centros norte-americanos mais avançados no assunto é o Duke´s Center para Estudos da Religião e da Espiritualidade, dirigido pelo médico e pesquisador Harold Koenig, autor do livro Manual de religião e saúde. 

Seus estudos científicos têm demonstrando que os praticantes ativos de uma crença podem obter benefícios físicos e mentais, entre eles, sistema imunológico mais resistente e menor propensão a certas doenças. Entre os efeitos negativos estariam o fanatismo religioso e a auto-punição, ou seja, acreditar que doença teria sido enviada como um castigo de Deus.

No Brasil, a equipe do psiquiatra Paulo Dalgalarrondo, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, constatou que a religião pode afetar de diversas maneiras o consumo de álcool e de drogas. O trabalho, intitulado "Religião e uso de drogas por adolescentes", foi publicado em junho de 2004 na Revista Brasileira de Psiquiatria, e avaliou 2.287 estudantes de escolas públicas e particulares de Campinas (SP). 

Os pesquisadores perceberam que o uso intenso de pelo menos uma droga (álcool, tabaco, medicamentos, maconha, solventes, cocaína ou ecstasy) foi maior entre os estudantes que não tiveram educação religiosa na infância. “As pessoas cuja religião condena o uso dessas sustâncias tendem a usá-las menos”, conta. Por outro lado, Dalgalarrondo ressalta que alguns estudos mostraram que pessoas com alto envolvimento espiritual têm a tendência a ser mais depressivas. “A influência depende da própria pessoa e da religião, além de fatores econômicos, culturais e sociais”
, afirma:

E, numa outra esfera social, segundo dados publicados pela FGV:

"Na comparação entre a amostra de presidiários e o restante da população paulista, o dado que mais chamou a atenção do pesquisador foi a quantidade de presos com religiões alternativas (espíritas, afro-brasileiras e evangélicas). O número de presos sem religião (11,7%) também é quase o dobro do que na população de São Paulo (6,4%). Por outro lado, o percentual de católicos e evangélicos é menor entre a massa carcerária" (FGV)

"É de 35,7% o percentual dos que se declaram sem religião nos presídios, um valor mais de duas vezes maior que o encontrado para os sem religião no município [no Rio de Janeiro], que é de 13,3%. Entre os presidiários, 30% deles são católicos e 14% evangélicos, ao passo que em todo o município 61,1% são católicos e 18,3% evangélicos" (FGV)

É possível ainda fazer menção  de outros inúmeros estudos que atestam que uma boa e sadia espiritualidade sempre possuem efeitos benéficos, ao contrário do que lamentavelmente faz transparecer o ateu fundamentalista Richard Dawkins e sua turba. 


É isso!

Wallace, Darwin e os fatos...


“Papagaio come milho, periquito leva a fama!”, diz o ditado popular.

Por que, afinal, Alfred Russell Wallace ficou historicamente renegado ao segundo plano quanto à criação do conceito de seleção natural? Por quais motivos Charles Darwin passou para a história como sendo o grande e original elaborador desta idéia?

Bem. Para quem acredita que “a propaganda é alma do negócio”, vá lá, não é tão complicado compreender as razões desta incoerência; e, para aqueles que, na onda do “maria–vai-com-as-outras”, acreditam em tudo que convém à sua crença dogmática, vá lá, também não é tão difícil entender esta contradição; contudo, para quem acredita que “há algo podre no reino de Darwin”, bom, neste caso é melhor examinar os fatos...

Inicialmente, é bom que se diga que Wallace, ao contrário de Darwin, rejeitou a idéia de que a mente humana pudesse ter sido derivada de primatas. Para ele apenas o espiritualismo poderia explicar tal fenômeno.

Espiritualismo?
Opa! Então isto comprometeria à ideologia materialista emergente?

Hum! Uma boa suspeita!

Em 1855, Wallace publicou um ensaio concernente à distribuição geográfica das espécies que remetia fortemente ao conceito de evolução. Darwin, temendo que sua “originalidade” fosse superada, apressou rapidamente a publicação de seu “A Origem das Espécies”, em 1858. E, com o amplo apoio de Lyell, Hooker e ideólogos positivistas e naturalistas “deixou à vida para entrar na história”. 


É isso!

Os fósseis não falam...


As grandes agências de propaganda têm muito que aprender com os marqueteiros darwinistas. Cada "novidade" trazida por eles logo é convertida numa epopéia verdadeiramente digna de uma produção de Hollywood!

Houve uma época em que alguns deles conseguiram a proeza de transformar um simples dente de uma espécie de porco já desaparecida num “perfeito” elo de transição! E, mais recentemente, a propaganda darwinista exibiu com grande ostentação o famigerado celacanto (uma espécie de peixe), apresentando-o como uma forma transicional pelo fato de ter nadadeiras ósseas, porém quando foi descoberto um espécime vivo, constatou-se que ele não usava tais nadadeiras para andar ou levantar-se! O mais novo “garoto-propaganda darwinista chama-se Tiktaalik roseae!

A busca por fósseis que pudessem fornecer os indícios necessários para provar as teses de Darwin sempre foi uma das grandes utopias da “linha de frente evolucionista”! Daí as muitas alterações de dados e crassas falsificações, como a do Homem de Piltdown, homem do Nebrasca, o Archaeoraptor...

A realidade, porém, é que até o momento nenhum dos fósseis apresentados pelos darwinistas foi suficiente para demonstrar uma sucessão evolutiva gradual nos estratos uniformes nas diversos períodos e eras geológicas. Todos os registros fósseis trazidos à tona até o momento foram imperfeitos em todos os sentidos.  Eles são o que dizem que são apenas pelas  interpretações que lhes são dadas.

Aqui cabe um dado de extrema importância. Em seu livro “A Falsa Medida do Homem”, Stephen Jay Gould apresenta inúmeros exemplos de como a subjetividade orientada para a obtenção de resultados preconcebidos foram importantes para que muitas teorias raciais fossem tidas como à prova de qualquer refutação. Neste caso não se trata de falsificações, mas de interpretações que justifiquem as conclusões pretendidas. 

Ou seja, quando se quer a todo custo encontrar “provas” que justifiquem o que se busca, de algum modo elas serão “encontradas”. 

Gould faz menção, entre muitos exemplos, de Paul Broca, que através da medição de crânios de diversos povos chegou à “conclusão irrefutável” de que os negros, os índios, as mulheres etc., eram “comprovadamente” inferiores! 

“Broca acreditava, presumo, que com sinceridade, que só obedecia aos fatos, e que seu êxito na confirmação das hierarquias tradicionalmente aceitas era o resultado da precisão de suas medições e do cuidado com que estabelecera procedimentos passíveis de repetição” (Gould, "A Falsa Medida do Homem", p. 77). 

A mesma situação PODE está ocorrendo ATUALMENTE no âmbito das especulações darwinistas, no que concerne  às interpretações dadas aos muitos fósseis que rotineiramente são apresentados. A par disto, cabem estas indagações:

Até que ponto idéias preconcebidas não são preponderantes para que se chegue à conclusão, por exemplo, de que o homem de Neanderthal não seja de fato um homem moderno? Até que ponto a diferença genética de 0,5% que dizem nos separar dele não é fruto dessas mesmas idéias preconcebidas, ou seja, de um esforço previamente direcionado ao que se tanto almeja?

Sim, afinal os fósseis não falam!

É isso!


04/04/2009

A linguagem de Collins


Finalmente, após um bom tempo tentando entender os ajustes que os evolucionistas teístas fizeram para conciliar sua crença com o materialismo darwinista, encontrei uma “luz” em “A Linguagem de Deus”, de Francis Collins. No capítulo 10, após alertar de que existem “muitas variáveis sutis da evolução teísta”, o ex-diretor do Projeto Genoma sintetiza a versão típica do que seja o darwinismo teísta, nos seguintes pontos:

1. O universo surgiu do nada, há aproximadamente 14 bilhões de anos.

2. Apesar das improbabilidades incomensuráveis, as propriedades do universo parecem ter sido ajustadas para a criação da vida.

3. Embora o mecanismo exato da origem da vida na Terra permaneça desconhecido, uma vez que a vida surgiu, o processo de evolução e de seleção natural permitiu o desenvolvimento da diversidade biológica e da complexidade durante espaços de tempo muito vastos.

4. Tão logo a evolução seguiu seu rumo, não foi necessária nenhuma intervenção sobrenatural.

5. Os humanos fazem parte desse processo, partilhando um ancestral comum com os grandes símios.

6. Entretanto, os humanos são exclusivos em características que desafiam a explicação evolucionária e indicam nossa natureza espiritual. Isso inclui a existência da Lei Moral (o conhecimento do certo e do errado) e a busca por Deus, que caracterizam todas as culturas humanas.

De acordo com Collins: 

“Se alguém aceita esses seis princípios, percebe que surge uma síntese completamente aceitável, que satisfaz intelectualmente e tem consistência lógica: Deus, que não se limita ao tempo e ao espaço, criou o universo e estabeleceu leis naturais que o regem. Para povoar este universo antes estéril com criaturas vivas, Deus escolheu o mecanismo distinto da evolução para criar micróbios, plantas e animais de todos os tipos. O mais extraordinário é que ele escolheu, propositadamente, o mesmo mecanismo para originar criaturas especiais que teriam inteligência, conhecimento de certo e errado, livre-arbítrio e desejo de afinidade com Ele. Deus também sabia que esses seres, ao fim, optariam por desobedecer à Lei Moral” (p. 206, 207).

Será que tais pontos podem realmente ser harmonizados com à doutrina cristã tradicional? Vejamos...

O universo surgiu do nada, há aproximadamente 14 bilhões de anos.
Obviamente Collins está se referindo ao fantasmagórico Big Bang, que, segundo cálculos não menos fantasmagóricos, teria acontecido a aproximadamente 14 bilhões de anos.
Seu primeiro ponto, portanto, já começa falho, uma vez que se trata de um evento totalmente controvertido e desprovido de comprovações factuais. É, por conseguinte, tão (ou mais) religioso quanto à crença no Sobrenatural!

Apesar das improbabilidades incomensuráveis, as propriedades do universo parecem ter sido ajustadas para a criação da vida.
Observe isto: “Apesar das improbabilidades incomensuráveis, as propriedades do universo parecem...”

Parece que Collins está tentando “forçar à barra” para ajustar o teísmo ao ditames do darwinismo. Ou seja: mesmo apenas “parecendo”, para Collins não deixa de ter sido um fato!

Embora o mecanismo exato da origem da vida na Terra permaneça desconhecido, uma vez que a vida surgiu, o processo de evolução e de seleção natural permitiu o desenvolvimento da diversidade biológica e da complexidade durante espaços de tempo muito vastos.
Sucedeu “apesar das improbabilidades incomensuráveis”. Em outras palavras: a vida surgiu desta forma apesar da probabilidade disto ter acontecido assim ser incomensurável, isto é: sem medida comum com outra grandeza. Ou seja: cai na crença da mesma forma!
Mas:
Quando, a partir do suposto processo evolutivo, a seleção natural passou a atuar? 
Qual (ou quais) espécie inicialmente passou a transmitir características favoráveis, segundo os critérios da seleção natural?

Tão logo a evolução seguiu seu rumo, não foi necessária nenhuma intervenção sobrenatural.
Hum?
E onde esteve Deus durante todo este processo? O que ele realmente fez para ser considerado Deus? Assistiu tudo como um mero espectador? 

Não foi necessária nenhuma intervenção sobrenatural.
Ou seja: o Acaso fez o papel de Deus. E, mais adiante, a seleção natural entra em cena como atriz coadjuvante no processo evolutivo. Logo em seguida, as mutações, e assim ficamos no aguardo de “novos atores” para o imenso palco evolucionista! ((rs))

Os humanos fazem parte desse processo, partilhando um ancestral comum com os grandes símios.
Aqui cabe as pertinentes indagações de Oswaldo Penna:

“Por mais que tenha a evolução durado milhares, milhões, bilhões de anos para deixar funcionar as leis estatísticas, podemos filosoficamente admitir que, pelo mero jogo do acaso das mutações genéticas, selecionadas durante 20 ou 30 milhões de anos na luta pela vida dos primatas, um chimpanzé evoluído seria capaz de pronunciar o “Sermão da Montanha” ? Ou um gorila de dialogar com Platão sobre A república, ou um orangotango de pintar a Capela Sistina? Ou mesmo outro macaco, com a mesma cara simiesca de Emanuel Kant, tenha sentido a necessidade inflexível de elaborar a Crítica da razão pura? Repito, pode o acaso explicar por que tenha um dia um outro macaco, de nome Shakespeare, nascido, crescido e sentido a urgência indeclinável de escrever Hamlet? 

Repito, pode a loteria explicar a Nona Sinfonia de Beethoven

Pode ela “dar” a teoria da relatividade, ainda que tenha o próprio Einstein acentuado seja pouco provável que Deus jogue dados com o universo? (...)

Em suma, seria realmente válida a teoria ortodoxa neodarwinista moderna ao propor que, pela seleção natural, o acaso conduz necessariamente ao progresso do ameba primitivo ao Homo sapiens, e do Homo sapiens a gênios como Platão, Shakespeare, Kant, Beethoven, Einstein ou Neumann? 


Configurar-se-ia um gigantesco acaso se isso assim exatamente acontecesse...” (Penna, Polemos, UnB, 2006. p. 89, 90).

Entretanto, os humanos são exclusivos em características que desafiam a explicação evolucionária e indicam nossa natureza espiritual. Isso inclui a existência da Lei Moral (o conhecimento do certo e do errado) e a busca por Deus, que caracterizam todas as culturas humanas.
Como os humanos, após bilhões de anos de evolução, conseguiu herdar esta natureza divina? E, quais as possibilidades de outra espécie ter em si tal atributo? Por que, dentro desta lógica evolutiva, o ser humano foi o único privilegiado?  Esta espiritualidade teria sido também fruto da seleção natural ou de outro mecanismo evolutivo? 

Resumindo, a visão de Collins:

Coisas não-vivas fizeram surgir organismos vivos;
A geração espontânea aconteceu uma vez;
Os vírus, as bactérias, as plantas e todos os animais estão inter-relacionados entre si.

Em suma:

"É a lógica do criolo doido!" ((rs))


É isso!

Fonte:
"A Linguagem de Deus": Francis S. Collins. Editora Gente, 2007

O Bispo, a Argentina e o Holocausto


E viva a los hermanos

Atualizado em 24 de fevereiro, 2009 - 15:05 
Bispo que negou Holocausto deixa a Argentina

O bispo inglês Richard Williamson, que no ano passado colocou em dúvida a existência do Holocausto durante uma entrevista, deixou a Argentina nesta terça-feira após ter recebido um prazo de dez dias do governo para deixar o país.

Na última quinta-feira o governo da presidente Cristina Kirchner divulgou comunicado dizendo que se o religioso não saísse do país no prazo máximo de dez dias "sem adiamento" seria expulso por decreto. 

Segundo o canal de televisão TN (Todo Notícias), Williamson teria "agredido" um jornalista da emissora que tentava entrevistá-lo no aeroporto nesta terça-feira antes de seu embarque para Londres. 

De boné e jaqueta preta e óculos escuros, Williamson mostrou a mão fechada para a câmera e não respondeu às perguntas do repórter. 

O bispo gerou polêmica depois de uma entrevista a uma TV sueca em 2008 em que colocou em dúvida a existência do Holocausto, que deixou milhões de judeus mortos durante a Segunda Guerra Mundial. 

Este ano, ele voltou a questionar o Holocausto em uma entrevista à revista alemã Der Spiegel, logo após pedido do Papa Bento 16 para que se retratasse das primeiras declarações. 

Williamson, nesta segunda entrevista, disse que se retrataria depois que encontrasse "provas" do Holocausto. 

--

Será que esse bispo assistiu A LISTA DE SCHINDLER, de Steven Spielber ou a A VIDA É BELA, de Roberto Benigni?

Ora, todo mundo sabe que o Holocausto foi a maior catástrofe do século XX. A pessoa que ignora uma tragédia dessa é, sem dúvida,  um perigo para a sociedade e para o convívio social.

E VIVA A ARGENTINA!

É isso!

Charles Darwin e Edir Macedo: confronto ideológico


Não! Não pensem que Edir Macedo bebeu em Darwin para construir seu império financeiro. De forma alguma!

Para um ultradarwinista, colocar Darwin num mesmo paralelo com o bispo da Igreja Universal, é o cúmulo de todas as heresias. Um absurdo!

- É o desespero criacionista, diriam os mais exaltados!

- É a obsessão recalcada pseudo-religiosa de sempre, diria um ou outro mais apegado ao naturalista.

Bem. Embora não faça sentido algum imaginar que Edir Macedo tenha feito uso do “A Origem das Espécies” para elaborar seu Estatuto Doutrinário, em alguns aspectos é perfeitamente possível fazer um confronto ideológico entre ambos, pelo menos em âmbitos específicos. Por exemplo:

A LÓGICA DO CAPITAL
Em seu livrinho “O que é Darwinismo”,  Nélio Bizzo faz uma declaração interessante acerca do naturalista inglês Charles Darwin:

“Não era só o mecanismo da seleção natural que reproduzia os elementos essenciais da sociedade inglesa. No darwinismo original, como vimos, as vantagens adquiridas por indivíduo eram herdadas pelos descendentes. Darwin não entendia nada de herança biológica, mas no outro tipo de herança era ‘expert’. Tinha recebido verdadeira fortuna do pai (cerca de 250 mil dólares). Mesmo sem nunca ter trabalhado, conseguiu ampliá-la e seu destino era certo. Seus filhos a herdariam. O conceito de propriedade estava profundamente arraigado em Darwin e na sociedade em que vivia. 

A teoria evolucionista baseia-se fundamentalmente na suposição de que os organismos evoluem porque se adaptam às condições do ambiente. Pode haver visão mãos cômoda para um jovem burguês almofadinha, interessado em manter a disciplina de seus empregados?
 (
p. 56).

A lógica de Darwin, segundo Bizzo, era a lógica do capital. Trata-se, portanto, da mesma lógica do bispo Edir Macedo, que, em cerca de 30 anos conseguiu montar um verdadeiro “império econômico”, no qual está incluído um dos maiores conjuntos de empresas de comunicação do país.

No que concerne, por exemplo, à viagem de Darwin no Beagle, de acordo com Bizzo:

“Sua tarefa parecia consistir em observar, reconhecer os ambientes economicamente importantes para a Coroa Inglesa. Já naquela altura as matérias-primas eram cada vez mais necessárias para um país que passava por uma revolução industrial” (p.52). Segundo o mesmo Bizzo: “A viagem de Charles Darwin ao redor do mundo não era movida por interesses ‘filantrópicos”, como ele próprio pensava. A Coroa inglesa tinha grande interesse no extremo sul da América. Incentivava clandestinamente a independência da Argentina. Tinha conquistado pela força as Ilhas Malvinas, mudando seu nome para Falklands. Explorava a zona litorânea, mapeando cuidadosamente a costa. Tinha interesse em manter relações amistosas e comerciais, com os nativos ou colonos, onde já existiam” ("O que é Darwinismo", Editora Brasiliense, 1989, p. 46). 

Sim, é claro! 
Para quem imagina que Darwin foi apenas e tão somente “um ilustre cientista inglês que revolucionou o pensamento biológico no fim do século XIX, o qual juntou-se ao navio de pesquisa Beagle, como naturalista e geólogo, para uma longa viagem ao redor do mundo, da qual coletou inúmeras informações que o levou a escrever a obra a qual serviu como base à Teoria da Evolução”, tais ponderações do biólogo Bizzo caem no mesmo âmbito da heresia. Todavia, faz-se mister realçar essa outra pertinente declaração deste eminente professor da USP:

“Quando proponho uma aproximação crítica de Darwin muitas pessoas são levadas a tomar-me como um mero oportunista, uma vez que ele não está mais aqui para se defender. Acho que esta interpretação é por demais simplista. 

Essas mesmas pessoas se espantam em saber que eu fiz uma verdadeira peregrinação jesuítica aos lugares em que Darwin viveu. Fui a Shrewsbury, entrei no quarto onde ele nasceu (a casa é uma repartição pública hoje em dia) visitei a escola onde estudou, o castelo medieval que existe diante dela, fui a Edimburgo, conheci a faculdade de Medicina, o estuário do rio Forth, onde ele fazia coletas assistido pelo professor Grant, um lamarckista fanático que depois se tornaria deputado revolucionário em Londres, além de sua escola em Cambridge, o Christís College, seus aposentos, sua segunda casa em Londres (a primeira delas, onde teve a ideia da seleção natural, foi demolida para a construção da garagem de um supermercado), sua casa em Downe, etc. Enfim, um roteiro de uma verdadeira macaca de auditório. 

Além disso, meu projeto de doutorado me levou a trabalhar com seus manuscritos originais, com sua biblioteca pessoal, seus escritos íntimos e até mesmo os de sua esposa, Emma, em Cambridge, Londres e Downe”. 

Tenho anotadas as datas das menstruações de Emma por um período de mais de dez anos antes dela ter tido seu último filho. Ser um fã não significa ser um adulador, um cego do ponto de vista intelectual. Defendo uma aproximação crítica, procurando compreender o autor dentro do contexto que ele viveu, em sua época, com seus valores. Isso não significa que eu deva compartilhá-los, à moda de alguns de seus admiradores, como Robert Wright"
 (“Darwinismo, ciência e ideologia”. In: “Pesspectivas em Epistemologia e História das Ciências” - Universidade Estadual de Feira de Santana, 1997, p. 147, 148).

Darwin e Macedo, portanto, ideologicamente tem em comum a mesma ambição do famigerado capitalismo selvagem, nutrindo ambos como propósito a universalização de seus conceitos. Enquanto o primeiro fincou sua ideologia no materialismo filosófico, sob a égide do conceito de “sobrevivência do mais forte”, este outro, por sua vez, estabeleceu suas idéias no conceito de “sobrevivência do mais forte espiritualmente”. 

Os pobres, para Darwin, eram fracos mentalmente. Assim, para esse naturalista, os ricos, ou seja, os “mais hábeis”, deveriam abster-se de contrair matrimônio com os “mais fracos, evitando desta forma que a pobreza se propagassem para seus descendentes. Macedo, por sua vez, enxerga a pobreza não como resultado da desigualdade social e da má distribuição de renda, mas sim da falta de fé. Quem, por alguma procela da vida, enfrenta a adversidade financeira, provavelmente tem algum pecado, ou, mais acertadamente na visão do Macedo, “está roubando a Deus”. Daí os rituais de chantagem emocional em seus cultos nas suas muitas igrejas. Paralelamente para Macedo, a pobreza é uma maldição hereditária, que, se não quebrada, pode prosseguir e ser transmitida para as futuras gerações. 

Por tudo isso, metaforicamente pode-se afirmar que, em termos ideológicos Macedo é uma espécie de “darwinista social”. É claro, criacionista por convicção!

É isso!

Evolução, velhice e morte


”A duração da nossa vida é de setenta anos, e se alguns, pela sua robustez, chegam a oitenta anos, o melhor deles é canseira e enfado, pois passa rapidamente, e nós voamos” (Salmo 90:10).

Acabei de ler “Memórias de minhas putas tristes”, do prêmio Nobel de literatura Gabriel Garcia Marquez. Foi quando veio à minha mente uma intrigante questão, aliás, muito pouco abordada pela literatura darwinista. Vamos ao “Memórias”:

”Fazia meses que tinha previsto que minha crônica de aniversário não seria o mesmo e martelado lamento pêlos anos idos, mas o contrário: uma glorificação da velhice. Comecei por me perguntar quando tomei consciência de ser velho, e acho que foi pouco antes daquele dia. Aos quarenta e dois anos havia acudido ao médico por causa de uma dor nas costas que me estorvava para respirar. Ele não deu importância: É uma dor natural na sua idade, falou.

— Então — disse eu —, o que não é natural é a minha idade.

O médico me deu um sorriso de lástima. Vejo que o senhor é um filósofo, disse ele. Foi a primeira vez que pensei na minha idade em termos de velhice, mas não tardei a esquecer o assunto. E me acostumei a despertar cada dia com uma dor diferente que ia mudando de lugar e forma, à medida que passavam os anos. Às vezes parecia ser uma garrotada da morte e no dia seguinte se esfumava.
 Nessa época ouvi dizer que o primeiro sintoma da velhice é quando a gente começa a se parecer com o próprio pai. Devo estar condenado à juventude eterna, pensei então, porque meu perfil equino não se parecerá jamais ao caribenho cru que era meu pai, nem ao romano imperial de minha mãe. A verdade é que as primeiras mudanças são tão lentas que mal se notam, e a gente continua se vendo por dentro como sempre foi, mas de fora os outros reparam.

Na quinta década havia começado a imaginar o que era a velhice quando notei os primeiros ocos da memória. Revirava a casa buscando meus óculos até descobrir que os estava usando, ou entrava com eles no chuveiro, ou punha os de leitura sem tirar os de ver de longe. Um dia tomei duas vezes o café da manhã porque me esqueci da primeira, e aprendi a reconhecer o alarme de meus amigos quando não se atreviam a me lembrar que estava contando a mesma história que havia contado na semana anterior. Naquele tempo tinha na memória uma lista de rostos conhecidos e outra com os nomes de cada um, mas no momento de cumprimentar não conseguia que as caras coincidissem com os nomes”.

[...]

”Desde então comecei a medir a vida não pelos anos, mas pelas décadas. A dos cinqüenta havia sido decisiva porque tomei consciência de que quase todo mundo era mais moço que eu. A dos sessenta foi a mais intensa pela suspeita de que já não me sobrava tempo para em enganar. A dos setenta foi temível por uma certa possibilidade de que fosse a última. Ainda assim, quando despertei vivo na primeira manhã de meus noventa anos na cama feliz de Delganina, me atravessou uma idéia complacente de que a vida não fosse algo que transcorre como o rio revolto de Heráclito, mas uma ocasião única de dar a volta na grelha e continuar assando-se do outro lado por noventa anos a mais” ” (Do “Memórias de minhas putas tristes”).

A questão que pretendo tratar, aqui, diz respeito à velhice e sua fatal consequência, isto é, a morte, ou como diria bandeira: a “indesejada das gentes", porém do ponto de vista evolutivo, ou se preferirem, da seleção natural. Por exemplo:

Em termos adaptativos, que vantagem nossos supostos ancestrais realmente podiam extrair, na aurora da humanidade, ao saber que tinham que inevitavelmente morrer? 

Evolutivamente por que cargas d’água a seleção natural não escolheu características tais que pudessem tornar muito mais longa a vida humana? 

Por que não as selecionou ela e de tal maneira que se evitasse falhas de replicação, falhas de metabolismo e outros processos que provocam nossa degeneração?

Estaria porventura o ser humano adaptado psicologicamente para a morte? Em caso afirmativo, por que então esta diária e ferrenha luta contra ela? Sim, o que leva o homem a evitar a morte? Em outras palavras: o que leva o homem a adiá-la? Acaso a obsessão de livrar-se dela de forma permanente? 

É isso!

As células e seus poderosos motores


Se uma máquina molecular por si mesma já é uma maravilha, que se dirá de um conjunto delas trabalhando coordenadamente?

Recentes artigos e notícias informam que é exatamente isto o que ocorre nas células vivas: os motores moleculares coordenam seus esforços, ou seja, estão ligados por coordenação, trabalhando para uma determinada função. 

O Science Daily (
vide), por exemplo, publicou uma noticia acerca do assunto, na qual se lia: “inclusive dentro da célula, a mão esquerda sabe o que o esta fazendo a direita”. 

Os pesquisadores da Universidade de Virgínia afirmaram
“que os motores moleculares funcionam de uma maneira assombrosamente coordenada”, quando umas “simples” algas chamadas Chlamydominas tem que se deslocar por meio de seus flagelos. Isto contradiz modelos anteriores que representavam os motores competindo entre si como num cabo-de-guerra. 

"A nova pesquisa da Universidade de Virgínia proporciona sólidas provas de que os motores estão realmentefuncionando em coordenação, todos se movendo em uma direção, como se estivesse sob as mesmas ordens, ou em direção oposta – e novamente, como se estive sob um controle rigoroso.”

É como que imaginar um líder ou supervisor que comanda o processo. Compreender isto poderia servir de ajuda em tratamentos de transtornos neurodegenerativos. O artigo não fez menção da evolução. Os pesquisadores publicaram suas pesquisas PNAS (vide abaixo).

Outro sistema celular do qual informava o Science Daily (
vide) tem relação com a coordenação de componentes independentes. A transposição de ADN composta de ARN mensageiro sai do núcleo em pequenos motores em 3D, “esticando-se” por um código linear para ser lido pelo ribossomo. E mais uma vez o artigo não diz nada acerca de evolução.

Aos darwinistas cabe agora a dura missão de tentar explicar sob a lógica do acaso (e de seus “aliados”) a ação coordenada de múltiplas peças necessárias para um determinada função, na qual a menor falha de qualquer um de seus componentes, pode levar à doença e até à morte. 

Se conseguirem tal proeza sem ginásticas filosóficas e devaneios ateístas, restam-lhe à glória, ou, quiçá, o “Troféu Popper de Epistemologia.” ((rs))



É isso!


Referência:
Laib, Marin, Bloodgood and Guilford, «The reciprocal coordination and mechanics of molecular motors in living cells», Proceedings of the National Academy of Sciences EE. UU., publicado en línea el 12 de febrero de 2009, doi: 10.1073/pnas.0809849106.




A turminha "evo psy"


Para quem não sabe, “evo psy”, no jargão inglês é sinônimo de psicologia evolucionista

São as características básicas dos “evos psys”: 
1 – Aplicam o mecanismo de seleção natural proposto por Darwin aos comportamentos humanos,
2 - São radicais em suas posturas pró-Darwin,
3 – Acreditam que, se existem maneiras de agir universais, é porque foram selecionadas durante o processo evolutivo,
4 –  Creem que os comportamentos essencias das espécies estão inscritos no genes e por eles são transmitidos.
5 – São adeptos do reducionismo,
6 - Desconsideram comportamentos específicos na vida cultural,
7 – Trata-se, portanto, do ressurgimento da velha sociobiologia de Edward O. Wilson, um biólogo politicamente conservador, de Harvard.

Problemas básicos dos “evos psys”:
1 – Fundamentam suas teses em histórias inverificáveis e não suscetíveis de experimentações,
2 – Dependem de hipóteses sobre a função de certos comportamentos há milhares de anos,
3 - Não possuem testemunhos da vida social da época a que tratam.

Principais críticos dos "evos psys":
1 - Jay Gould
2 - Richard Lewontin

Como ironizou um jornalista numa matéria da Folha: 
“Parece que a "evo psy" veio para ficar. Deve oferecer alguma vantagem evolutiva a seus adeptos”.

É isso!

Planejamento Inteligente


Planejamento é o ato ou efeito de planejar. O verbo planejar, por sua vez, significa fazer o plano de, fazer planta de, fazer tenção de, projetar, traçar, planear, conjeturar, elaborar um plano ou roteiro etc.

É comum a galera de Darwin, numa atitude previa e ridiculamente moldada, tecer comentários sobre a Teoria do Desenho Inteligente (Tedeísmo) como um fenômeno de características religiosas ou milagrosas, o qual pretende explicar a origem da vida mediante precessos mágicos, em que os seres vivos teria aparecido como num “abre-te sésamo” ou num “puf”, ou seja, instantaneamente. 

Todavia, a idéia de planejamento em si já rechaça essa errônea e sutil interpretação. Michael Behe, por exemplo, em seu já conhecido livro “A Caixa Preta de Darwin” (publicado o Brasil pela Editora Zahar), traz alguma luz sobre a questão. 

Vejamos:

”Os sistemas bioquímicos de complexidade irredutível que discutimos neste livro não tinham que ser produzidos recentemente. É de todo possível, à vista do simples exame dos próprios sistemas, que tenham sido planejados há bilhões de anos e que chegaram ao presente através dos processos normais de reprodução celular.

Talvez um cenário especulativo ilustre bem esse argumento. Suponhamos que há quase quatro bilhões de anos o planejador fabricou a primeira célula, já contendo todos os sistemas bioquímicos irredutivelmente complexos discutidos aqui, e muitos outros. (Podemos postular que o planejamento de sistemas que deveriam ser usados mais tarde, como a coagulação do sangue, esteve presente, mas ainda não "ligado". Nos organismos modernos, numerosos genes são desligados temporariamente, às vezes durante gerações, para serem ligados mais tarde.) 

Suponhamos ainda que o planejador colocou nas células alguns outros sistemas, sobre os quais não podemos fornecer prova suficiente, para concluir o planejamento. A célula que continha os sistemas planejados foram, em seguida, deixadas em piloto automático para reproduzir-se, passar por mutação, comer e ser comida, chocar-se com rochas e sofrer os efeitos de todos os caprichos da vida aqui na Terra. [...] Esses fatos acidentais não significam que os sistemas bioquímicos iniciais não foram planejados.

[...]

Ideias simples podem levar um tempo surpreendentemente longo para se desenvolverem. Uma das maneiras como uma ideia simples pode ser desviada de sua rota é pela fusão com uma ideia estranha. Quando examinada em si mesma — longe de ideias sem relação lógica —, vê-se que a ideia de planejamento inteligente é bem sólida, respondendo facilmente ao argumento baseado na imperfeição”. 


Fonte:
Michael Behe, "A caixa preta de Darwin", Rio de Janeiro, Zahar, 1997, p. 228-230

Darwin e Hitler: confronto ideológico


Ideologicamente o que haveria de comum entre as idéias do ditador alemão e os conceitos do naturalista inglês? Que ligação é possível fazer acerca do conteúdo ideológico de “Minha Luta”, de Adolf Hitler, e “A Origem do Homem”, de Charles Darwin? 

Bem. Não obstante tenha uma opinião firmada sobre a questão, vou apenas transladar para este espaço alguns textos extraídos das obras supramencionadas, e de modo que, cada pessoa, tendo interesse, faça sua própria análise e chegue à sua própria conclusão. 

O confronto aqui exposto se dará basicamente de acordo com os seguintes critérios que norteiam à Eugenia:

1 - 
Supremacia de uma “raça” considerada "superior" por outra tida como "inferior",

2 - A hereditariedade dos caracteres físicos e mentais: o patrimônio hereditário dos pais,

3 - A necessidade de se impedir a união conjugal entre “as raças inferiores” e aquelas consideradas “superiores”: regulamentação do casamento,

4 - A sobrevivência da raça considerada "mais apta" ou "mais forte",

5 - A natureza agindo seletivamente em prol da "raça superior" ou "mais civilizada".



SÍNTESE
A sociedade vista com uma clara divisão: de um lado, os membros “superiores”, os “mais fortes”, sadios, inteligentes, ricos, civilizados e, obviamente, brancos; do outro lado, os membros “inferiores”, os “mais fracos”, mal nutridos, doentes, pobres, selvagens, incivilizados, de constituição racial duvidosa, os quais deveriam ser impedidos de se reproduzirem, pois acabariam por “rebaixar toda a raça”, e de tal modo que, limitando-se os rituais de seleção “vistos” na natureza, é possível acelerar o progresso da humanidade. Os mais aptos, evidentemente, encontra-se entre os indivíduos das classes dominantes.

 

1 – DARWIN – “A ORIGEM DO HOMEM E A SELEÇÃO SEXUAL” -  ”The Descent of Man and Selection in Relation to Sex”:

”A seleção permite ao homem agir de modo favorável, não somente na constituição física de seus filhos, mas em suas qualidades intelectuais e morais. Os dois sexos deveriam ser impedidos de desposarem-se quando se encontrassem em estado de inferioridade muito acentuada de corpo ou espírito. 

Todos aqueles que não podem evitar uma abjeta pobreza para seus filhos deveriam evitar de se casar, porque a pobreza não é apenas um grande mal, mas ela tende a aumentar; (...) enquanto os inconscientes se casam e os prudentes evitam o casamento, os membros inferiores da sociedade tendem a suplantar (em número) os membros superiores. 

Como todos os animais, o homem chegou certamente ao seu alto grau de desenvolvimento atual mediante luta pela existência, que é conseqüência de sua multiplicação rápida; e, para chegar a um mais alto grau ainda, é preciso que continue a ser mantida uma luta rigorosa (...). 

Deveria haver concorrência aberta para todos os homens e dever-se-iam fazer desaparecer todas as leis e todos os costumes que impedem os mais capazes de conseguir seus objetivos e criar o maior número possível de crianças” (p. 710). 

“Assim, no que toca as faculdades mentais, a sua transmissão se manifesta nos cães, nos cavalos e nos outros animais domésticos. Ademais, seguramente se transmitem gostos e hábitos particulares, a inteligência em geral, a coragem, o bom e o mau temperamento, etc. Com o homem assistimos a fatos semelhantes ern quase toda família; e agora, graças às notáveis obras de Galton , sabemos que o gênio, que compreende uma combinação extraordinariamente complexa de faculdades elevadas, tende a ser hereditário; por outro lado é igualmente certo que a loucura e as deficiências psíquicas se transmitem nas famílias” (p. 41).

Passaremos agora a considerar as faculdades intelectuais. Se em todo grau da sociedade os membros fossem divididos em dois grupos iguais, um abrangendo os membros intelectualmente superiores e o outro aqueles inferiores, não haveria dúvida alguma de que o primeiro teria o melhor êxito em todas as ocupações e o último teria um maior número de filhos” (p. 189).


“Também no mais baixo nível de vida, a capacidade e a habilidade podem ser de alguma vantagem, embora em muitas ocupações seja bastante pequena, em virtude da grande divisão do trabalho. Por isso, nas nações civilizadas haverá uma certa tendência para incrementar tanto o número como o nível da capacidade intelectual. Mas não quero afirmar que esta tendência não possa ser mais do que contrabalançada em outras maneiras, por exemplo pela multiplicação dos imprevidentes e dos irriquietos; mas também a pessoas como estas a habilidade deve ser de alguma forma vantajosa.

Muitas vezes se tem objetado, para idéias semelhantes, que os homens mais eminentes não têm deixado descendentes que herdassem o seu grande intelecto. Galton afirma:

"Sinto desgosto em ser incapaz de resolver a simples questão sobre até que ponto homens e senhoras, que são muito geniais, são estéreis. Contudo, tenho demonstrado que homens eminentes não são absolutamente assim" (p.163).

” No caso das estruturas corpóreas, o fator que contribui para um progresso de uma espécie é a seleção de indivíduos ligeiramente mais dotados e a eliminação daqueles menos dotados, e não a conservação de anomalias fortemente acentuadas e raras” (p. 164).

”O mesmo se dará com as faculdades intelectuais, visto que os homens um pouco mais hábeis em qualquer grau da sociedade têm melhor êxito do que os menos hábeis e, conseqüentemente, progridem em número, quando não são obstaculados de um outro modo. Quando numa nação o nível de inteligência e o número de pessoas inteligentes cresceram, de acordo com a lei do desvio da média, podemos contar com o aparecimento dos gênios com um pouco mais de frequência do que antes” (p. 164).

”No que diz respeito às qualidades morais, a eliminação das piores disposições está sempre aumentando também nas nações mais civilizadas. Os malfeitores são justiçados ou lançados na prisão durante longos períodos, a fim de não poderem transmitir livremente as suas más qualidades. Os hipo¬condríacos e os loucos são confinados ou suicidam-se. Os violentos e os briguentos encontram muitas vezes um triste fim. Os vadios que não têm nenhuma ocupação estável — e este resto de barbárie representa um grande obstáculo para a civilização — emigram para países há pouco colonizados, onde se transformam em úteis pioneiros” (p. 164). 

”As mulheres corrompidas geram poucos filhos e os homens corruptos raramente se casam; tanto elas como eles são vítimas de doenças. Na criação de animais domésticos, a eliminação dos indivíduos, embora escassos em número, que de algum modo evidente são inferiores, constitui um elemento em nada absolutamente negligenciável para o êxito. Isto é particularmente válido para aqueles caracteres negativos que têm a propensão ao reaparecimento através da reversão, como a cor negra das ovelhas; e no gênero humano, algumas das piores disposições que aparecem nas famílias, sem uma causa determinada, podem constituir talvez um retorno ao estado selvagem, do qual nos temos afastado em não muitíssimas gerações. Esta ideia, na verdade parece ser reconhecida pela expressão popular de que tais homens são as ovelhas negras da família (p. 164, 165).

”Nas nações civilizadas, enquanto não for atingido um adiantado nível de moralidade e um notável número de homens sinceramente bons, a seleção natural tem efeitos aparentemente escassos, embora os instintos sociais fundamentais sejam originariamente adquiridos por seu intermédio”(p. 165). 

”Greg e Galton muito têm insistido sobre o obstáculo mais importante, existente nos países civilizados, contra o aumento do número dos homens de classe superior, isto é, sobre o fato de que os mais pobres e os negligentes, que frequentemente são degradados pelo vício, quase invariavelmente se casam antes, enquanto que os prudentes e os frugais, que em geral são virtuosos também em outras maneiras, contraem matrimônio em idade avançada, com a finalidade de poderem ser capazes de permanecer, eles mesmos e os seus filhos, na comodidade” (p. 166). 

“Ou, nas palavras de Greg: "O irlandês imprevidente, esquálido, sem ambições, multiplicase como os coelhos; o escocês frugal, previdente, cheio de auto-respeito, ambicioso, austero na sua moralidade, espiritualista nas suas opiniões, sagaz e disciplinado na sua inteligência, passa os seus melhores anos na luta e no celibato, casa-se tarde, gera poucos filhos. Supondo um país originariamente povoado por cem saxões e com celtas — e vereis que numa dúzia de gerações os 5/6 da população serão célticos, mas os 5/6 da riqueza, do poder, do intelecto pertencerão à sexta parte de saxões que ficam. Na eterna "luta pela existência", é a raça inferior e menos favorecida que tem prevalecido e não por causa das suas boas qualidades, mas por causa dos seus defeitos" (p. 167) .

”Também a mortalidade dos maridos abaixo dos vinte anos é "excessivamente elevada", mas há dúvida sobre qual seria a causa disto. Por fim, se os homens que prudentemente adiam o matrimônio, até que estejam em condições de manter a sua família com conforto, pudessem escolher, como muitas vezes fazem, as mulheres jovens, o percentual de aumento na classe melhor sofreria apenas uma escassa redução” (p. 168).

”Admite, contudo, que os intemperantes, os dissolutos e as classes criminosas, cuja duração de vida é breve, comumente não se casam; deve-se, outrossim, admitir que os homens de constituição fraca, de saúde doentia ou com alguma grande enfermidade mental ou física, muitas vezes não desejam casar-se ou são rejeitados” (p. 168).

”De um modo geral, podemos concluir com o Dr. Farr, quando diz que a menor mortalidade dos casados em relação aos não casados, que parece uma lei geral, "deve-se principalmente à constante eliminação dos tipos imperfeitos e à hábil seleção dos melhores indivíduos em toda geração", enquanto a seleção se refere somente ao estado conjugal, e age sobre todas as qualidades, físicas, intelectuais e morais. Podemos portanto deduzir que os homens sadios e bons, que por medida de prudência permanecem solteiros por um certo tempo, não sofrem uma alta porcentagem de mortalidade” (p. 169).

”Se os obstáculos especificados nos últimos dois parágrafos e quiçá outros ainda desconhecidos não podem evitar que os membros da sociedade negligentes, viciados e de vários modos inferiores aumentem numa percentagem mais rápida do que as classes superiores, então a nação retrocederá, conforme infelizmente muitas vezes tem acontecido na história do mundo” (p. 169).

”Devemos recordar-nos de que o progresso não é uma regra invariável. É muito difícil dizer porque uma nação civilizada tem origens, se torna mais poderosa, estende-se mais do que uma outra; ou porque esta mesma nação progride mais num período do que noutro. Podemos tão somente dizer que isto depende do aumento do número atual da população, do número de homens dotados de elevadas faculdades intelectuais e morais e do seu nível de excelência. A estrutura física parece ter escassa influência, exceto para o fato de que o vigor do corpo conduz ao vigor da mente” (p. 170).

”Os indivíduos e as raças podem ter adquirido certas vantagens indiscutíveis e no entanto ter perecido por causa da fraqueza de outros caracteres. Os gregos podem ter decaído por falta de coesão entre os seus pequenos estados, pela pouca extensão de todo o seu território, pela prática da escravidão ou pela extrema sensualidade. 

Com efeito, eles não sucumbiram senão quando "foram desfibrados e corrompidos profundamente". As nações da Europa ocidental, que atualmente em tanto superam os seus primitivos antepassados selvagens, pouco ou nada devem da sua superioridade à direta herança dos antigos gregos, embora muito devam às obras escritas por aquele povo maravilhoso” (p. 170).

”Os notáveis êxitos dos ingleses como colonizadores, em comparação com outras nações europeias, foram atribuídos à sua "energia audaz e persistente"; um resultado que ficou bem evidenciado ao comparar o progresso dos canadenses de ex-tração inglesa e francesa; mas, quem pode dizer como é que os ingleses adquiriram a sua energia?”(p. 171).

”Aparentemente existe muita verdade na opinião de que os maravilhosos progressos dos Estados Unidos e o caráter deste povo são o resultado da seleção natural; com efeito, os homens mais enérgicos, irrequietos e corajosos de todas as parte da Europa emigraram durante as últimas dez ou doze gerações para esse grande país e lá tiveram o melhor êxito” ” (p. 171).

” Por mais obscuro que seja o progresso da civilização, podemos pelo menos ver que uma nação que, durante um período prolongado, produziu o máximo número de homens de maior intelecto, enérgicos, corajosos, patrióticos, generosos, em geral deveria prevalecer sobre as nações menos favorecidas”(p. 171).

”A seleção natural deriva da luta pela existência e esta de uma rápida taxa de aumento. Não é possível deixar de lamentar a taxa com que o homem tende a aumentar; mas se isto é prudente, é outra questão. Efetivamente, nas tribos bárbaras isto leva ao infanticídios e a muitos outros males e, nas nações civilizadas, à pobreza abjeta, ao celibato e aos matrimónios mais tardios dos homens prudentes” (p. 171). 

”Quando em muitas partes do mundo vemos enormes áreas da terra mais fértil, capazes de sustentar muito bem numerosas famílias, mas povoadas somente por alguns selvagens errantes, devemos então deduzir que a luta pela existência não tem sido suficientemente dura para forçar o homem a atingir o seu mais elevado nível” (p. 171).

”A julgar de tudo o que sabemos do homem e dos animais inferiores, sempre tem havido uma suficiente variabilidade em suas faculdades morais e intelectuais para um progresso seguro através da seleção natural.Sem dúvida, tal progresso requer muitas circunstâncias favoráveis convergentes; mas não é certo que a mais favorável teria sido suficiente, no caso em que a taxa de incremento não tivesse sido rápida e a consequente luta pela existência extremamente dura” (p. 172).
 

”Isto se torna evidente também pelo que vemos, por exemplo, nas zonas da América do Sul, onde um povo que pode ser chamado de civilizado, como os colonos espanhóis, está sujeito a tornar-se indolente e a retroceder, quando as condições de vida são muito fáceis. No que toca às nações altamente civilizadas, num nível subordinado,, o contínuo progresso depende da seleção natural: com efeito, tais nações não se sobrepujam e exterminam mutuamente como fazem as tribos selvagens” (p. 172). 

”Não obstante isto, os membros mais inteligentes, no seio da mesma comunidade, terão mais êxito com o correr do tempo do que os menos inteligentes, e terão prole mais numerosa; e isto não deixa de ser uma forma de seleção natural. As causas mais eficazes do progresso parecem consistir numa boa educação durante a juventude, quando a mente é suscetível de ser formada, e num alto nível de excelência, imposto pêlos homens mais capazes e melhores, incorporado nas leis, costumes e tradições da nação e reforçado pela opinião pública” . Contudo, deve-se ter presente que a consolidação da opinião pública depende da apreciação que fizermos da aprovação e desaprovação dos outros. Esta apreciação é fundada na nossa simpatia que, indubitavelmente, originariamente se desenvolveu através da seleção natural como um dos mais importantes elementos dos instintos sociais” (p. 172). .

”Os habitantes da Terra do Fogo foram provavelmente forçados por outras hordas de conquistadores a estabelecer-se na sua terra não hospitaleira e podem conseqüentemente ter regredido, mas seria difícil provar que tenham decaído mais do que os botocudos, que habitam a melhor parte do Brasil.

A prova de que todas as nações civilizadas descendem daquelas bárbaras, encontramo-la, de um lado, em traços claros da sua primitiva baixa condição, nos costumes, ideias e língua ainda existentes, e por outro lado, na prova de que os selvagens são independentemente capazes de soerguer-se de qualquer grau na escala da civilização e atualmente efetivamente se ergueram” (p. 173).

"Em geral se crê que a mulher supera o homem na intuição, na maneira rápida como entende as coisas e talvez na imitação, mas pelo menos algu¬mas dessas faculdades são características das raças inferiores e por conseguinte de um estágio de civilização mais baixo e já ultrapassado” (p. 649).

” A distinção principal nos poderes mentais dos dois sexos reside no fato de que o homem chega antes que a mulher em toda ação que empreenda, requeira ela um pensamento profundo ou então razão, imaginação, ou simplesmente o uso das mãos e dos sentidos. Se houvesse dois grupos de homens e mulheres que mais sobressaíssem na poesia, na pintura, na escultura, na música (trate-se da composição ou da execução), na história, nas ciências e filosofia, não poderia haver termos de comparação. Baseados na lei do desvio da média, tão bem ilustrada por Galton em seu livro Hereditary Genius, podemos também concluir que, se em muitas disciplinas os homens são decididamente superiores às mulheres, o poder mental médio do homem é superior àquele destas últimas” (p. 649).

”Num capítulo anterior vimos que as capacidades mentais dos animais superiores não diferem em qualidade, embora sejam de grau muito diverso, das capacidades mentais dos homens, especialmente das raças inferiores e bárbaras; e parece que também o seu senso do belo não é muito diferente daquele dos quadrúmanos. Com efeito, os negros da África transformam o rosto com rugas paralelas "ou cicatrizes sobre a superfície natural, porque estas horrendas deformações são consideradas atrativos pessoais"; do mesmo modo como os negros e os selvagens de muitas partes do mundo pintam o rosto com sinais vermelhos, azuis e brancos, assim parece que o macho do mandril africano adquiriu o seu focinho rugoso e vivamente colorido a fim de se tornar atraente para a fêmea. Certamente parece-nos estranho que a parte traseira do corpo seja ainda mais colorida do que o focinho, com a finalidade precisa de servir de ornamento, mas, na realidade, isto não causa maior estranheza do que a decoração das caudas de muitos pássaros” (p. 625).

”O homem acumula riquezas e as transmite aos seus filhos, de modo que os filhos dos ricos levam vantagem sobre aqueles dos pobres na corrida para o êxito, independentemente da superioridade física ou mental. 

Por outro lado, os filhos de pais de vida breve e que portanto em média são privados de saúde e vigor, herdam as suas riquezas antes que os outros, provavelmente se casarão antes e farão com que um maior número de descendentes herde a sua fraca constituição. Quando um homem pobre se torna modestamente rico, os seus filhos se inserem no exercício de profissões onde há luta à farta, de modo que aquele que é hábil física e mentalmente tem melhor sucesso. A presença de um grupo de homens bem instruídos, que não devam lutar pelo seu pão cotidiano, reveste-se de uma tal importância que, seja como for, não pode ser subvalorizada enquanto todo trabalho intelectual elevado é por eles realizado, pois de tal depende sobretudo o progresso material de todo gênero, para não lembrarmos outras e mais elevadas vantagens.Sem dúvida, quando a riqueza é grande demais, a mesma tende a converter o homem num ocioso inútil, mas se trata de um número exíguo; e verifica-se um certo grau de eliminação, visto que vemos cotidianamente homens ricos, que são néscios ou dissolutos, esbanjar as suas riquezas” (p. 162).


” Quem tiver visto um selvagem em sua terra nativa não sentirá muita vergonha se for constrangido a reconhecer que em suas veias corre o sangue das mais humildes criaturas. Quanto a mim, quisera antes ter descendido daquela pequena e heróica macaquinha que desafiou o seu terrível inimigo para salvar a vida do próprio guarda; ou daquele velho babuíno que, descendo da montanha, levou embora triunfante um companheiro seu jovem, livrando-o de uma matilha de cães estupefatos, ao invés de descender de um selvagem que sente prazer em torturar os inimigos, que encara as mulheres corno escravas, que não conhece o pudor e que é atormentado por enormes superstições” (p. 712).

 

2 – HITLER – “MINHA LUTA” – ”Mein Kampf”

“Quem, física ou espiritualmente, não é sadio ou digno, não deve perpetuar os seus defeitos através de seus filhos! Nisso consiste a maior tarefa educativa do Estado nacionalista. Isso será visto, de futuro, como uma obra mais elevada do que as mais vitoriosas guerras do atual século burguês. Educando o indivíduo, o Estado deve ensinar que não é uma vergonha, mas uma lamentável infelicidade, ser fraco ou doente, mas é um crime e também uma vergonha que se arrastem, nessa infelicidade, por mero egoísmo, inocentes criaturas. Ao contrário é uma prova de grande nobreza de sentimentos, do mais admirável espírito de humanidade, que o doente renuncie a ter filhos seus e consagre seu amor e sua ternura a alguma criança pobre, cuja saúde dá esperança de vir a ser ela um membro de valor de uma comunidade forte. Nessa obra de educação, o Estado deve coroar os seus esforços tratando também do aspecto intelectual. Deve agir, nesse sentido, sem consideração de qualquer espécie, sem procurar saber se a sua atuação é bem ou mal entendida, popular ou impopular” (p. 181). 

“A própria natureza costuma agir no sentido de limitar o aumento de população de determinadas terras ou raças, em épocas de grandes necessidades ou más condições climáticas, bem como de pobreza do solo; e isso com um método tão sábio quão inexorável. Ela não impede a capacidade de procriação em si e sim, porém, a conservação dos rebentos, fazendo com que eles fiquem expostos a tão duras provações que o menos resistente é forçado a voltar ao seio do eterno desconhecido, o que ela deixa sobreviver às intempéries está milhares de vezes experimentado e capaz de continuar a produzir, de maneira que a seleção possa recomeçar" (p. 62).

”Agindo desse modo brutal contra o indivíduo e chamando-o de novo momentaneamente a si, desde que ele não seja capaz de resistir à tempestade da vida, a natureza mantém a raça, a própria espécie, vigorosa e a torna capaz das maiores realizações. A diminuição do número, por esse processo, redunda em um reforço da capacidade do indivíduo e, por conseguinte, em última análise, em um revigoramento da espécie” (p. 62).

”Sendo limitada a procriação e diminuído o número dos nascimentos, sobrevem, em lugar da natural luta pela vida, que só deixa viverem os mais fortes e mais sãos, a natural mania de conservar e "salvar" a todos, mesmo os mais fracos, a todo preço. Assim se deixa a semente para uma descendência que será tanto mais lamentável quanto mais prolongado for esse escárnio contra a natureza e suas determinações. 

O resultado final é que um tal povo um dia perderá o direito à existência neste mundo, pois o homem pode, durante um certo tempo, desafiar as leis eternas da conservação, mas a vingança virá mais cedo ou mais tarde. Uma geração mais forte expulsará os fracos, pois a ânsia pela vida, em sua última forma, sempre romperá todas as correntes ridículas do chamado espírito de humanidade individualista, para, em seu lugar, deixar aparecer” (p. 63). 

”A grande massa não passa de uma obra da natureza e o seu sentir não compreende o aperto de mão recíproco entre homens que afirmam pretender o contrário. O que ela quer é a vitória do mais forte e o aniquilamento do fraco ou a sua rendição incondicional” (p. 156).

”A lei natural de toda evolução não permite a união de dois movimentos diferentes, mas assegura sempre a vitória do mais forte e a criação do poder e da força do vitorioso, o que só se pode conseguir por meio de uma luta incondicional” (p. 161).

“Já a observação mais superficial nos mostra, como lei mais ou menos implacável e fundamental, presidindo a todas as inúmeras manifestações expressivas da vontade de viver na Natureza, o processo em si mesmo limitado, pelo qual esta se continua e se multiplica. Cada animal só se associa a um companheiro da mesma espécie. O abelheiro cai com o abelheiro, o tentilhão com o tentilhão, a cegonha com a cegonha, o rato campestre com o rato campestre, o rato caseiro com o rato caseiro, o lobo com a loba etc. 

Só circunstâncias extraordinárias conseguem alterar essa ordem, entre as quais figura, em primeiro lugar a coerção exercida por prisão do animal ou qualquer outra impossibilidade de união dentro da mesma espécie. Ai, porém, a Natureza começa a defender-se por todos os meios, e seu protesto mais evidente consiste, ou em privar futuramente os bastardos da capacidade de procriação ou em limitar a fecundidade dos descendentes futuros” (p 131). 

Na maior parte dos casos, ela priva-os da faculdade de resistência contra moléstias ou ataques hostis. Isso é um fenômeno perfeitamente natural: todo cruzamento entre dois seres de situação um pouco desigual na escala biológica dá, como produto, um intermediário entre os dois pontos ocupados pelos pais. Significa isto que o filho chegará provavelmente a uma situação mais alta do que a de um de seus pais, o inferior, mas não atingirá entretanto à altura do superior em raça. 

”Mais tarde será, por conseguinte, derrotado na luta com os superiores. Semelhante união está porém em franco desacordo com a vontade da Natureza, que, de um modo geral, visa o aperfeiçoamento da vida na procriação. Essa hipótese não se apóia na ligação de elementos superiores com inferiores mas na vitória incondicional dos primeiros”(p. 131).

”O papel do mais forte é dominar. Não se deve misturar com o mais fraco, sacrificando assim a grandeza própria. Somente um débil de nascença poderá ver nisso uma crueldade, o que se explica pela sua compleição fraca e limitada. 

Esse instinto que vigora em toda a Natureza, essa tendência à purificação racial, tem por conseqüência não só levantar uma barreira poderosa entre cada raça e o mundo exterior, como também uniformizar as disposições naturais. A raposa é sempre raposa, o ganso, ganso, o tigre, tigre etc. A diferença só poderá residir na medida variável de força, robustez, agilidade, resistência etc., verificada em cada um individualmente. Nunca se achará, porém, uma raposa manifestando a um ganso sentimentos humanitários.

Eis porque a luta recíproca surge aqui, motivada, menos por antipatia íntima, por exemplo, do que por impulsos de fome e amor. Em ambos os casos, a Natureza é espectadora, plácida, e satisfeita. A luta pelo pão quotidiano deixa sucumbir tudo que é fraco, doente e menos resoluto, enquanto a luta do macho pela fêmea só ao mais sadio confere o direito ou pelo menos a possibilidade de procriar. Sempre, porém, aparece a luta como um meio de estimular a saúde e a força de resistência na espécie, e, por isso mesmo, um incentivo ao seu aperfeiçoamento. 

Se o processo fosse outro, cessaria todo progresso na continuação e na elevação da espécie, sobrevindo mais facilmente o contrário. Dado o fato de que o elemento de menor valor sobrepuja sempre o melhor na quantidade, mesmo que ambos possuam igual capacidade de conservar e reproduzir a vida, o elemento pior muito mais depressa se multiplicaria, ao ponto de forçar o melhor a passar para um plano secundário. Impõe-se, por conseguinte, uma correção em favor do melhor. Mas a Natureza disso se encarrega, sujeitando o mais fraco a condições de vida difíceis, que, só por isso, o número desses elementos se torna reduzido" (p. 131, 132).

"Não consentindo que os demais se entreguem, sem seleção prévia, a reprodução, ela procede aqui a uma nova e imparcial escolha, baseada no princípio da força e da saúde. 

Se, por um lado, ela pouco deseja a associação individual dos mais fracos com os mais fortes, ainda menos a fusão de uma raça superior com uma inferior. Isso se traduziria em um golpe quase mortal dirigido contra todo o seu trabalho ulterior de aperfeiçoamento, executado talvez através de centenas de milênios. 

Somente, pondo de parte que o homem ainda não superou em coisa alguma a Natureza, não tendo passado de tentativas o levantar, pelo menos, uma ou outra pontinha do gigantesco véu, sob o qual ela encobre os eternos enigmas e segredos, que ele, de fato, nada inventa, somente descobre o que existe, que ele não domina a Natureza, só tendo ascendido ao grau de senhor entre os demais seres vivos, pela ignorância destes e pelo seu próprio conhecimento de algumas leis e de alguns segredos da Natureza, pondo de parte tudo isso, uma idéia não pode dominar as hipóteses sobre a origem e o destino da Humanidade, visto a idéia mesma só depender do homem. Sem o homem não pode haver idéia” (p. 131, 132).

” Naturalmente um ou outro poderá rir dessa afirmação. É preciso que ninguém se esqueça, porém, de que este planeta já percorreu o éter milhões de anos sem ser habitado e poderá, um dia, empreender o mesmo percurso da mesma maneira, se os homens esquecerem que não devem sua existência superior às teorias de uns poucos ideólogos malucos, mas ao reconhecimento e à aplicação incondicional de leis imutáveis da Natureza” (p. 133).

”Quem desejar viver, prepara-se para o combate, e quem não estiver disposto a isso, neste mundo de lutas eternas, não merece a vida. Por mais doloroso que isso seja, é preciso confessá-lo. A sorte mais dura é, sem dúvida alguma, a do homem que julga poder vencer a Natureza e na realidade a Natureza do mesmo escarnece. A réplica da Natureza se resume então em privações, infelicidades e moléstias! 

O homem que desconhece e menospreza as leis raciais, em verdade, perde, desgraçadamente a ventura que lhe parece reservada, Impede a marcha triunfal da melhor das raças, com isso estreitando também a condição primordial de todo progresso humano. No decorrer dos tempos, vai caminhando para o reino do animal indefeso, embora portador de sentimentos humanos. É uma tentativa ociosa querer discutir qual a raça ou quais as raças que foram os depositários da cultura humana e os verdadeiros fundadores de tudo aquilo que compreendemos sob o termo "Humanidade"” (p. 133). 

”Se refletirmos que uma grande diminuição da procriação é conseqüência desse estado de coisas e que disso está dependente a seleção natural que só pode ter como resultado criaturas infelizes, então é lícito que nos façamos esta pergunta: Por que manter uma tal instituição? Que objetivo preenche ela? Não é ela, porventura, igual à própria prostituição? O dever para com a posteridade não existe mais? Não se compreende que praga se reserva a futuras gerações através de uma tão criminosa e leviana aplicação de um direito natural que é também o maior dever para com a Natureza?

Assim se degeneram os grandes povos e gradualmente são arrastados à ruína. O casamento não deve ser uma finalidade em si, mas ao contrário, deve servir à multiplicação e conservação da espécie e da raça, Esse é o seu significado, essa é a sua finalidade. 

Assim sendo, a sua razão de ser deve ser medida pela maneira por que é alcançado esse objetivo. Os casamentos entre jovens se justificam ao primeiro exame, porque podem dar produtos mais sadios e mais resistentes. Para facilitar essas uniões tornam-se imprescindíveis várias condições sociais, sem as quais impossível é contar com casamentos entre jovens. A solução desse problema, aparentemente tão fácil, não se encontrará sem medidas decisivas sob o ponto de vista social. 

A importância desse problema ressalta do fato de vivermos em um tempo em que a chamada República "Social", demonstrando a sua incapacidade para resolver o problema das habitações, tornou impossíveis inúmeros casamentos e incrementou, por esse meio, a prostituição. 

À irracionalidade da nossa maneira de dividir os salários, sem nenhuma atenção ao problema da família e seu sustento, deve-se o fato de muitos casamentos não se realizarem. 

Só se pode tentar uma verdadeira guerra contra a prostituição se, por uma modificação radical nas atuais condições sociais, se facilitarem as uniões entre jovens, mais do que acontece atualmente. Essa é a primeira condição para que o problema da prostituição possa ser resolvido” (p. 116, 117).

” É falsa a suposição de que da fusão de grupos fracos possa resultar um fator de energia, pois a maioria, sob toda e qualquer forma e em todas as hipóteses, tem sido sempre a representante da tolice e da covardia. É assim que todas as ligas, dirigidas por muitas cabeças, estão totalmente votadas à covardia e à fraqueza. Acresce ainda que uma tal coesão impede o livre exercício das forças, a luta pela seleção do melhor elemento, barrando assim a possibilidade da vitória final, que deve coroar o mais sadio e o mais forte. 

Semelhantes coalizões são, portanto, contrárias à seleção natural, impedindo, na maior parte das vezes, a solução do problema a resolver” (p. 231).

” Empregadores e empregados nacionais-socialistas são, ambos, encarregados e procuradores da comunidade nacional toda. A elevada medida de liberdade pessoal, que lhes é outorgada em seu agir, é explicável pelo fato de que, de acordo com a experiência, a capacidade do indivíduo é aumentada mais com a concessão de ampla liberdade do que com a coação vinda de cima e é, também, apropriada para impedir que o processo de seleção natural, que deve ser facilitado aos mais hábeis, aos mais capazes e aos mais diligentes, seja entravado” (p. 270). 


É isso!

-----------

FONTES:

1 - Charles Darwin. “A Origem do Homem e a Seleção Sexual”. Tradução: Attílio Cancian e Eduardo Nunes Fonseca. Hemus Livraria Editora LTDA. São Paulo, 1974

2 - Adolf Hitler: "Minha Luta (Mein Kampf): APRESENTAÇÃO Nélson Jahr Garcia  - Home Livros Biblioteca

 

Vitória dos alunos de Texas!


As escolas texanas poderão agora questionar legalmente muitos aspectos do darwinismo, conforme noticiou o Discovery:

Os pontos mais importantes (em inglês):

  • The adoption of a new critical inquiry standard improving on the old "strengths and weaknesses" language: “in all fields of science, analyze, evaluate and critique scientific explanations by using empirical evidence, logical reasoning, and experimental and observational testing including examining all sides of scientific evidence of those scientific explanations so as to encourage critical thinking by the student."

  • The addition of "analyze and evaluate" to all of the high school biology evolution standards (no such language was included in the existing evolution standards). Students are now specifically required to evaluate the evidence regarding major evolutionary topics such as common ancestry, natural selection and mutations.

  • The addition of two new standards in the high school biology evolution section of the TEKS requiring students to analyze and evaluate scientific explanations concerning the fossil record and the complexity of the cell. 

  • The adoption of a new high school biology standard dealing with origin of life research and chemical evolution that calls on students to "analyze and evaluate” the scientific evidence regarding formation of DNA molecules.
Fonte:

Vitória dos alunos de Texas!


Porque os macacos não falam...



Dentre todas as variedades de bichos existentes no planeta, os darwinistas parecem mostrar um fascínio todo especial pelos macacos. Tal fenômeno parece explicar-se no fato deles acreditarem que tal espécie seja evolutivamente a mais próxima do ser humano. 

Numa das comunidades do Orkut onde se discute o assunto, encontrei, por exemplo, algumas das razões pelas quais eles nutrem tamanha atração por esses simpáticos bichinhos. Por exemplo (SIC):

1 - Sistema de visão desenvolvido com dois olhos dispostos lateralmente;
2 - Cérebro desenvolvido;
3 - Face de tamanho pequeno;
4 - Duas mamas no peito;
5 - Capacidade para ficar em pé;
6 - Presença de cinco dedos nas mãos e nos pés;
7 - Narinas posicionadas para frente;
8 - Unhas chatas.

Então, como diria um bom português, fiquei a imaginar se os macacos, tais quais os papagaios, começassem a tagarelar suas obscenidades zoológicos àfora!

Meu Deus! 

Bom. E com o intuito de mostrar que esse fascínio não é uma invenção ideológica minha, mas um fato mitologicamente observado entre os darwinistas mais radicais, e por pura curiosidade fiz uma rápida pesquisa apenas no site da BBC BRASIL e encontrei as seguintes notícias sobre muitos dos comportamentos desses animaizinhos travessos. Ei-las:

1 – Ativistas pedem direitos 'humanos' para primatas
"Os primatas são especiais porque são parentes muito próximos de nós", diz Redmond. "Os chimpanzés e os bonobos são nossos parentes mais próximos ainda vivos. Se diferenciam de nós em apenas 1% do seu DNA."

2 - 
Chimpanzé consegue planejar futuro, diz estudo
"Um chimpanzé teria planejado ataques a visitantes do zoológico onde é mantido, em uma das evidências mais fortes já coletadas até hoje de comportamento cognitivo, ou racional, em animais".

3 - 
Macacas cedem a choro de filhotes por medo de apanhar, sugere estudo
"Os pesquisadores afirmam que apesar de não terem realizado estudos comparativos em humanos, relatos sugerem que mães humanas também são mais propensas a ceder ao choro das crianças quando há estranhos irritados por perto."

4 - 
Chimpanzés reconhecem membros do grupo pelo traseiro, diz estudo
"De Waal especula que os chimpanzés podem reconhecer o sexo dos outros por "construção de gênero", ou seja, não apenas por seus atributos físicos mas por outras informações de sua experiência prévia com estes indivíduos, tais como seu papel no grupo"

5 - Macacos capuchinhos 'têm prazer em compartilhar', diz estudo
"Pesquisadores nos Estados Unidos dizem que, aparentemente, os macacos capuchinhos, assim como os seres humanos, têm sentimentos de gratificação ao doarem algo para um semelhante."

6 - 
Macacos criam frases para se comunicar, diz estudo 
"A descoberta sugere que os ancestrais do homem tinham uma preferência inata à comida cozida e teriam começado a cozinhar alimentos assim que descobriram o fogo, segundo o antropólogo Richard Wrangham, da Universidade americana de Harvard, um dos autores do estudo."

7 - 
Atitude de macacos pode ajudar na carreira, diz pesquisa
"Uma pesquisa americana sugere que imitar o comportamento de macacos pode ser a chave para obter sucesso na carreira profissional."

8 - 
Gestos de macacos 'revelam origens da linguagem humana'
"Um estudo da universidade Emory, nos Estados Unidos, afirma ter encontrado indícios de que primatas evoluídos usam gestos para se comunicar de forma semelhante aos humanos."

9 -
 Macacos aprendem tarefas com convívio social, diz estudo
"Uma pesquisa divulgada nesta semana pela Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, mostra que macacos aprendem tarefas com o convívio social, da mesma forma que os humanos."

10 - Cientistas acham ancestral comum de homens e grandes macacos
"Cientistas acreditam ter encontrado na Espanha o fóssil do animal que seria o ancestral comum de todos os grandes primatas: chimpanzés, orangotangos, gorilas e seres humanos."

11 - 
Retratos expõem 'qualidades humanas' de macacos
"Os retratos, todos tirados de perto, são comoventes e lembram ao leitor as qualidades humanas desses primatas gigantes."

12 -
Macacos demonstram ter 'senso de justiça'
"Estamos repetindo o estudo com chimpanzés, uma grande espécie de primatas, para aprender algo sobre o desenvolvimento evolucionário do senso de justiça."

13 - 
Macacas cedem a choro de filhotes por medo de apanhar, sugere estudo
"Assim como bebês humanos, os filhotes de macacos resos possuem um choro agudo que serve para chamar a atenção das mães, especialmente quando estão com fome."

14 - 
Chimpanzé e humanos trocaram genes, diz pesquisa
"A separação evolutiva entre humanos e chimpanzés ocorreu bem mais tarde do que se acreditava, segundo uma pesquisa publicada pela revista especializada Nature."

"Os seres humanos não são a única espécie a se beneficiar da atenção ou do abraço de um amigo próximo. Segundo uma pesquisa da Universidade John Moores, de Liverpool, no zoológico de Chester, na Inglaterra, os chimpanzés também se consolam uns aos outros, diminuindo o nível de estresse entre os membros."

16 - 
Cientistas querem chimpanzés entre hominídeos
"Os chimpanzés estão mais próximos dos humanos do que dos outros grandes primatas, como orangotangos e gorilas, afirma um estudo publicado na última edição da revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences."

17 - 
Chimpanzés superam universitários em teste de memória; assista
"Uma nova pesquisa da Universidade de Kyoto, no Japão, demonstrou que chimpanzés têm uma memória fotográfica superior à dos humanos."

É isso!

Ateísmo religioso


Não obstante pareça contraditório falar em ateísmo como fenômeno religioso, essa aparente contradição se desfaz rapidamente quando constatamos que o ateísmo, da mesma forma que a religião, transformou-se numa verdadeira seita. 

O ateísmo clássico, ou seja, o ateísmo como opção filosófica, cedeu espaço para um novo fenômeno muito bem tipificado na pessoa do ideólogo Richard Dawkins. Ou seja: um ateísmo militante e combatente, o qual faz uso das mesmas armas e estratégias das religiões fundamentalistas, dentre as quais, a manipulação ideológica e o forte apelo emocional, sendo também guiado  por dogmas. 

São as principais características do novo ateísmo religioso:

1 –
Forte aversão a Bíblia. 
São capazes de perder noites inteiras em busca daquilo que consideram “contradições da Bíblia”. Fazem abundante uso dos trechos bíblicos os quais discorrem acerca da “ira e furor de Deus”; enfatizam exageradamente as passagens bíblicas as quais se chocam com aquilo que diz a ciência; ignoram a beleza poética de muitos livros bíblicos, como "Cânticos dos Cânticos" e se utilizam com frequencia de termos torpes quando se referem às Escrituras. 

2 –
Forte aversão à religião.
Acreditam que todo o mal existente na humanidade seja fruto das práticas religiosas, apesar de seguirem paradoxalmente pelo mesmo caminho daquelas mais radicais. São incapazes de verem coisas boas na religião. Deleitam-se com os escândalos religiosos, utilizando-os como arma contra a própria religião. São intolerantes e imaturos culturalmente, uma vez que não conseguem encontrar um só benefício advindo da prática religiosa. Acreditam que eventos como os atentados suicidas são essencialmente frutos do fervor religioso, em vez de reações contra a opressão política e social. Para esses 
ateus religiosos, a religião e ciência estão travando um duelo de vida e morte, no qual a ciência um dia triunfará como num “apocalipse”. E o interessante é que a "briguinha" desses neo-ateus concentra-se no monoteísmo teísta, principalmente no Cristianismo,  no Islamismo e no Judaísmo.

3 – Forte identificação com Richard Dawkins
Embora haja muitas exceções, os novos 
ateus religiosos mantêm um vínculo afetivo muito forte com esse ideólogo, vendo nele uma espécie de "messias" que, finalmente,  destruirá ou apaziguará os efeitos da influência religiosa na sociedade. Dawkins de algum modo lembra o messianismo português às avessas, uma versão irônica de dom Sebastião à inglesa. É o líder carismático, o qual motiva e enche o brio dos novos ateus, conclamando a manifestarem seu ateísmo como a expressão plena da verdadeira liberdade. Aos poucos seu livro “Deus, um Delírio” torna-se numa espécie de “bíblia atéia”, com direito a maldições, “profecias” e os “memes” que são seus dogmas. 

4 -
O darwinismo como fenômeno ateísta
Os ateus religiosos normalmente confundem o darwinismo como um fenômeno tipicamente ateísta. É por isso que a maioria deles não consegue manter uma postura amigável com os chamados evolucionistas teístas, esses da linha de Francis Collins. Dawkins, ao tratar desta vertente darwinista, afirmou numa entrevista à revista Veja:
Pessoalmente não consigo entender suas razões. Talvez seja um tipo de mente repartida: eles mantêm suas crenças religiosas em um nicho, e a ciência em outro. Sinceramente tenho dificuldade em simpatizar com esse tipo de coisa”. Outro aspecto é que geralmente os ateus religiosos confundem darwinismo (e conseqüentemente o ateísmo) com excelência científica. 

Haveria ainda outras características, mas essas resume muito bem este novo fenômeno religioso muito bem denominado de 
ateísmo religioso.

É isso!

27/12/2008

Darwinismo: provérbios nada populares


Quem não tem cão, caça com gato
Quem não tem cão caça com bactéria

A pressa é inimiga da perfeição
A pressa é inimiga da macroevolução

A cavalo dado não se olha os dentes
A dente achado não se olha o cavalo

A união faz a força
A união faz os fósseis

De grão a grão a galinha enche o papo
De tempo em tempo o sapo vira gente

Roupa suja se lava em casa
Fóssil sujo se limpa em casa

Antes só do que mal acompanhado
Antes com Darwin do quem bem acompanhado

Aqui se faz, aqui se paga
Aqui se paga lá se faz

As más notícias chegam depressa
As boas mutações nunca chegam

Cada cabeça uma sentença
Cada cabeça a mesma sentença

Dai a César o que é de César
Dai a Darwin o que não é de Darwin

Devagar se vai ao longe
Devagar nunca se chega lá

A desculpa de aleijado é a muleta
A desculpa do darwinista é o tempo

Em festa de macaco inhambu não pia
Em festa de macaco homem come banana

Em tempo de guerra, urubu é frango
Em tempo escassez, dente é hominídeo

Em terra de cego quem tem um olho é rei
Em terra de Darwin quem tem um fóssil é príncipe

Para frente é que se anda
Para trás é que se volta

Para grandes males, grandes remédios
Para grandes remédios, pouco darwinismo

Onde há fumaça, há fogo
Onde não há fóssil houve fogo

Os últimos são sempre os primeiros
Os últimos são os homens

Quem vê cara não vê coração
Quem vê fóssil não ver macroevolução

Quem espera sempre alcança
Quem espera nunca alcança.

É isso!

21/12/2008

Coisas que Darwin não explica: a inteligência


Qual a explicação darwinista para a inteligência ou o espírito humano, relacionado com um cérebro de extraordinária complexidade e cujo súbito aparecimento não parece capaz de integração no aludido mecanismo evolutivo?

Até pouco tempo, os darwinistas acreditavam que as semelhanças entre o homem e o animal, em especial os chimpanzés, “eram tamanhas que traços como a habilidade para linguagem e matemática também estivessem presentes nos animais, e que tudo o que nos separava deles era uma questão de gradação”. Mas, como os próprios darwinistas divulgaram recentemente, as limitações da linguagem animal em relação ao homem são enormes e indiscutíveis.

Levando em conta o adaptacionismo a La Darwin, qual teria sido a utilidade adaptativa das manifestações da inteligência?

E, no que concerne ao cérebro, darwinianamente, qual teria sido a relação entre o seu crescimento e o crescimento da inteligência?

A inteligência humana teria sido resultado de uma seleção da aptidão em fabricar ferramentas, conforme propôs Darwin? Ou teria sido resultado da aptidão em organizar a caça ao grande animal, como imaginou Ernest Mayr? Ou ainda resultado da aptidão em manipular as relações sociais, graças à linguagem, como sugeriram pesquisadores americanos?

Segundo Darwin, as expressões mais refinadas da emoção humana tinham uma origem animal. Ele escreveu um livro inteiro defendendo esta tese. Alfred Russel Wallace, ao contrário, acreditava na criação especial da inteligência humana, a única imposição do poder divino sobre um mundo orgânico inteiramente construído pela seleção natural (vide Gould, “O Polegar do Panda”).

Não custa lembrar que, toda vez que se puseram a explicar a inteligência à luz da teoria evolutiva, sempre se apelou para o racismo. A história está repleta de exemplos de cientistas os quais fizeram uso de conceitos evolucionistas a fim de atribuir a um grupo um nível da inteligência superior ao de outro.

Gould, em “A Falsa Medida do Homem” cita o exemplo do racista Paul Broca:

“Broca e sua escola queriam mostrar que o tamanho do cérebro, através do seu elo com a inteligência, poderia resolver o que eles consideravam a questão primária para a "ciência do homem" — explicar por que alguns indivíduos e grupos são melhor sucedidos do que outros. Para isso, dividiram as pessoas de acordo com conviccoes apriorísticas acerca do seu valor — homem versus mulheres, brancos versus negros, "homens de gênio" versus pessoas comuns — e tentaram demonstrar diferenças no tamanho do cérebro. Os cérebros de homens eminentes (literalmente homens) formaram um elo essencial da sua tese — e Cuvier era o creme de la creme. Como conclusão, escreveu Broca:

Em geral, o cérebro é maior nos homens que nas mulheres, nos homens eminentes do que nos de talento medíocre, nas raças superiores do que nas inferiores. Como em outras coisas, existe uma relação notável entre o desenvolvimento da inteligência e o volume do cérebro.

Broca morreu em 1880, mas seus discípulos continuaram a catalogar cérebros eminentes (de fato, acrescentaram o do próprio Broca à lista, embora seu cérebro pesasse uns meros 1.484 gramas)”, p. 132.


É isso!

Suicídio associado a "Deus, um Delírio"


Sempre tomei os ideais extremistas como um perigo à sociedade. Com ideais extremistas me refiro às doutrinas ou sistemas que impelem à adoção de medidas radicais para resolver as questões sociais. Mas o extremismo também existe de forma individual, quando executado passionalmente, podendo ser exemplificado no amor não correspondido, no ciúme doentio, na paixão desmedida etc.
Todavia, a forma mais comum de extremismo reside nos ideias coletivistas, em que um grupo de indivíduos, o qual à base da violência e fortes apelos emocionais tentam implantar seus conceitos ou doutrinas às massas. Comumente aponta-se tal fenômeno no meio religioso em geral. Não são raras as notícias sobre pessoas que, após serem motivadas por seus líderes, tomaram decisões extremas ou radicais, como o suicídio coletivo. Temos o famoso exemplo de Jim Jones, de 1978, o qual fora encontrado morto com um tiro na cabeça e junto com ele mais 909 corpos.-Mas, aos que pensam que apenas no meio religioso é que ocorrem tais extremismos, enganam-se.

No ano passado, por exemplo, um jovem finlandês (Pekka-Eric Auvinen), que se auto-denominava “existencialista cínico, um humanista anti-humano, um darwinista anti-social, um idealista realista e um ateu endeusado”, tentou dar uma “ajudinha à seleção natural” matando oito pessoas em um colégio finlandês. Sua missão, segundo consta, era erradicar os "fracassados da raça humana". Disse ele:-

“Estou preparado para lutar e morrer pela minha causa. Eu, como um seletor natural, eliminarei todos aqueles que considerar deficientes, vergonhas da raça humana e fracassos da seleção natural” (vide).

Agora, lamentalvelmente, um outro jovem, o estudante universitário Jesse Kilgore, suicidou-se após ser desafiado pelo seu professor de Biologia a ler "Deus, um Delírio", do ideólogo Richard Dawkins.

“A New York man is linking the suicide of his 22-year-old son, a military veteran who had bright prospects in college, to the anti-Christian book "The God Delusion" by Richard Dawkins after a college professor challenged the son to read it."Three people told us he had taken a biology class and was doing well in it, but other students and the professor were really challenging my son, his faith. They didn't like him as a Republican, as a Christian, and as a conservative who believed in intelligent design," the grief-stricken father, Keith Kilgore, told WND about his son, Jesse."This professor either assigned him to read or challenged him to read a book, 'The God Delusion,' by Richard Dawkins," he said.! (vide).

Mais detalhes sobre este triste episódio pode ser encontrado nos links a seguir:--http://www.idthefuture.com/2008/12/the_latest_news_views_on_intel.html


É isso!


20/12/2008

Newton, Pasteur e Darwin


O que distingue Isaac Newton e Louis Pasteur do naturalista Charles Darwin?

É comum (e na Internet isso virou uma verdadeira festa) a galera de Darwin comparar às realizaões de Newton, por exemplo, àquela desenvolvida por Darwin. Mas, será que isso realmente coerente?

Bem, se levarmos em conta apenas aquilo que serve para estabelecer uma verdade por verificação ou demonstração, neste caso a comparação, como, diria Otto Lara Resende, é simplesmente escalafobética!A razão é simples. Vejamos....

NEWTON
A ciência pode perfeitamente estudar o movimento de cometas que atualmente aparecem nos céus e submeter a teste as leis da mecânica newtoniana que descrevem o movimento desses mesmos cometas. As três leis de Newton também pode ser submetidas a testes, sem grande dificuldade:

Lex I:

“Corpus omne perseverare in statu suo quiescendi vel movendi uniformiter in directum, nisi quatenus a viribus impressis cogitur statum illum mutare”.

Traduzindo:

Qualquer corpo permanece no estado de repouso ou de movimento retilíneo uniforme se a resultante das forças que atuam sobre esse corpo for nula".

Lex II:

“Mutationem motis proportionalem esse vi motrici impressae, etfieri secundum lineam rectam qua vis illa imprimitur”.

Traduzindo:

A aceleração adquirida por um corpo é diretamente proporcional à intensidade da resultante das forças que agem sobre o corpo, tem direção e sentido dessa força resultante e é inversamente proporcional à sua massa.

Lex III:

“Actioni contrariam semper et aequalem esse reactionem: sine corporum duorum actiones in se mutuo semper esse aequales et in partes contrarias dirigi”.

Traduzindo:

Para toda ação existe uma reação igual e de sentido oposto, ou, as ações mútuas de dois corpos entre si são sempre iguais e dirigidas em direções opostas.
Todas essas leis, portanto, são factuais. Em outras palavras: podem ser postas à prova, e não depende de especulações extra científicas.

PASTEUR
A grande experiência de Louis Pasteur, a biogênesis, (Omne vivum ex vivo ou Omne vivum ex ovo), pode com a mais absoluta certeza ser observada, testada e aprovada. E, como conseqüência das descobertas desse grande cientista temos, por exemplo: vacinação, práticas sanitárias e a conhecida pasteurização do leite. Ou seja: pode perfeitamente ser posta a prova e aproveitada para finalidades úteis.

Não esquecendo que as descobertas de Pasteur derrubaram a geração espontânea, a qual ainda hoje é tida como fato por muitos ideólogos materialistas.

DARWIN
O mérito de Darwin (para ser um tanto imparcial, já que se sabe que provavelmente ele plagiou a idéia de Wallace), consiste na seguinte premissa:

“A preservação das diferenças individuais favoráveis e as variações, e a destruição daquelas que são prejudiciais, eu chamei de seleção natural, ou a sobrevivência do mais apto” (“A Origem das Espécies”, cap. 4 Seleção natural, 6ª. Ed.).

Em outras palavras: os “mais aptos” são os que sobrevivem, ao passo que os “menos aptos” são os que não deixa sobreviver. Numa última análise, a seleção natural não significa a sobrevivência do “mais apto”, e sim a sobrevivência daquele que sobrevive. Sobre isso, diz Popper:

“Dizer que uma espécie hoje viva está adaptada a seu meio é, em verdade, quase tautológico. Com efeito, empregamos os termos “adaptação” e “seleção” de modo tal que se torna cabível afirmar que, se a espécie não se houvesse adaptado, ela teria sido eliminada por seleção natural. De outra parte, se uma espécie foi eliminada, isso deverá ter ocorrido pelo fato de ela se adaptar mal às condições. A adaptação (ou aptidão) é definida pelos modernos evolucionistas como um valor de sobrevivência, e pode ser medida em ter de êxito efetivo quanto à sobrevivência: dificilmente haveria possibilidade de submeter a prova uma teoria tão frágil quanto essa (Autobiografia Intelectual, p. 181).

Mas, e quais as conseqüências benéficas para a humanidade advindas das idéias de Darwin ou do seu conceito de Seleção Natural?

Na área médica, por exemplo, o darwinismo apenas diz que as bactérias resistentes a antibióticos sobrevivem a exposição aos antibióticos como conseqüência da seleção natural. Em outras palavras: as bactérias sobrevivem aos antibióticos aos quais elas não são sensíveis, de modo que as bactérias que não morreram eventualmente suplantarão as bactérias que morreram. Ou seja: volta à mesma tautologia evolutiva ad infinitum.

De tudo isso se conclui que é muita falta de bom senso colocar, não a pessoa de Darwin, mas suas “descobertas” no mesmo páreo daquelas realizadas por cientistas tais como Isaac Newton, Pasteur, Lavoisier, Einstein etc.

É, mas como disse J. Bailey:“

"A primeira e pior de todas as fraudes é enganar-se a si mesmo. Depois disto, todo o pecado é fácil”.

É isso!

Darwin na Fuvest 2009


Como já era de esperar, o maior vestibular do país, o da USP, em comemoração aos 150 anos de publicação de "A Origem das Espécies", introduziu em sua prova de Biologia uma questão específica acerca do naturalista inglês Charles Darwin. Eis a questão:

Em 2009, comemoram-se os 150 anos da publicação da obra A Origem das espécies, de Charles Darwin. POde-se afirmar que a história da biologia evolutiva iniciou-se com Darwin, porque ele

a) foi o primeiro a propor um sistema de classificação para os seres vivos, que serviu de base para sua teoria evolutiva da sobrevivência dos mais aptos.

b) provou, experimentalmente, que o ser humano descende dos macacos, num processo de seleção que privilegia os mais bem adaptados.

c) propôes um mecanismo para explicar a evolução das espécies, em que a variabilidade entre os indivíduos, relacionada à adaptação ao ambiente, influi nas chances de eles deixarem descendentes.

d) demonstrou que mudanças no DNA, ou seja, mutações, são fonte de variabilidade genética para a evolução das espécies por meio da seleção natural.

e) foi o primeiro cientista a propor que as espécies não se extinguem, mas se transformam ao longo do tempo.

E, aqui, o erro crasso da Fuvest: Ignorou o papel preponderante do outro naturalista Alfred Russel Wallace, o qual, verdadeiramente fora o pioneiro na criação do conceito de Seleção Natural.

Mas é como diz o ditado: "perequito come milho, papagaio leva a fama!"

Os senhores biólogos convidados pela Fuvest a fim de elaborarem as questões de Biologia são tão "maria-vai-com-as-outras" quanto a Folha de São Paulo, o Globo, O Estadão e toda a mídia ideologicamente comprometida com o "GRANDE FATO" que nunca se prova!

Mas já dizia o pensador:

Para a mentira ser segura e atingir profundidade,

deve trazer à mistura qualquer coisa de verdade...

Antônio Aleixo

É isso!

A ideologia do DNA


Até que ponto o comportamento humano é determinado por variáveis biológicas? Até que ponto as nossas vontades e ações são resultado de mecanismos genéticos?

Bom, de acordo com a ideologia determinista, até mesmo o simples ato de gostar de chocolate, em última análise, seria conseqüência dos genes.

Em seu livro A Falácia Genética: a ideologia do DNA na imprensa”, Cláudio Tognolli resume esta visão ideológica que, diga-se de passagem, está diretamente atrelada a certas tendências darwinistas. Diz ele:

“Resumindo: todas as estruturas sociais, seja qual for o grupo zoológico estudado, obedecem a um determinismo genético. Por essa teoria, a origem de todos os comportamentos surge da tendência de cada um de nós querer reproduzir os seus próprios genes.

Seríamos títeres, sem importância, comandados pela vontade dos genes — algo muito parecido com aquela “vontade” do Schopenhauer de O mundo como vontade e representação, que tanto ajudou filosoficamente Sigmund Freud na teorização de sua teoria das pulsões.

Nossa visão: o ser humano de Wilson obedecia à vontade dos genes, algo de dentro para fora. Agora, pelo que vemos na mídia, o movimento se inverte: a biotecnologia é vendida como uma ciência capaz de tudo modificar de fora para dentro.

E nesse ponto que a visão do geneticista Lewontin se torna mais importante: o gene não pode ser substituído como uma peça de computador, como requer o nosso espírito de época. Ele é, antes de tudo, social e psicológico.

Refere Lewontin, o enfant-gatê da febre biologista que “a ciência, como outras atividades produtivas, como o Estado, a família, o esporte, é uma instituição social completamente integrada e influenciada pelas estruturas de todas as outras instituições sociais...

Seus resultados são profundamente influenciados por predisposições que derivam da sociedade em que vivemos. Os cientistas não começam a vida como cientistas, mas como seres sociais imersos na família, no Estado, na estrutura produtiva, e eles vêem a natureza pelas lentes que foram moldadas pela sua experiência social, guiada e dirigida por forças no mundo que têm o controle do tempo e do dinheiro”.

E, exatamente sobre esta questão, neste referido livro há uma entrevista com Richard Lewontin (biólogo, PhD e professor do Centro de Pesquisas Alexander Agassiz da Universidade de Harvard), um dos mais ferrenhos críticos desta maléfica ideologia:

O senhor acha que os cientistas em geral têm satanizado o gene?

Lewontin - Claro que o gene é “satanizado” pelos cientistas como também pela imprensa devido à crença no determinismo biológico. Se, assim, os nossos genes nos determinam por completo, então, obviamente, eles devem tornar “pessoas boas” boas e “pessoas ruins” ruins. Isto também serve como uma justificativa para a punição capital já que, se os crimes, como dizem, está nos genes, então nada pode ser feito a não ser eliminar os assassinos. Esta é a mesma ideologia que levou os nazistas a colocarem pessoas em câmaras de gás, já que eram consideradas “degeneradas” porque sua biologia as fazia degeneradas e, portanto, imutáveis. Agora, com certeza, as pessoas estão sugerindo consertar os genes, mas tudo isso é um grande nonsense.

O senhor acha que a genética e biotecnologia podem ser Consideradas questões geopolítica?

Lewontin - Não, não é claro para mim ainda que a força dos genes seja parte da geopolítica. Eu não sei se algum governo ou grupo político efetivamente estejam argüindo isso porque outras nações dispõem de genes errados e por isso deva ser atacada por isso, ou mantida numa posição de enfraquecimento. Também não sobre quaisquer argumentos que façam do determinismo genético algo similar a um erro ideológico.

O comunismo foi tido como um inimigo por que os comunistas ameaçavam privilegiar o Estado e as bases da economia e restringir a liberdade da propriedade privada, a qual a ideologia capitalista creia seja a base de toda a liberdade.

Os genes não são vistos como inimigos subversivos, mas como a fonte de “doenças” individuais que fazem pessoas doentes mental e fisicamente. Mas essas mesmas pessoas argumentam que a estrutura da sociedade também é determinada pelos genes, então o capitalismo está nos genes então isso prova que o capitalismo é bom e necessário, então os genes são ao mesmo tempo bons e maus!

O senhor teme uma nova febre de eugenia?

Lewootin - Eu não temo uma nova onda eugênica no senso original, que é o de se ter políticas de Estado para manter certas pessoas longe de se procriar ou recompensar a geração de pessoas “melhores”. Isso agora já caiu em descrédito, não porque as pessoas sejam menos biologicamente deterministas, mas porque elas pensam que a forma de se lidar com os criados pelos genes é encorajar indivíduos a se submeterem a testes e tomar decisões particulares de procriação que serão boas para as sua famílias fazendo do uso de inseminação artificial, fertilização in vitro e aborto, mas sempre mais voluntariamente do que numa matéria de política de Estado. Eles também esperam que as manipulações de DNA possam inserir genes “melhores” nas pessoas que as querem (e que possam pagar por elas).

Por que há tantos press releases distribuídos mundo afora, sobretudo para as revistas especializadas, falando das “maravilhas” das novas descobertas genéticas?

Lewontin - Não há boa intenção nesses press releases e nessas promessas. Eles têm apenas a função de subir os preços das ações de mercado de forma a que os proprietários das ações possam fazer dinheiro quando um grande anúncio de descoberta é feito, ou mesmo têm a intenção de empurrar as carreiras de cientistas acadêmicos que estão buscando prêmios, menções honrosas, dinheiro para pesquisas, etc. Com certeza, em muitos casos, as mesmas pessoas são cientistas de pesquisa acadêmica e donos das ações das companhias que fazem essas promessas.

O senhor acha que a linguagem da biotecnologia está se aproximando da linguagem da cibernética, em que gene vira chip de computador?

Lewontin - A ideologia do determinismo biológico usa muitas metáforas retiradas do modelo de máquina de Descartes e agora dos modelos computacionais. Essas metáforas permitem então “jogos de linguagem” porque elas são levadas a sério e assim as conseqüências lógicas de se levar metáforas a sério são levadas à última instância. Todos os cientistas empregam metáforas, mas as metáforas podem ser os maiores inimigos de se compreender adequadamente o mundo material. As pessoas confundem as metáforas com os objetos reais. Norbert Wiener e Arturo Rosenblith escreveram que “o preço da metáfora é a eterna vigilância”.

Fonte:
A Falácia Genética: a ideologia do DNA na imprensa”. De Cláudio Tognolli. Editora escrituras. São Paulo, 2003, p. 265-267).

Tratando da questão ideológica envolvendo os genes, o evolucionista Nélio Bizzo tece pertinentes comentários sobre o assunto, no seu ensaio “Darwinismo, ciência e ideologia”, do qual transcrevo o item:

MORAL DARWINISTA: NOVA CIÊNCIA OU VELHA IDEOLOGIA?

Darwin é, ainda hoje, um dos maiores alvos de paixões intelectuais, mas não é todo dia que nasce uma nova ciência. Esse acontecimento excitante costuma merecer uma capa de revista e o lançamento de algum livro polêmico. De fato, a edição de 15 de agosto de 1994 da revista Time trazia o título: “infidelidade: pode estar em nossos genes “, anunciando uma nova “psicologia evolucionista”. Tratava- se do lançamento nos Estados Unidos do livro “O animal moral”, de Robert Wright, recentemente traduzido para o português pela Editora Campus, o que confirma o dito popular que diz que notícia ruim chega rápido.

O livro tem uma arquitetura muito interessante. Ele procura responder a intrigante pergunta de porque somos o que somos do ponto de vista de uma visão particular do evolucionismo darwinista. A estratégia é inovadora. Alguns episódios da vida do grande ídolo de Robert Wright, Charles Darwin, são relatados e analisados, apresentando algo próximo de uma versão “darwinista” do darwinismo. Quais as vantagens adaptativas que Charles Darwin teve ao desposar-se com Emma? Qual teria sido o impulso evolutivo que o teria levado a apresentar a público suas teorias quando percebeu que um competidor se aproximava das mesmas conclusões, comprometendo sua paternidade intelectual?

O passo seguinte será procurar demonstrar que esses casos não se devem a nenhuma particularidade histórica, mas seriam apenas manifestação de uma tendência biológica universal, a que todos estamos sujeitos. Dentro dessa ótica, o comportamento social humano seria apenas e tão somente o resultado da expressão de genes incrustrudos em nosso material genético, que a seleção natural teria cuidado de apurar com o decorrer das gerações.

Seria possível agora entender a disputa entre Aquiles e Agamenon, na Ilíada, por uma bela escrava, e porque os filhos nascidos dessas conquistas eram tolerados pelas esposas legítimas, sendo homens livres e utilizando o nome do pai biológico. A “psicologia evolucionista” poderia até mesmo transformar em paradigma biológico, verdadeiro objetivo perseguido pela natureza, a mulher grega da época heróica de Homero, a reprodutora que cuida da casa, dos filhos e das escravas, que o marido transforma em concubinas a seu bel-prazer. Da mesma forma, a prostituição, protegida pelo Estado em Atenas, poderia também ser um imperativo biológico. Os jônios, quem diria, poderiam agora ter seu comportamento sexual e sua organização social explicados pela “nova ciência” e, ainda por cima, verem-se transformados em exemplos modelares da evolução biológica do comportamento moral.

É bem verdade que esta não seria a primeira tentativa. Basta lembrar que há pouco mais de vinte anos manchetes anunciavam uma nova ciência e um livro revolucionário: “Sociobiologia: A nova síntese”. Seu autor, Edward Wilson, de Harvard, pretendia explicar os comportamentos sociais humanos, e a própria organização social, sob a ótica do darwinismo. Os supostos genes que determinariam a riqueza dos indivíduos, posição social, sucesso empresarial e até mesmo a cultura (!),profetizados na época pela sociobiologia, provaram ser apenas mais um exercício de ficção científica ou de proselitismo ideológico.

Robert Wright retoma a questão, agora com cuidados adicionais. Em primeiro lugar, ele possui credenciais científicas poderosas, como Edward Wilson continua tendo, pré-requisito essencial para os candidatos a êmulos de Darwin. O que nos diz de novo a “psicologia evolucionista”?

Numa discutível aproximação freudiana, ela estaria centrada na “psicologia sexual, que inclui tudo, desde o amor-próprio instável de um adolescente aos juízos estéticos que homens e mulheres fazem uns dos outros, os juízos morais que fazem uns dos outros, e mesmo os juízos dos que pertencem ao seu próprio sexo.” Existiria uma diferença básica entre a moralidade do homem e a da mulher, uma vez que “grande parte dessa psicologia sexual humana decorre da escassez de ovos (sic) se comparados aos espermatozóides.” A capacidade de produção de células reprodutivas é muito diferente em homens e mulheres e, segundo Wright, isso não seria um detalhe menor para explicar o comportamento sexual e moral humano. O homem estaria ciente de que dispõe de um arsenal gamético ilimitado, o que lhe permitiria “atirar a esmo” em combates com o sexo oposto, enquanto a mulher teria consciência da limitação numérica de sua munição reprodutiva, o que a obrigaria a optar pela estratégia do “tiro certeiro” para assegurar sua reprodução.“Até aqui estamos ainda estacionados na retórica sociobiológica da década de 1970. As inovações tomarão — sinal dos tempos — a forma de estruturas biológicas virtuais: os comportamentos seriam produzidos por “Órgãos mentais”, localizados no cérebro, embora sejam tão invisíveis quanto a memória ROM dos computadores. Esses “órgãos virtuais” seriam, como qualquer outro órgão, determinados pelos genes. Esses genes, e não os comportamentos que determinam, é que teriam sido selecionados ao longo das gerações. Desta forma, as concepções morais humanas poderiam ser tão “biológicas” quanto o ato de respirar ou de fazer a digestão. Os órgãos específicos que se encarregariam dessas tarefas seriam esses “órgãos virtuais” supostamente localizados no cérebro, que teriam introjetado comportamentos na mente humana.E quais seriam esses comportamentos, essa “moralidade natural biológica”?

Os homens estariam programados para classificar as mulheres em uma de duas categorias: santa ou prostituta. Algumas mulheres (as santas) teriam como estratégia reprodutiva escolher um homem com posses e poder suficiente para assegurar uma vida tranqüila para si e para seus “ovos”. Elas seduziriam o escolhido, e só permitiriam relações sexuais após o casamento, quando o compromisso estivesse solidamente estabelecido. Esta teria sido a estratégia de Emma Weedgwood, a primeira “santa” do evangelho darwinista. Wright enfatiza que “se a dicotomia santa prostituta estiver firmemente enraizada na mente masculina, o sexo prematuro com uma mulher pode sufocar o amor nascente”. O cientista-conselheiro matrimonial arrisca um palpite para as solteironas na mesma página: “se você quer ouvir votos de eterna devoção até o dia de seu casamento — e quer ter certeza de que haverá esse dia — não durma com o seu homem até a lua-de-mel”. Afinal, prossegue Wright ainda na página 114, passando do cientificismo rasteiro para a pura baixaria, “um homem não vai comprar uma vaca se pode (sic) tirar leite de graça.”Charles Darwin teria pago caro pela sua santinha, um preço que hoje em dia nenhum homem paga mais. Ele e Emma mantiveram um casamento estritamente monogâmico, verdadeira linha de montagem uterina (foram dez filhos). Sem dúvida, foi um tiro certeiro. A abundância desse tipo de leite nas grandes cidades poderia explicar o declínio do número de casamentos e de filhos nas sociedades modernas. Mas a reprodução, a perpetuação da espécie, dependeria dessa instituição secular de forma que, para Wright, só haveria uma solução: a dura repressão aos transgressores. Mas ele não se refere ao casal.

“Uma vez que tenhamos examinado as desvantagens do casamento monogâmico de vida inteira (ele se refere à monotonia, etc), especificamente numa sociedade de economia estratificada — em outras palavras, uma vez que tenhamos examinado a natureza humana — é difícil imaginar outra coisa senão a dura repressão como meio de conservar a união.” Mas, prossegue ele, não são necessários exageros. Afinal, “a infidelidade masculina talvez não constitua ameaça ao casamento enquanto não leva (sic) à deserção (refere-se ao divórcio); as mulheres aceitam viver com o companheiro que as traiu com maior facilidade do que os homens. E uma forma de assegurar que a infidelidade masculina não conduza à deserção é restringi-la às ... prostitutas”.

Esse “padrão moral de dois pesos e duas medidas pode não ser justo, mas tem uma espécie de fundamento lógico”, uma vez que um marido traído poderia tratar mal seus filhos, duvidando que fossem realmente seus; mas a mulher traída teria sempre certeza que seus filhos provieram do estoque ilimitado de espermatozóides do animal moral que dorme com ela e, ademais, não teria dúvida que o ovócito fecundado em seu ventre é realmente seu.

Será isso uma nova ciência? Não, definitivamente não é todo dia que nasce uma nova ciência.

O que temos aqui chama-se ideologia. O ideólogo interpreta o mundo à sua volta projetando nele os valores de sua cultura e, tão satisfeito está com eles, acredita que seja pura coincidência encontrá-los fora da esfera de relações por ele construída. Com entusiasmo, e por vezes inconscientemente, julga ter alcançado resultado tão legítimo, verdadeiro e abrangente que refaz o caminho de volta e percebe que pode explicar as relações sociais com a lógica que projetou na natureza. Os valores de sua cultura voltam revigorados, uma vez que seriam agora expressão do mundo natural, de Deus ou da seleção natural".

Fonte:
"Perspectivas em Epistemologia e história das ciências". In: Darwinismo, ciência e ideologia. Nélio Bizzo (da USP). UEFS/BA.

A Bíblia, Saramago e o hormônio comunista


Segundo o jornal Folha de S. Paulo, numa sabatina realizada pelo periódico em dias recentes (28/11/2008), o escritor português José Saramago havia dito que “a Bíblia é inapropriada para adolescentes”. Segundo a reportagem, o mesmo escritor teria acrescentado que a Escritura Sagrada é um "desastre", cheia de "maus conselhos, como incestos, matanças".

Inicialmente achei-me surpreendido pela postura deste grande escritor, afinal, um amante do saber em nenhum instante desaconselharia à leitura de qualquer que seja o livro, ainda mais em se tratando do clássico dos clássicos, a Bíblia Sagrada. Goethe, por exemplo, o mais extraordinário dos escritores alemães, confessou certa feita que “caso estivesse a ser posto em prisão e pudesse levar um livro, somente escolheria a Bíblia.” E, Kant, por sua vez, declarou que “a existência da Bíblia, como livro para o povo, é o maior beneficio que a raça humana já experimentou, e que todo o esforço para depreciá-la é um crime contra a humanidade."

O que então motivaria um escritor, inclusive ganhador de um prêmio Nobel de literatura, a desaconselhar a leitura da Bíblia Sagrada? Seria mesmo pelo fato dela supostamente conter “desastres, maus conselhos, incestos e matanças?” Em sendo assim, não deveria ele desaconselhar também a leitura de a Odisséia, a Ilíada, Os Lusíadas e até mesmo do seu “Memorial do Convento”? Sim, afinal, em todos esses livros há inúmeras menções a desastres e outras diversas calamidades!

Ora, então qual seria a lógica de Saramago?

Essa “lógica” descobrir logo em seguida, numa outra matéria. Desta vez, o jornal afirmava que Saramago havia falado na mesma sabatina, que é um comunista hormonal. A explicação "hormonal", escreve o periódico, ocorreu quando ele refletia a perguntas sobre como ele ainda é um comunista na atualidade: "Eu sou o que se poderia dizer um comunista hormonal", afirmou o escritor, ao dizer que "acredita" ter uma produção de "hormônio do comunismo".

"Ser comunista é um estado de espírito", disse o escritor. Ele também afirmou que isto mostra que Karl Marx está cada vez mais atual. "Sinto, pelo menos na Europa, onde se reeditam seus livros, que as obras de Marx são bastante vendidas", afirmou Saramago.

E, qual seria enfim a lógica de Saramago?

Simples: a lógica do ateísmo absoluto, com o qual a ideologia comunista se representa muito bem. Durante todo o regime comunista na Rússia e em outros muitos países ditos socialistas, a Bíblia simplesmente fazia parte dos seus “Index Librorum Prohibitorum”. Nos aeroportos malas eram revistadas a fim de verificar se havia nelas alguma porção do Livro Santo. Milhares de pessoas foram eliminadas por professarem fé na Bíblia. Na China de Mao Tse Tung, a Bíblia era tida como a síntese de tudo que de pior havia sido escrito. Também em Cuba o livro sagrado estava entre o "Índice dos Livros Proibidos" ou "Lista dos Livros Proibidos".

Assim, a lógica de Saramago lamentavelmente, neste aspecto, não difere muito daquela seguida por Lenin, Stalin, Mao Tse Tung, Pol Pot, Fidel Castro, Kim Jong entre outros ideólogos comunistas. Ou seja: a Bíblia é uma péssima influência para os ideais que eles desejam aos seus jovens, pois contraria o princípio máximo do comunismo, que é o ateísmo absoluto. A posição do escritor português, pois, deve ser analisada sob esta ótica, do contrário torna-se muito difícil imaginar que alguém de mente tão aberta para à vida e para o mundo possa se opor à leitura deste livro.

Este é o grande mal das ideologias, que de algum modo sempre se apóiam em posturas exclusivistas e extremadas, com as quais buscam “preservar a verdade a qual confessam”. Isso se dá com as ideologias religiosas e da mesma forma com as ideologias materialistas. De um lado a oposição, por exemplo, a Nietzsche, Freud, Diderot, Voltaire etc.; do outro, a completa rejeição aos livros considerados sagrados, em especial a Bíblia.

As ideologias precisam alimentar seus ideais apenas com aquilo que elas tomam como a “nata do saber”; necessitam adornar seus dogmas com os louros da mais “profunda sabedoria”; buscam por meio da intolerância e imposição a preservação da “única verdade a ser seguida”. Daí a Inquisição, o anarquismo, o comunismo, o nazismo, o fascismo, o darwinismo social e outras posturas extremadas. É o medo de serem destruídas!

O perigo não está, pois, nos livros, mas nas cabeças de quem os lêem! Da mesma forma que uma pessoa pode fazer uso de passagens isoladas da Bíblia a fim de justificar seu lema de vida e de morte, também uma outra pode da mesma maneira extrair de “A Origem das Espécies” material suficiente para organizar uma cruzada contra os “fracos” e os “menos aptos”, com o intuito de preservar os “mais fortes”.

Em outras palavras, dependendo da “cabeça” de uma pessoa, até mesmo um simples Gibi pode servir de pilar para a defesa da destruição do mundo.
---------
Sabatina:

Oração de um darwinista sincero


O que aconteceria se um darwinista, armado de profunda sinceridade, fosse confessar a Darwin suas mais íntimas incertezas e hesitações?

Até que ponto os darwinistas radicais estão convictos da sua crença cega aos seus dogmas considerados científicos e inquestionáveis?

Será que todos eles acreditam realmente em tudo aquilo que professam com tanto ardor e zelo?

Se, sob quatro paredes, um destes dogmáticos darwinistas abrisse seu coração a Darwin, quais seriam as principais confissões demonstradas?Não sei, mas imagino que teria um desses pontos... ((rs))

“Oh, meu santo Darwin, aqui estou de peito aberto e mente cativa, para externar a ti as minhas mais sinceras dúvidas a respeito de tudo aquilo que tu nos deixaste como verdade inquestionável!

Oh, grande Darwin, aqui, sozinho diante de ti sob quatro paredes, quero abrir com toda franqueza o meu coração, sem o mínimo temor ou receio de ser chamado por meus companheiros de herético ou criacionista!

Devo dizer-te que, embora tenha me empenhado com extremo vigor a divulgar tuas verdades sem procurar demonstrar nenhum vacilo ou descrença, confesso-te humildemente que carrego dentro de mim um abismo de incertezas!

Não consigo, desculpe-me pela sinceridade, acreditar que mecanismos tão elegantemente complexos, como o olho, o aparelho auditivo, a célula, os rins entre outros, tenham evoluído gradativamente conforme tu, com grande sapiência, nos fez crer com tuas belíssimas obras!

Meu bom Darwin, apesar de afirmarmos constantemente que a origem da vida não nos diz respeito, esta questão tem me trazido enorme perplexidade, pois no fundo não vejo como desassociá-la de todo o resto de nossa crença. Sinto-me inseguro em acreditar que a abiogênese aconteceu uma vez na vida. Como isso pôde acontecer, oh, magnífico Darwin?

Também me atormentam as leis da probabilidade. Como pôde a vida ter surgido pela loteria do acaso? Como, meu Darwin, a mente humana em toda sua complexidade pôde ser resultado de mecanismos imprevisíveis?

São Darwin, peço-te encarecidamente que não te ires por demonstrar minhas oscilações, mas não posso negar que estou profundamente duvidoso em crer que coisas não-vivas deram origem a organismos vivos; que os vírus, bactérias, plantas e animais são todos inter-relacionados; que os protozoários deram origem aos metazoários; que os inúmeros filos de invertebrados são inter-relacionados; que os invertebrados deram origem aos vertebrados; e, por fim, que os peixes, répteis, aves e mamíferos tiveram origem ancestral comum!

Oh, grande Darwin! Também quero confessar-te que, desde o instante que o maldito Michael Behe apareceu com o conceito de complexidade irredutível, e o infeliz William Dembski surgiu com a idéia de complexidade especificada minhas oscilações aumentaram gradativamente!

Outro assunto que muito faz oscilar minhas frágeis convicções, diz respeito à lei moral que corrige e reprime nossos ímpetos animalescos. Como, meu São Darwin, uma herança selvagem de garras, sedenta de sangue e extremamente cruel e agressiva pôde gerar pessoas como Madre Tereza de Calcutá e São Francisco de Assis? Como encaixar, meu Darwin, em simples mecanismos naturais uma categoria de valor?

Outra questão que fez minhas dúvidas ganharem proporções ainda maiores refere-se a ausências de fósseis os quias verdadeiramente sejam suficientes para demonstrar que o nosso gradualismo deu-se da maneira como consta em nossos livros didáticos. Não sei até que ponto o Equilíbrio Pontuado de Gould nos ajudou ou atrapalhou. Maldito cambriano!

Oh, meu bondoso Darwin, eu teria muitas outras cousas a confessar-te, mas vou cessar por aqui meus muitos vacilos, minhas incertezas e hesitações. É que tenho receio que isto venha abalar minha já vacilante crença em teu gradualismo.

São Darwin, não permitas que minhas angústias impeçam que eu continue demonstrando zelo e fervor em tua nobre causa. A par de toda essa confissão, quero dizer-te que vou continuar lutando em prol das verdades que tu, ó sapientíssimo mestre, escreveste em teu extraordinário “A Origem das Espécies”!

Por fim, obrigado por aceitar pacientemente minhas lamúrias e meu desabafo. Só espero que, além de tu e destas paredes, ninguém mais tenha escutado minha sincera confissão. Sim, afinal, como o mais apto, o mais forte, o mais esperto não quero e não posso demonstrar diante de meus adversários a menor fraqueza".

“Quae sunt Darwin, Darwin”

É isso!

Catequese evolucionista


Recentemente testemunhei dois típicos exemplos do que se pode denominar “agressão consentida”.

Uma criança de 10 anos e uma adolescente de 14 anos relatarem-me suas impressões sobre as matérias de ciência e história, do ensino fundamental. Uma delas, a mais nova, manifestou sua insatisfação pelo fato de ser literalmente compelida a estudar lendas como se fossem acontecimentos realmente verídicos. Após examinar seu caderno escolar constatei a forma sorrateira como eram formuladas as questões sobre tais lendas. Havia nas perguntas um nítido propósito ideológico, em que a criança - forçosamente – deveria harmonizar as respostas ao que tencionava a filosofia evolucionista.

CATEQUESE EVOLUCIONISTA

Bem. Todos nós conhecemos alguma cousa sobre a história da colonização brasileira! Entre os muitos fatos que se passaram naquele remoto período, faço menção do papel exercido pela igreja no processo de catequese dos indígenas. Como é vastamente documentado, os jesuítas lutaram ardorosamente pela conversão dos índios à fé católica, é claro, tudo financiado pelo governo português. Embora já se tenha passado centenas de anos, o espírito catequista permanece com todo vigor em pleno século XXI.

Entretanto, ao contrário da catequese colonial, a nova catequese vigora numa versão antagônica àquele momento histórico. Os "jesuítas" de hoje, em vez de pregarem a fé católica aos índios, ministram materialismo às crianças e adolescentes, e tudo financiado pelo governo brasileiro, com o amparo do Ministério da Educação. Veja-se o texto a seguir, extraído de um livro didático destinado ao ensino de história para o nível fundamental, mais especificamente a 5ª série, e o qual é usado pelas escolas públicas (em Osasco – São Paulo), e que está sendo utilizado pela aluna de 10 anos anteriormente citada.

"A Origem da humanidadeEste capítulo é envolto por mistérios! Há 4,2 milhões de anos surgia na Terra o nosso mais antigo ancestral conhecido: o Australopithecus. Pouco sabemos sobre ele, seus antepassados e até mesmo, sobre a maior parte de seus descendentes.

Distantes no tempo, restam hoje poucos sinais desses seres. Para desvendar essa história, é necessário agir como detetive meticuloso: localizar e juntar raros fragmentos que o tempo e as pessoas não destruíram.

Mas, afinal, como seriam nossos mais antigos ancestrais?

A idade da Terra e dos seres humanos

Por volta de 4,5 bilhões de anos atrás, uma grande explosão cósmica teria dado origem à Terra. O planeta era então constituído por rochas incandescentes e por uma atmosfera carregada e densa, onde era impossível o desenvolvimento de qualquer forma de vida.

Durante bilhões de anos, a Terra passou por grandes transformações. A temperatura diminuiu e formaram-se os oceanos e as altas montanhas. Nesse processo, por volta de 3,5 bilhões de anos atrás, desenvolveram-se as condições para o surgimento das primeiras formas de vida.A principio, os primeiros seres vivos eram unicelulares, ou seja, formados por uma única célula. Somente ao longo de outros milhões de anos é que surgiram as primeiras plantas com raízes.

Mas quando surgiram os seres humanos?
Do ponto de vista biológico, os seres humanos são extremamente jovens. Nossos primeiros ancestrais conhecidos surgiram há 4,2 milhões de anos. Na realidade, eles eram muito diferentes de nós, os mais semelhantes foram aparecer bem mais tarde.”

Fonte: História e Vida integrada – 5 ª série . Nelson Piletti e Claudino Piletti. Editora Ática, 2007, p. 19.

Agora vejamoscomo funciona a catequese evolucionista.

”Este capítulo é envolto por mistérios! Há 4,2 milhões de anos surgia na Terra o nosso mais antigo ancestral conhecido: o Australopithecus.”

Embora admita que tais acontecimentos estão envoltos por mistérios, o autor – ardilosamente – complementa a frase com um forte tom de certeza, como se fosse um cenário com luz, câmera e ação...

“Pouco sabemos sobre ele, seus antepassados e até mesmo, sobre a maior parte de seus descendentes.”

Bem, se muito pouco se sabe destes supostos antepassados, como é possível ter certeza de que eles surgiram na Terra há 4, 2 milhões de anos?

Sem dúvida, uma agressão consentida às nossas crianças!

É isso!

O QI dos RICOS e dos POBRES, segundo um darwinista


Quando afirmo que algumas vertentes do darwinismo sempre andaram de “mãos dadas com o racismo” e que muitos de seus postulados dão margem ao conceito de "superioridade" de um grupo em detrimento de outro, alguns meninos de Darwin enfurecidos rotulam-me dos mais variados e pejorativos termos!

Há alguns dias travei um debate intitulado ”Darwin explica!”, no qual discutíamos a estupidez que é a psicologia evolutiva. Dito e feito!

Recentemente o darwinista James Watson afirmou que os negros seriam menos inteligentes que os brancos, e o argumento – obviamente – fundamentava em conceitos que ele considerava evolutivos. Agora, vejam só o que há alguns dias o professor de psiquiatria evolutiva, Bruce Charlton, disse sobre o QI dos ricos e dos pobres:


A pequena proporção de estudantes de classe média baixa em universidades renomadas é o "resultado natural de uma diferença de QI entre classes sociais", afirma o acadêmico inglês Bruce Charlton na edição desta quinta-feira da revista especializada em educação Times Higher Education.

"O governo britânico gastou tempo e esforço em afirmar que as universidades, especialmente Oxford e Cambridge, estariam excluindo pessoas de classes sociais mais baixas e privilegiando as de classes mais altas", disse o professor.

"No entanto, neste debate um fato vital foi esquecido: classes sociais mais altas têm uma média de QI maior do que as classes baixas", afirmou Charlton em artigo publicado na revista.

Segundo o acadêmico, professor de psiquiatria evolutiva na Universidade de Newcastle, na Inglaterra, a dominação das classes altas é "natural" e uma questão de "mérito".

"A distribuição desigual de classes observada em universidades renomadas, comparada com a população geral, dificilmente acontece devido a preconceito ou corrupção no processo de admissão. Ao contrário, o padrão observado é o resultado natural do mérito", escreveu Charlton no artigo.

Críticas

A afirmação provocou reações no setor educacional no país. Em um comunicado, a União Nacional dos Estudantes (NUS, na sigla em inglês) afirmou que os argumentos de Charlton são "equivocados, irresponsáveis e insultantes".

"Certamente a desigualdade social define a vida das pessoas antes mesmo de entrarem para a universidade, mas o setor de ensino superior não pode ser absolvido de sua responsabilidade de garantir que estudantes de todos os níveis sociais tenham a oportunidade de desenvolver seu potencial", disse Gemma Tumelty, presidente da NUS.

Outra crítica, também publicada pela revista, foi do ministro do Ensino Superior Bill Rammell. Segundo ele, os argumentos de Bruce Charlton dão um tom de que "as pessoas devem saber seu lugar".

"Apesar de muitos jovens pouco privilegiados conquistarem as qualificações para chegar ao ensino superior, eles ainda ficam atrás dos colegas mais privilegiados. Portanto, é vital que continuemos a preparar e apoiar os estudantes de maneira adequada para que cheguem à universidade", disse o ministro à revista. Robert Sternberg, diretor de artes e ciências da Universidade de Tufts, admitiu a relação entre o QI e a questão social, mas descorda da posição de Charlton. "Certamente há uma correlação entre o QI e a classe social. Pessoas de classes mais altas têm vantagens educacionais, sociais e econômicas e as transmitem aos seus filhos", disse ele.

Ao adotar o sistema que Charlton recomenda, afirmou, "garantimos que as classes mais altas continuarão a transmitir estas vantagens e iremos congelar aqueles de classes mais baixas". "Desta forma, criaremos profecias que se cumprem sozinhas", disse Sternberg.

Do novo a estupidez do QI; de novo o ultradarwinismo mostrando suas verdadeiras garras!


É isso!



Os frágeis argumentos contra a TDI


Num debate de fórum do Orkut, quando indagado acerca do por que a Teoria do Desenho Inteligente seria a mesma cousa que Criacionismo, o colega Paulo, justificou seu argumento com a seguinte explicação (SIC):

"A partir do momento que afirma que algo só pode ter sido criado por uma "mente superior" (sobrenatural) e não ter qualquer evidências do que afirma e ainda por cima não se utilizar de qualquer metodologia científica para tal, já pode ser considerado como criacionista. E a Academia Nacional de Ciência dos EUA já rebaixou o DI a essa categoria há um bom tempo...”

Sempre tive os argumentos darwinistas contra a TDI fraquinhos e cheios de retóricas tipicamente vazias e repetitivas. A prova está aí... Mas, se não vejamos:

1 – "A partir do momento que afirma que algo só pode ter sido criado por uma "mente superior" (sobrenatural)...”

Qual a regra científica, ou qual o livro de ciência, ou qual o estatuto de sociedades científicas demonstra que o “Sobrenatural” ("Inteligência Superior") nunca afetou a natureza?Em princípio, a ciência não deve utilizá-lo, seja verdadeiro ou não? É isso? Ora, que tipo de ciência é esta?Parafraseando e indagando com o Behe:De que maneira o argumento do colega darwinista ajuda em alguma coisa? Por acaso ele diz quais questões estão além da competência da ciência? Fornece-nos diretrizes para separar a ciência da pseudociência? Oferece uma definição do que seja ciência?

Ora, por esta lógica muita coisa poderia reivindicar o título de “ciência” apenas pelo fato de invocar forças materiais.

Em que isso se diferencia de um argumento religioso dogmático?

Ou seja: apesar de, a priori, não ter nenhuma razão para acreditar que nada existe além da natureza, simplesmente acha que não constitui boa ciência oferecer o sobrenatural como explicação de um evento natural. Ora, isso é ridículo à luz da ciência!Se se não pode submeter a teste o Planejador Inteligente, também não se pode fazer o mesmo em relação aos supostos ancestrais extintos. Isso é lógico! O que importam são as evidências que apontam para o plano. Sim, afinal, o fato de não podermos submeter a teste a pessoa de Santos Dumont, isso em nada implica que o avião não exista. Da mesma maneira, o fato de não podermos testar a presença do Planejador num tubo de ensaio em nada significa que o motor flagelar e sua irredutibilidade não existam! Como diz Behe:

“A ciência pode ser capaz de estudar o movimento de cometas que atualmente aparecem nos céus e submeter a teste as leis da mecânica newtoniana que descrevem o movimento dos cometas. Ela, porém, jamais poderá estudar o cometa que supostamente chocou-se com a terra há milhões de anos. Pode, no entanto, observar os efeitos duradouros dele na Terra moderna. De forma análoga, pode observar os efeitos que um planejador produziu sobre a vida.”
(1)

Assim, querer restringir a ciência ao máximo da mesma coisa, recusando-se a considerar uma explicação basicamente diferente, ou tentar colocar a realidade em uma caixa elegante, em nada vai alterar a realidade dos fatos. Isso é ideologia!

2- ...”e não ter qualquer evidências do que afirma e ainda por cima não se utilizar de qualquer metodologia científica para tal, já pode ser considerado como criacionista”.

As evidências da TDI já foram amplamente discutidas nesta comunidade, e estão fundamentadas essencialmente na Complexidade Irredutível – CI (Michael Behe: “A Caixa Preta de Darwin”) e na Complexidade Especificada – CE (William Dembski “The Design Inference). O fato de alguém ACHAR que não se tratam de evidências não as tornam menos evidentes! A mera opinião pessoal, neste caso, é tão útil quanto água em pó: para diluir acrescente água! ((rs))

3 – “E a Academia Nacional de Ciência dos EUA já rebaixou o DI a essa categoria há um bom tempo...”

Essa é boa! Então quer dizer que a Academia rebaixou? Como assim rebaixou? Quer dizer que agora a ciência é feita por decreto ou por voto da maioria?

Ora, na época da flogística a Academia dominante havia “rebaixado” teorias alternativas, e o resultado consta nos anais da história: caiu a teoria e a reboque se seguiu a Academia!

Como já havia escrito em outra o